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O humano nas alturas

Virgem com o Menino, Santa Clara, Santa Marta, Santa Lúcia e Santo António Abade. Oficina de Llorenç Saragossà. 1365. Detalhe. Museu Nacional de Arte de Catalunha.

Ontem, socializei! Visitas ao almoço e ao lanche. Ao entardecer, o magnífico concerto na Igreja dos Congregados dedicado às “Lamentações para a Semana Santa”, do compositor belga Joseph-Hector Fiocco, pelo Ensemble Bonne Corde, com Diana Vinagre, violoncelo barroco e direcção artística; Ana Quintans, soprano; Rebecca Rosen, violoncelo barroco; Marta Vicente, contrabaixo barroco; e Miguel Jalôto, órgão. Tantos talentos jovens!

À noite, explorei imagens da Virgem Maria para um texto que estou a escrevinhar intitulado “A Cruz e o Cálice” onde abordo as figuras de Cristo como proeminência e Maria como recetáculo. Bafejado pela sorte, descortinei um detalhe inesperado com o momento em que a pomba do Espírito Santo penetra na auréola/corpo da Virgem, num painel da Oficina de Llorenç Saragossà, datado por volta de 1365.

Por último, o habitual momento de recolhimento quotidiano. Coloquei um vídeo com a música My Heart’s in the Highlands, do Arvo Pärt (na imagem), e, reclinado, deixei-me planar pelas alturas, como quem se aproxima do divino neste mundo.

Arvo Pärt – My Heart’s in the Highlands. 2000. David James (countertenor), Christopher Bowers-Broadbent (organ).
Virgem com o Menino, Santa Clara, Santa Marta, Santa Lúcia e Santo António Abade. Oficina de Llorenç Saragossà. 1365. Museu Nacional de Arte de Catalunha

Arvo Pärt. A tentação do grotesco

Arvo Pärt

Regresso a Arvo Pärt, compositor estoniano. O Tendências do Imaginário dedica-lhe um artigo (Arvo Pärt. Sinos hipnóticos), com a seguinte apresentação:

“Hoje não é dia de publicidade, mas de Arvo Pärt, compositor contemporâneo estónio. As suas músicas aparecem em dezenas de filmes. Dizem que é minimalista, ele não acha; dizem que é místico, também não; alguns afiançam que é pós-moderno, não lhe diz nada. A sua música é hipnótica, principalmente por causa do seu método, a tintinabulação, que ele explica do seguinte modo: “Eu trabalho com bem poucos elementos – somente uma ou duas vozes. Construo a partir de um material primitivo – com o acorde perfeito, com uma tonalidade específica. As três notas de um acorde perfeito são como sinos. Por isso lhe chamei tintinabulação” (Arvo Pärt. Sinos hipnóticos: https://wordpress.com/post/tendimag.com/5655).

O artigo Arvo Pärt. Sinos hipnóticos inclui duas músicas: Spiegel im Spiegel (1978) e Summa for Strings (1977). Acrescento uma música mais antiga, Pro et Contra, Concerto para Violoncelo e Orquestra (1966), menos minimalista e sem sinos, um pouco mais grotesca.

Arvo Part. Pro et Contra, Concerto for Violoncello and Orchestra (1966). Belgorod State Symphony Orchestra. Violoncelo: Borislav Strulev. VI International BelgorodMusicFest. 2017.

Arvo Pärt: Sinos Hipnóticos

Kaupo KikkasHoje não é dia de publicidade, mas de Arvo Pärt, compositor contemporâneo estónio. As suas músicas aparecem em dezenas de filmes. Dizem que é minimalista, ele não acha: dizem que é místico, também não; alguns afiançam que é pós-moderno, não lhe diz nada. A sua música é hipnótica, principalmente por causa do seu método, a tintinnabulação, que ele explica do seguinte modo: “Eu trabalho com bem poucos elementos – somente uma ou duas vozes. Construo a partir de um material primitivo – com o acorde perfeito, com uma tonalidade específica. As três notas de um acorde perfeito são como sinos. Por isso lhe chamei tintinnabulação“. Seguem-se duas músicas: Spiegel im Spiegel (Espelho no Espelho); e Summa for

Strings.

Arvo Pärt : Spiegel im Spiegle (Espelho no Espelho).

Arvo Pärt. Summa for Strings.