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O Rei e o Pássaro

O filme Le Roi et l’Oiseau (1980) constitui um bom exemplo de articulação entre a animação (Paul Grimault), a música (Wojciech Kilar e Joseph Kosma) e o texto (Jacques Prévert). Vale a pena ver este episódio da pintura do retrato do rei de Taquicardia.

Imagem: Cartaz do filme Le Roi et L’Oiseau, 1980

O reino de Taquicardia. Tendências do Imaginário, 04.09.2011

Canções da emigração

Emigrantes portugueses no local de trabalho, em França. Espaço Memória e Fronteira.

Com este tempo, acorda-se da sesta mais pesado do que se adormeceu. Há cerca de uma vintena de anos, selecionamos uma lista de canções francesas, presumivelmente gratas aos emigrantes, para audição num recanto do Espaço Memória e Fronteira, em Melgaço. Escutá-las talvez ajude a recuperar a verticalidade.

Querido mês de Agosto. Tendências do Imaginário, 29.08.2016

Breves apontamentos musicais

Abel Korzeniowski, compositor polaco
Pergunta. Tendências do Imaginário, 25.08.2012
Rosas e urtigas. Tendências do Imaginário, 25.08.2016

O cru, o cozido e o podre

Burger King. La découverte du feu, 2016
O cru e o cozido. Tendências do Imaginário, 22.08.2016

Jovens para sempre

A representação social das “idades da vida” muda substantivamente consoante os períodos históricos. A imagem da velhice conheceu, assim, altos e baixos. Desde há poucas décadas, assiste-se, por vários motivos, à sua “revalorização” e “revitalização, senão “rejuvenescimento”.

Observa-se o fenómeno em vários domínios, nomeadamente a publicidade, por exemplo nos anúncios “Unlimited Youth”, de 2016, no artigo A Juventude não tem idade, e “Years of Magic”, de 2018, no artigo A segunda juventude: os super avós. Em alguns casos, frisa-se a hipérbole, quase o delírio, como no anúncio “Aidez-nous à sauver des vies”, de 2017, no artigo A Super Avó, que lembra, precisamente, a série Super Gran, dos anos oitenta.

A juventude não tem idade. Tendências do Imaginário, 19.08.2016
A segunda juventude: os super avós. Tendências do Imaginário, 13.05.2018
A Super Avó. Tendências do Imaginário, 12.06.2017

Oremos! Religião, Desporto e Jornalismo

William Turner, Death on a pale horse, c.1825-30. Tate Modern, London

O artigo A Cruz (17.08.2016) ilustra o caldo que a publicidade consegue cozinhar com a religião, o desporto e o jornalismo. Uma vez que convoca a oração, e Marcel Mauss, acrescento o artigo Resistência e impotência (28.11.2018).

Acontece o Tendências do Imaginário, uma espécie de diário, entreabrir frestas por onde se insinuam estados de alma (e de corpo). Afigura-se-me ser o caso do artigo Resistência e impotência, escrito num período de crise pessoal. Importa recordar o passado, principalmente quando não passou.

A Cruz. Tendências do Imaginário, 17.08.2016
Resistência e impotência. Tendências do Imaginário, 28.11.2018

A resistência dos humanoides. Desvio e conhecimento

HR Giger. Exhibition at the Lentos Kunstmuseum Linz, 2013

O desvio é uma forma de fazer caminho. Em temos de conhecimento, pode não implicar separação, mas alargamento ou aprofundamento [de uma parte). Eventualmente para comparação. Creio ser o caso da invocação de quatro hinos da resistência europeia a partir do trailer ” We All Lift Together”, da Warframe.

“Os trailers dos videojogos situam-se na vanguarda da estética e do imaginário contemporâneos. Chamam a si os maiores recursos e os melhores profissionais e criativos. No trailer We All Lift Together, do videojogo Warframe, criaturas, mistos de máquinas e seres humanos, surgem como guerreiros do trabalho, num estaleiro amplo, composto por partes metálicas e partes líquidas. / Lembra as canções de resistência.” (Apagar o inferno, 17.08.2018).

Imagem: HR Giger

Apagar o inferno. Tendências do Imaginário, 17.08.2018

Por uma Sociologia da Beleza

William Blake – A Noite da Alegria de Enitharmon, 1795. Tate Britain, London

Por que motivo não existe uma sociologia da beleza? A sociologia engloba tantas especialidades: o corpo, a moda, o lazer, o desporto, o quotidiano, a família, o género, a educação, a arte, a cultura, o poder, as desigualdades, o envelhecimento, a comunicação, as minorias… E não sobra um lugar para uma sociologia da beleza.
Sinto a falta de uma sociologia da beleza. Ajudaria a perceber, por exemplo, o anúncio “Encontro”, da empresa brasileira Marisa (…) Tanta beleza! Só beleza. Com preguiça mental, deduzo que aquela roupa exibida pelos modelos se destina a mulheres igualmente belas. Será que a beleza das modelos influencia a escolha das pessoas? Por toque de beleza? Um “não-sei-quê” que faz a diferença? Por magia? A beleza é dúctil como o ouro.

Um toque de beleza. Tendências do Imaginário, 16.08.2019

Moda: Cores e Modelos

Tendências do Imaginário dedicou 22 artigos ao realizador Bruno Aveillan. É um vício. Poucos realizadores terão filmado tantas modelos de elite. Em cada um dos seguintes anúncios da L’Oréal, desfilam sete modelos associadas à L’Oréal. No primeiro, tantas quanto as cores da paleta de bâton, sombras e esmaltes da linha Color Riche. Lembra A Casa das Sete Cores, da Rua Sésamo, com uma cor por cada divisão e cada hóspede.
O segundo anúncio, Red Obsession, é monocromático. Vermelho, só vermelho. Mantém-se o número de modelos. Trata-se de ilustrar a diversidade de vermelhos do bâton Color Riche. O que representa um risco e um desafio para a arte de Bruno Aveillan. Resultado global: classe, charme e elegância.

A casa das sete cores. Tendências do Imaginário, 15.08.2016

Desilusão a conta gotas / Carta de Pierre Bourdieu

Abóboras. Por altura do regresso a Braga em 1982. Fotógrafo: Álvaro Domingues

Há dias, submetive-me a uma plataforma “administrativa”. Foi complicado provar quem era e de onde vinha. Não o fazia há décadas. Não encontrei nem diploma de doutoramento nem certidão de agregação. A maior parte dos papéis dormiam em caixotes por motivo de obras em casa e não me dispus a acordá-os.  Encontrei um certificado do doutoramento e desisti de ser agregado.

Há males que vêm por bem! Tive a fortuna de deparar com uma carta tresmalhada do Pierre Bourdieu, que anexo. Compensou, mas também ensimesmou. Não consegui evitar uma pergunta recorrente:

O que me motivou, em 1982, a regressar a Braga para marinar profissionalmente durante 39 anos numa desilusão a conta gotas?

Calhaus e areia. Aposentado. Fotógrafo: Miguel Bandeira

Convidado em 1981, resisti. Em Paris, tinha emprego, estava a fazer doutoramento e acalentava boas perspetivas.

Em 1982, acabei por seguir as pegadas de centenas de milhares de compatriotas. Mas esta resposta genérica não me satisfaz. Cada um é um caso e existem nadas que fazem grandes diferenças: os tais “efeitos borboleta”. Por exemplo, desamores lá e amizades cá.

Carta de Pierre Bourdieu a Albertino Gonçalves. 27.02.1986

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Manuel Freire – Pedro Só. Da banda sonora da longa-metragem de Alfredo Tropa, “Pedro Só, de 1972. Poema de Fernando Assis Pacheco e música de Manuel Jorge Veloso