Luta pelo direito das crianças

BRINQ

“A sobrestima do factor económico na sociedade e na mente humana era, em certo sentido, o fruto natural do racionalismo e do utilitarismo que mataram o mistério e proclamaram a libertação do homem da culpa e do pecado (…) Assim era o século XIX, sob o seu pior ângulo. As grandes correntes do seu pensamento alinharam-se contra o factor lúdico na vida social. Nem o liberalismo, nem o socialismo lhe proporcionaram alimento” (Johan Huizinga. Homo Ludens. 1ª ed: 1938).

Aceder a um anúncio na página da própria agência de publicidade e ser a 16ª visualização causa uma certa impressão. A fundação brasileira ABRINQ apela à luta pelo “direito das crianças”. Importa guardar uma cópia para os netos. Em 30 segundos, recebemos um inventário, compacto e ilustrado, das diversas formas de luta social. Parece uma brincadeira, mas, na realidade, como sustenta Johan Huizinga, as brincadeiras costumam lidar com coisas sérias.

Anunciante: ABRINQ. Título: Lute pelo direito das crianças. Agência: Neogama BBH, São Paulo. Direcção: Fridman Sisters. Brasil, Setembro 2015.

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