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Risoterapia. O consumo do riso

Apple. Inside Joke. 2019

A cidade de Braga vai acolher, no dia 17 de janeiro, na Avenida Central, a partir das 11h00, uma sessão de risoterapia. A iniciativa, organizada pelo grupo de formadores ‘E na Prática?’, conta com o apoio do Município de Braga e pretende assinalar o Dia Internacional do Riso, que se celebra a 18 de janeiro (https://ominho.pt/braga-recebe-mega-sessao-de-risoterapia/).

Nada escapa ao riso. Nada? Nada o diminui? Talvez o Dia Internacional do Riso, a 18 de Janeiro. Quem abençoa, submete. Não é oportuno comemorar o riso? Sem dúvida, para quem gosta de embrulhar o riso com discursos, cercas e palmas de conveniência. O riso dispensa a atenção. Quanto mais solto e vigoroso, melhor.

Está na moda a risoterapia. Pelos vistos, o riso precede a fala. No bebé e na espécie humana, na ontogénese e na filogénese. Nascemos para rir! Precisamos, pelos vistos, de aprender a rir. A gargalhar, por exemplo. Aprender, sobretudo, a estimular o diafragma, acelerar os pulmões, contrair o abdómen e contorcer a face. Não se aprende, dizem os sábios, sem palavras. Neste caso, conceitos como endorfinas, neurónios e sinapses afirmam-se relevantes. Mais do que aprender a rir, precisamos de aproveitar o riso, torná-lo funcional. O riso tem virtudes que não devemos desperdiçar: deprime os ansiosos; excita os deprimidos; emagrece e rejuvenesce. Limpa por dentro e lava por fora.

Urge aprender a rir. Rir como a mulher do anúncio Inside Joke, da Apple, que vê para dentro (privado) e ri para fora (público). Acrescento um vídeo com uma lição de risoterapia, do Instituto Mongeral Aegon. Estou servido, vou eleger o anúncio da Apple como aula prática e a lição do Instituto Mongeral Aegon, como aula teórica.

P.S. Importa rir com moderação. O excesso de riso pode provocar hérnias e doenças graves. O riso constitui, de longa data, tema da publicidade. No anúncio Armchair (2005), da Paramount Comedy, o protagonista “morre a rir” (https://tendimag.com/2014/08/21/morrer-a-rir/).

Marca: Apple. Título: Inside Joke. Estados Unidos, Maio 2019.
Marca: Instituto Mongeral Aegon.Terapia do riso (Risoterapia). Brasil, Maio 2017.

A beleza da biodiversidade

Apple. Don’t Mess With Mother. 2019.

Quando se aposta, com arte, na estética o resultado é compensador. O anúncio Don’t Mess With Mother, da Apple, é um hino à biodiversidade. Ao ritmo heavy metal da canção Last Rites dos Megadeth. Os autores do anúncio tiveram a sageza de dispensar a besta humana. Preferiram uma avalancha. Há marcas que são um expoente da publicidade.

Marca: Apple. Título: Don’t Mess With Mother. Estados Unidos, Abril 2019.

Macnífico

“Académico já foi um adjectivo nobre. Anda mas é um pouco desgastado. Outros nomes se levantam, como Merceeiro e Patrulheiro. Quando batizei o primeiro filho cismei chamar-lhe Académico, mas no registo confundiram as letras e ficou Américo. Ainda agora tenho pena: gostava que o meu filho fosse Académico” (Anónimo).

Kermit, Denise e a maçã

Tantas estrelas, uma estrela: a maçã. Os utilizadores de Macs são o máximo. Desce uma espécie de aura sobre o consumidor: sou como os maiores, sou Mac. É macnífico! O consumo à frente, a produção atrás. Mais do que um consumidor, sou um utilizador de Mac. O importante, a rosa, sou eu mais aquelas estrelas todas: a Serena, o Bono, a Oprah… Creio que é uma fórmula de marketing antiga.

“The 60-second spot is composed of black-and-white still images featuring famous and not-so-famous people toiling away on their Macs: Serena Williams peering down at her screen, Paul McCartney in his studio, Kermet the Frog and Anna Wintour at their desks, Malala Yousafzai and Dave Grohl each engrossed in their work, Oprah and Bono collaborating. Interspersed are scenes of Mac users in cafes and school or out in the elements, studying, sleeping and browsing” (https://adage.com/creativity/work/apple-behind-mac-make-something-wonderful/955971).

Marca: Apple. Título: Behind the Mac. Estados Unidos, Outubro 2018.

Comprar o arco-íris

Apple. Color Flood. 2018

Say it with colour! Resulta mais bonito e mais tentador. Há anúncios que são autênticas explosões de cores. Por exemplo, o Balls e o  Petals Volcano, da Sony Bravia (ver https://tendimag.com/2013/11/05/erupcao-de-cores/). O anúncio Big Ad, da Carlton Draugh (https://tendimag.com/2017/11/20/epico-de-massas/), é mais parecido com o anúncio do dia, o Color Flood, do iPhone XR da Apple. Nestes dois últimos anúncios, pessoas coloridas formam, como peças de um puzzle, massas dinâmicas. Ao Color Flood, acrescento um anúncio congénere da Sony Bravia: More Brilliance More Beauty. A publicidade consta entre as actividades mais coloridas do nosso tempo. Bom dia! Bom ano! A beleza vitaliza.  

Marca: Apple. Título: Color Flood. Direcção: Rupert Sanders. Estados Unidos, Dezembro 2018.
Marca: Sony. Título: Balloons. Agência: DDB (Berlim). Alemanha, Setembro 2016.

Reflexos

Apple

Hoje é Dia da Mulher. No anúncio, da Apple, uma mulher descobre  a  faculdade de alterar o espaço. E dança, não para de dançar. Só ou consigo mesma. Abre, simultaneamente, as janelas do espírito. E continua a dançar. A música e as imagens são notáveis. Eva? Maria? Madalena? Não, Alice, Super-Alice! O realizador é Spike Jonze. Ganhou o Óscar para o melhor roteiro original com o filme Her, de 2004. Foi considerado, com Chris Cunningham e Michel Gondry, um dos melhores realizadores de vídeos musicais. Cantora e bailarina, FKA Twigs enche o ecrã.

Acrescento três músicas de Francis Lai, dos filmes Un Homme et une Femme (1966), Love Story (1970 e Bilitis (1977).

Francis Lai, 124 Miles an Hour. Un Home et une Femme.1966.

Francis Lai. Theme from Love Story (Finale). Love Story. 1970.

Francis Lai. L’arbre. Bilitis. 1977.

Marca: Apple. Título: Welcome Home. Direcção: Spike Jonze. Estados Unidos, Março de 2018.

 

Sinais do tempo 2. De estigma a emblema

Aplle

Marca: Apple. Título: First dance. Agência: TBWA Sydney. Austrália, Fevereiro 2018.

Rufus Wainwright. Oh What a World. Want One. 2003.

Klaus Nomi. You Don’t Own Me. Klaus Nomi. 1981.

Carnaval brasileiro

O Carnaval é seu. Apple Brasil

Gostava de acompanhar estes dois anúncios da Apple brasileira com um texto antigo sobre o Carnaval. Mas… “És um palerma!”, costuma exclamar, afectuosamente, o meu amigo Moisés consternado com o meu desleixo proverbial. Escrevi vários textos sobre o Carnaval mas não encontro nenhum, exceptuando uma entrevista à Lusa (ver Carnaval é momento colectivo de esperança). Na verdade, aconteceu-me um percalço. Armazenei informação de vários anos num disco externo. Com o “pragmatismo” que me caracteriza, coloquei o disco no chão, à prova de quedas. Alguém, organizado, arrumou o disco sobre o computador; a gata recolocou-o no chão, com razão eterna: o computador era o seu divã ronronante. Dispensava tijolos! Ardeu, assim, ingloriamente, a maior parte do meu arquivo digital, incluindo os meus textos sobre o Carnaval.

Carnaval é cor, corpo e movimento. É deslumbramento, extravagância, irreverência e transfiguração. É pulsão, catarse, desejo, sexo e orgia. É o renascimento festivo da esperança. É a dança do tempo prenhe de futuro. Os dois anúncios da Apple brasileira captaram magistralmente o espírito do Carnaval.

Marca: Apple. Título: O Carnaval é seu. Agência: LewLara/TBWA Brazil. Brasil, Janeiro 2018.

Marca: Apple. Título: Meu bloco de rua. Agência: TBWA Brazil. Brasil, Fevereiro 2018.

O martelo da revolta

Hornbach

«En otro tiempo, se dejó de ver el sol duran te varios meses; un rey muy poderoso lo había capturado y encarcelado en la fortaleza más inexpugnable. Pero los signos del zodíaco acudieron a socorrer el sol; rompieron la torre con un gran martillo; así liberaron al sol y lo devolvieron a los hombres; este instrumento merece pues la veneración, por el cual la luz se devolvió a los mortales» (culto lituano antigo; Chevalier, Jean & Gheerbrant, Alain, 1986, Diccionario de los symbolos, Barcelona, Ed. Herder, pp. 797-798).

Aprecio os anúncios da empresa alemã Hornbach. Pautam-se pelos princípios da potência e da força de vontade em situações extravagantes. O anúncio Wir haben nie gesagt, dass es einfach ist (nunca dissemos que era fácil) não foge à regra. Apresenta, no entanto, a particularidade de a potência ser feminina. Lembra o anúncio 1984, da Apple: uma mulher atlética, com um martelo, combate a opressão. Lembra, também, os corpos das atletas do filme Olympia (1938) de Leni Riefenstahl: o mesmo lastro mitológico. Um a um, são destruídos, à martelada, os estereótipos da mulher servil e da mulher objecto. Estou, porém, em crer, com a perversidade do costume, que no protagonismo e nos gestos desta luta titânica contra os estereótipos do feminino paira o fantasma de um estereótipo do masculino.

Marca: Hornbach. Título: Wir haben nie gesagt, dass es einfach ist. Agência: Heimat (Berlin). Alemanha, Outubro 2017.

Marca: Apple. Título: 1984. Agência: ChiatDay. Direcção: Ridley Scott. Estados Unidos, 1984.

 

A magia do skate

Apple Roll

Saiu um novo anúncio da Apple: Roll. A fórmula é: juventude + desporto + movimento + adrenalina + levitação = libertação. Um bom anúncio. Destaque para a música, o aproveitamento do skate e a levitação colectiva.

Marca: Apple. Título: Roll. Estados Unidos, Setembro 2017

Natureza de bolso

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Perante estes momentos, que dizer? Que são bonitos e imponentes. Pressente-se a mão de Deus. Sentimo-nos infinitamente pequenos. E o rabo do Diabo, O Fausto tecnológico, consegue vislumbrá-lo? Somos suficientemente grandes para enfiar uma paisagem numa patela electrónica. Uma natureza de bolso! Andamos no mundo como quem come azeitonas: mastigamos a aparência e deitamos fora o caroço.

Marca: Apple iPhone. Título: Earth – Shot  on a iPhone. USA, Junho 2017.