Contos de fadas

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Contos de fadas, quem os não leu? São chaves do imaginário, e da experiência humana. Atente-se na moral das fábulas de La Fontaine ou do Capuchinho Vermelho.

“Vê-se aqui que crianças jovens, sobretudo moças belas, bem feitas e gentis, fazem muito mal em escutar todo o tipo de gente; e que não é coisa estranha que o lobo tantas delas coma. Digo o lobo, porque nem todos os lobos são do mesmo tipo. Há-os de um humor gracioso, subtis, sem fel e sem cólera, que — familiares, complacentes e doces — seguem as jovens até às suas casas, até mesmo aos seus quartos; mas ai! Quem não sabe que estes lobos delicodoces são de todos os lobos os mais perigosos” (Charles Perrault, O Capuchinho Vermelho, Moralidade, 1697).

Contos de fadas sem fadas? Pouco importa, é pão que cozeu no mesmo forno. Neste anúncio, as fadas são generosas, divertidas e, claro, bonitas e vaidosas: voam sem vassoura, distribuem prendas, transformam roupas, encontram gatos, apagam os media, chamam a neve e aquecem corações. Mais, só na Marks & Spencer.

Marca: Marks & Spencer. Título: Christmas Fairies. Agência: RKCR /Y&R. Direcção: Philippe Andre. Reino Unido, 2014.

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About tendências do imaginário

Sociólogo.

One response to “Contos de fadas”

  1. Beatriz Martins says :

    Mais que as fadas sem vassoura, o perigo está nos “lobos bons”

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