Adónis e o “Pensador de Cernavoda”
Afrodite apaixona-se por Adónis ainda este era criança. Guarda-o num cofre que entrega a Perséfone, que também se apaixona pelo belo Adónis. Ambas as deusas reclamam Adónis. Zeus, chamado a pronunciar-se, é salomónico. Divide o ano em três partes iguais: durante os meses de inverno em que as sementes estão soterradas, Adónis vive no inferno com Perséfone; na primavera, quando as sementes germinam, Adónis vive com Afrodite; Os quatro meses restantes ficam à escolha de Adónis, que opta por Afrodite. Adónis é o deus da morte e da ressurreição, um deus ctónico, associado à vegetação. Durante a sua estadia no inferno, a terra é estéril. A partir da Primavera, a terra torna-se fértil. Há seis mil anos, o “pensador de Cernavoda” já devia reflectir sobre as facetas do tempo cíclico. A vida enterra a vida, a morte dá à luz a vida. Sem tréguas, nem dramas. Uma tragédia.




E séculos mais séculos, nem a ciência nem a metrologia alteram significativamente o curso da vida!
Uma figura escultórica chamada “O Pensador” é um símbolo de Angola, um pouco como o galo de Barcelos é símbolo de Portugal. Trata-se de uma estatueta originária do nordeste do país e é muito provavelmente uma criação do povo tchokwe (“quioco” em português). Há “pensadores” angolanos para todos os gostos, como se pode ver aqui.