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morvida

Para os antepassados, a morte e a vida são contrários. Mas contrários muito próximos. Tão próximos que se entrelaçam. Ao extremo de a vida ter morte e a morte ter vida. Esta sabedoria exprime-se em esculturas, pinturas, gravuras e rosários. Por exemplo, nos quadros e nos pingentes em que metade do ser humano é pele e carne e a outra metade, esqueleto.

Imagem: Giuseppe Arcimboldo, Alegoria da Vanitas. 1580

Vida de esqueleto I: A carne e o osso, 26.09.2017

008. Pronto para servir

007
007, 25.09.2015

O mesmo e o outro. Sujeitos e homjetos

M.C. Escher, Bond of Union, 1956, Courtesy Bruce Silverstein Gallery

De vez em quando, acontece-me inventar palavras. Na maioria dos casos, já alguém o tinha feito. Por exemplo, “ninguenização”, palavra freia já cunhada no Brasil. Homjeto não significa nada. Nem sequer virando o dicionário do avesso. Mas não dizendo nada, diz o que parece: um misto de homem e coisa. Com a devida sonoridade. Que conste, não existe na internet. Por enquanto, a aberração é minha. Para quê homjeto quando já se diz homem objeto? Porque a expressão “homem objeto” continua a cavar uma dicotomia e a dar primazia ao homem. Não interessa! Seja como for, andamos rodeados, pelo menos desde a Idade Média, de homjetos. (Homjetos, 23.09.2012)

Ternura virtual, 26.09.2011
Homjetos, 23.09.2012
Pinguinhas, 26.09.2014
Pela diferença, 24.09.2014

Em Paris

No dia 24 de setembro, o Álvaro Domingues fez a comunicação “Paysages technologique: por une lecture de la transformation du paysage” na Université Paris 1 – Panthéon – Sorbonne.

Creio que ainda não regressou. Proporcionam-se estes dois artigos como guias da cidade.

Imagem: Álvaro Domingues na Sorbone, 24.09.2026

A nova canção de Paris, 26.09.2016
Paris num zootrópio, 26.09.2015

Para quem goste de gostar

Acontece-me pensar que se tornou de bom tom não gostar. Por desgaste (os veteranos já gostaram tudo), por elitismo (para os snobs nada os merece), por universalismo (os omnívoros gostam de tudo, logo de nada) ou por previdência (são os viciados em preservativos do desejo). Pois, eu arrisco gostar. (Gosto de Gostar, 25.09.2011)

Gosto de gostar, 25.09.2011

Shreks e Barbies

A shrekização do mundo, 24.09.2011

Cuidar sem retaguarda

“Dispõe de seis minutos para comover o coração e expor a consciência? Promovida por uma cadeia de distribuição tailandesa, C.P. Group, esta curta metragem sobre o cuidado dedicado a uma mãe vítima de Alzheimer talvez configure uma boa oportunidade” (07.01.2023). / “O anúncio tailandês Gratitude ajusta-se ao gosto oriental: longo, lento e emotivo. Uma história muito bem contada. Era uma vez um professor que levava a mãe para a sala de aula…” (24.09.2018).

Amor de filho, 24.09.2018

O mensageiro da nova morte

Convém não esquecer. São tantas os episódios que importa não esquecer. A pandemia da Covid-19, destaca-se. O artigo Sem salvação, de 23 de setembro de 2020, constitui uma memória. Dediquei, então, à pandemia os textos “Nem a morte nos reúne” e “A morte infeciosa”, compilados no ensaio “Covid-19: o mensageiro da nova morte”. Embora não muito mal escritos, abusam do sociologuês, seguindo o meu ritmo de pensamento sem cuidar do leitor. Na verdade, já tinha perdido o treino do diálogo muito antes da pandemia. Anexo o texto.

Ajudar ou assumir. O valor das palavras

Eugène Delacroix – Jeune orpheline au cimetière, ca. 1824
Não me ajudes!, 23.09.2019