Corpos sólidos
“Tornar os corpos robustos não é, num Estado racista, assunto dos indivíduos, nem uma questão que respeita em primeiro lugar aos pais (…), é uma necessidade da conservação do povo que representa e protege o Estado (…) Um jovem que o desporto e a ginástica tornaram duro como o ferro sofre menos que o indivíduo caseiro, exclusivamente nutrido com alimentação intelectual, a necessidade de satisfações sensuais (…) Deve, após a jornada de trabalho, cimentar o seu jovem corpo e endurecê-lo para que a vida, um dia ou outro, não o encontre demasiado amolecido (…) O futuro jovem alemão deve ser esbelto e alongado, ágil como uma lebre, resistente como o couro e duro como o aço de Krupp. Nós devemos transformá-lo num homem novo a fim de evitar que ele não sucumba à degenerescência geral” (Hitler, Adolf, Mein Kampf, ed. de 1934).
Na opinião de um seguidor do Tendências do Imaginário, o meu pensamento não é mau mas é demasiado rápido. Tem razão. Por entre síncopes e atalhos, alusões cifradas e teorias sem teóricos, uma pessoa perde-se. Em suma, uma escrita pouco amigável, com os neurónios a tropeçar uns nos outros. Por exemplo, no último artigo, a pretexto da qualidade de vida, insinua-se, sem preparo nem reparo, a frase “e os corpos coreografados da propaganda nazi”, com direito a uma fotografia de Hans Surén (http://tendimag.com/2015/04/18/qualidade-de-vida/). Por quê tanta frase curta cravejada com lembretes erráticos? Não sei. Talvez por receio que as ideias fujam!
Hans Surén (1885-1972) publicou, em 1924, o livro Mensch un Sonne (Os Homens e o Sol), com fotografias de nus masculinos e femininos. Era então promotor da NacktKultur e do naturismo. O livro atingiu 68 edições (250 000 exemplares) no primeiro ano de edição.
Surén aderiu ao partido nazi em 1933, adaptando, sucessivamente, o seu livro à ideologia do Terceiro Reich. Para a recolha de imagens (galeria 1), recorremos à edição de 1936, mais permeada pela estética nazi e pelo ideal ariano. Deparamo-nos com corpos nus, vigorosos, saudáveis, individuais e coletivos, autênticas alegorias da potência da raça.
Hans Surén não era, porém, fotógrafo do regime, pelo menos ao mesmo título que Arno Breker (1900-1991) e Leni Riefenstahl (1902-2003), respetivamente, o escultor e a cineasta prediletos de Adolf Hitler. Arno Breker também se dedica à escultura de corpos nus, atléticos, musculados, saudáveis, simétricos e disciplinados. “Uma materialização da ideologia nazi”.
O governo disponibilizou-lhe três ateliers onde trabalhavam dezenas de pessoas, entre as quais prisioneiros deportados. Tornou-se célebre a fotografia em Paris, datada de 1942, com Adolf Hitler e Albert Speer, arquiteto do regime. Nesse ano decorreu na Orangerie uma exposição com a sua obra.
“A partir do mês de fevereiro de 1939, o visitante da nova chancelaria do Reich, em Berlim, é recebido, no pátio de honra, por duas estátuas de Arno Breker, simetricamente dispostas de um e do outro lado da escadaria central: uma, brandindo uma tocha, representa o Partido, a outra, armada com um gládio, a Whermacht. A força do espírito e da espada, transportada por torsos voluntariosos e músculos salientes, impõe-se, deste modo, a qualquer hóspede, nomeadamente estrangeiro, do Führer. A nova Alemanha dá-se a ver sob uma luz despojada e viril, ao mesmo tempo ascética e atlética, do nu do guerreiro” (Chapoutot, Johann, Le nu guerrier nazi. Art d’État et archétype de la race, Bulletin nº 24, Automne 2006, Université Paris I – Panthéon Sorbonne, http://www.univ-paris1.fr/autres-structures-de-recherche/ipr/les-revues/bulletin/tous-les-bulletins/bulletin-n-24-art-et-relations-internationales/johann-chapoutot-le-nu-guerrier-nazi-art-d8217etat-et-archetype-de-la-race/; sobre a importância da configuração e da decoração dos percursos de acesso nos palácios imperiais, ver o documentário da BBC: How Art Made the World. Episode 3 of 5. The Art of Persuasion, 2005).
A escultura de Arno Breker não se confina ao sexo masculino. Multiplicam-se as estátuas com jovens mulheres nuas de saudável constituição. Se as esculturas de homens, armados ou não, são de soldados ou de jovens preparados para o ser, as esculturas de mulheres convocam (futuras) mães, com os atributos que a reprodução da raça exige (ver “Antitabagismo. Uma nota histórica parcelar”: http://tendimag.com/2014/08/26/antitabagismos-uma-nota-historica-parcelar/). Se os corpos masculinos se querem prontos para a guerra, os corpos femininos devem estar preparados para a procriação, garantia do futuro da nação. Dezenas de milhares de anos depois da Vénus de Willendorf, da Vénus de Lespugue ou da Vénus de Doni Vestonice, emerge a Vénus do Terceiro Reich! Reconhece-se na escultura de Arno Breker a oposição, arquetípica, entre a espada, masculina, e a taça, feminina (ver Durand, Gilbert, As estruturas antropológicas do imaginário. Lisboa: Presença, 1989).
As fotografias de Hans Surén e as esculturas de Arno Breker inspiram-se na antiguidade clássica, mormente grega. Pela forma, pelo conteúdo e pelo alcance. A estética clássica, nos antípodas da “arte degenerada”, é assumida pelos políticos e pelos artistas nazis. Para além da influência da mitologia grega (por exemplo, os relevos Apolo e Dafneia e Orfeu e Eurídice, de Arno Breker), interessa relevar os princípios e as formas que lhe dão corpo.
Vídeo 1: A Obra de Arno Breker.
O início do filme Olympia, de Leni Riefenstahl, faculta uma visualização magistral da ponte entre a estética da antiguidade clássica e a estética ariana. Lentamente, em cerca de dez minutos, opera-se a passagem do testemunho das ruinas e das estátuas, masculinas e femininas, dos atletas e guerreiros gregos para os corpos dos atletas, homens e mulheres, arianos (ver vídeo 2).
Vídeo 2: Leni Riefenstahl. Olympia. Início.
São realistas as imagens de Leni Riefenstahl e as esculturas de Arno Breker? Não são realistas, são clássicas. Distorcem a realidade numa vontade de a predizer. Os corpos de Arno Breker são impossíveis. Não há simetria nem músculo que resistam. Até certo ponto, it’s a fake, uma ilusão. Mas a escultura grega também não era realista. Os corpos eram belos, mas não eram reais. A aspiração estética, a beleza, declina a cópia, aspira a uma representação “mais humana do que o humano” (ver o documentário da BBC: How Art Made the World. Episode 1 of 5. More Human than Human, 2005). A estética nazi é “clássica, demasiado clássica”, excessivamente clássica.
Galeria de fotografias de Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
- Hans Surén
O meu reino, imaginário, também é um pouco assim: clássico, na versão quadrada. Tudo se decide com valentes tesouradas. Parece a mesa de um alfaiate.
Qualidade de Vida
A qualidade de vida também se mede. A Organização Mundial de Saúde (OMS) concebeu uma ferramenta para aferir a qualidade de vida das pessoas: o WHOQOL, um questionário com várias escalas num total de 100 itens (pdf da versão portuguesa ). Trata-se de uma ferramenta robusta, validada, com várias versões, utilizada em diversas áreas científicas. O que é a qualidade de vida? Quais são as dimensões e os indicadores? A versão portuguesa abreviada contempla 26 itens (pdf da versão portuguesa abreviada). Uma categorização rápida, inevitavelmente arbitrária, destes 26 itens proporciona os seguintes resultados (o total ascende a 30, uma vez que quatro itens foram incluídos em duas categorias): a maioria dos itens remete para as seguintes categorias: saúde (8), capacidades várias (7) e mobilidade (2).
As escalas WHOQOL suscitam alguns reparos.
À luz destes itens, o barco dos valores pós-materialistas encalhou em algum rochedo antes de arribar às escalas do WHOQOL. Responsável por pesquisas internacionais dedicadas às dinâmicas dos valores, Ronald Inglehart (1977: 1990) prevê a ascensão de valores pós-materialistas, tais como a autonomia, a participação, a realização pessoal e o prazer no trabalho, em detrimento dos valores materialistas, tais como o desafogo económico e a segurança. No WHOQOL, as dimensões “materialistas” imperam. É certo que “qualidade de vida”, sobretudo quando associada a condições de vida, não é o mesmo que “valores de vida”. Não se confundem, mas pressupõem-se e intersectam-se.
Os autores do WHOQOL fazem do indivíduo o ponto de fuga da qualidade de vida. Tudo desagua no entrevistado. Este, ou se autoavalia ou avalia o seu entorno. Mais do que egocentrismo, parece egoísmo. Atente-se no seguinte item: “Até que ponto está satisfeito com o apoio que recebe dos seus amigos?” Nunca se pergunta ao entrevistado o que faz, ou fez, de bem ou de mal, aos outros. Dar, participar e amar pode proporcionar mais felicidade do que receber, desfrutar e beneficiar. Dar é uma bem-aventurança!
Saltei da qualidade de vida para a felicidade. Mas qual é a qualidade de vida que não namora a felicidade? É verdade que a felicidade ainda não se mede. Mas não tarda. Se calhar, a tribo já está a cometer a proeza. Desde há milhares de anos, mantivemos os neurónios relativamente inalterados, mas, num ponto, evoluímos: nasceu-nos uma fita métrica na cabeça. No algoritmo promovido pela técnica e pela ciência, a felicidade é uma sub-rotina desgarrada, regada por principezinhos poetas.
Não há memória de uma montagem de padrões e protótipos de perfeição humana tão consensual, precisa e sistemática. Outrora, escalava-se o peixe e a lampreia. Agora, escala-se tudo. Da horta até à cátedra. Pitirim A. Sorokin (1956) já falava, nos anos cinquenta, em quantofrenia e testomania. O nutricionista empenha-se em registar as gramas em excesso e receita doses de sementes; o cientista dissemina as ideias na roleta indexada da excelência. Eis, em suma, a questão: ser ou não ser uma equação.
Há palavras que dizem uma sociedade. Salvação, na Idade Média; prosperidade, nos últimos séculos. Se bem me lembro, no Natal, prosperidade era a palavra mestre, repetida vezes sem conta nas mensagens dos militares da Guerra do Ultramar. Qualidade de vida ergue-se como a palavra mestre da sociedade atual. Não demora a digitalização de postais ilustrados com a seguinte mensagem: “Votos de qualidade de vida para sempre”.
A qualidade de vida é a nossa lebre. Corremos atrás dela como os medievais corriam atrás da salvação. Multiplicam-se os aparelhos e os dispositivos: organismos políticos, hospitais, universidades, centros de investigação, comunicação social, ONGs… O equilíbrio é, por sua vez, a disposição certa, a nova pedra filosofal. Há séculos que o equilíbrio é vital, pelo menos, no que respeita à saúde. Recorde-se o equilíbrio dos quatro humores corporais, aproximado à custa de sangrias e sanguessugas. Hoje, alcançar ou manter o equilíbrio é uma missão. E uma provação, num mundo prenhe de tentações nefastas à qualidade de vida: o tabaco, o álcool, o sofá, os fritos, as gorduras, a Coca-Cola, o açúcar, o sal, o pastel de nata e, pasme-se, o leite. Quase tudo desequilibra. Importa revisitar as estátuas gregas, os palácios renascentistas e os corpos coreografados da propaganda nazi (Figura 4). Esta fixação no equilíbrio tem pouco de pós-moderno. O barroco, o trágico e o grotesco não conseguem destronar esta aspiração clássica. Tanto equilíbrio traz-nos desequilibrados.
Mas o grande desequilibrador deste funambulismo coletivo é, naturalmente, a morte. Afastamo-la do claustro para o cemitério, do centro para a periferia, da rua para o ecrã, sempre com ela ao colo (Thomas, 1979). Entre 1960 e 2011, a esperança de vida de um português subiu de 60,7 para 76,7 anos e a esperança de vida de uma portuguesa de 66,4 para 82,6 anos. Cerca de 16 anos! Já há quem “declare morte à morte” (Alexandre, Laurent, La mort de la mort, Paris, JC Lattès Editions, 2011). Entretanto, a morte espera, dança e ri, como nos quadros de James Ensor, Otto Dix e George Grosz. “A morte agarra aqueles que lhe fogem”, terá dito Horácio. Se a qualidade de vida é a nossa luz, a morte é a nossa sombra. O equilíbrio é amigo da repetição, a vida tem limites e a perfeição, defeitos.
- Figura 6. Pawel Kuczinski
- Figura 7. Pawel Kuczinski.
Referências:
Inglehart, Ronald (1977), The silent revolution. Princeton, Princeton University Press.
Inglehart, Ronald (1990), Culture shift in advanced industrial society, Princeton, Princeton University Press.
Sorokin, Pitirim A. (1956), Fads and Foibles in Modern Sociology and Related Sciences, Chicago, Henry Regnery.
Thomas, Louis-Vincent (1979), Civilisation et divagations. Mort, fantasmes, Paris, Payot.
O Toque da Morte
“Mas o grande desequilibrador deste funambulismo coletivo é, naturalmente, a morte. Afastamo-la do claustro para o cemitério, do centro para a periferia, da rua para o ecrã, sempre com ela ao colo (Thomas, Louis-Vincent, Civilisation et divagations. Mort, fantasmes, Paris, Payot, 1979). Entre 1960 e 2011, a esperança de vida de um português subiu de 60,7 para 76,7 anos e a esperança de vida de uma portuguesa de 66,4 para 82,6 anos. Cerca de 16 anos! Já há quem “declare morte à morte” (Alexandre, Laurent, La mort de la mort, Paris, JC Lattès Editions, 2011). Entretanto, a morte espera, dança e ri, como nos quadros de James Ensor, Otto Dix e George Grosz. “A morte agarra aqueles que lhe fogem”, terá dito Horácio” (AG, Qualidade de Vida, aguarda publicação no ComUM online).
Anunciante: UNICEF Sweden. Título: The sound of Death. Agência: Forsman & Bodenfors. Direcção: Torbjörn Martin. Suécia, Abril 2015.
Kitsch
Quando se fica sem palavras é sinal que nunca tal tínhamos concebido. Pensamento virgem. Depois dos abraços da Idade Média, segue um beijo contemporâneo com sabor brasileiro.
Às vezes, por esta ou por aquela palha, apetece ser um pouco Kitsch. Lembrei-me de uma canção portuguesa dos anos cinquenta ou sessenta, de Artur Ribeiro. A letra começa assim: “Um beijo não custa nada, não custa nada / Dê-me um, que eu não digo nada, eu não digo nada / É só encostar sua boca à minha / Por fim, limpa-se o bâton, nada se adivinha”. Curiosamente, não encontrei esta canção na Internet. É mais fácil encontrar uma rosa em Marte do que muitas obras de cultura portuguesa na Internet! Para me resgatar do Kitsch e da crítica, acrescento um excerto do filme Casablanca com A Kiss is Just a Kiss (As Time goes by).
Marca: Gross Mocinho. Título: The Flavor of Old Times. Agência: Guts and Films, Porto Alegre. Brasil, Abril 2015.
“As Time Goes By” – Casablanca – The Original Sam (Dooley Wilson) song.
Abraços
Esgotam-se as fontes de carinho. De tanto correr, secam. Convertem-se em cruzes. Um gesto, um olhar, uma palavra… Um abraço. Como são imateriais os abraços da saudade! Solos de alaúde sem cordas… Na Idade Média também conheciam o prazer do abraço. Tanto corpo contra tanto corpo! Seguem um solo de alaúde com cordas e três abraços medievais. Um lembra o Beijo de Klimt. Todos davam belos postais ilustrados.
- Codex Manesse Herr Conrad von Altestetten. C. 1340.
- Master of Guillebert de Mets. Decoração marginal. 1425
- Giacomo Jaquerio (c. 1375-1453). A Fonte da Vida (detalhe).
Elogio da lentidão
Não apresses o momento! As coisas acontecem quando devem acontecer. Devagar. A espera tece o tempo e enreda o futuro. O tempo que dança. Pensa na tartaruga, no nascer do dia, no jogo de xadrez, na poeira do deserto… Quanto tempo precisa a maçã para ser cidra? O que for preciso. O tempo certo. “Not a Moment Too Soon”, da Bulmers, é um anúncio notável, esteticamente primoroso, com imagens em belos tons de cidra, bem compassadas pela música. Tempo que se vive, tempo que se bebe.
Marca: Bulmers. Título: Not a Moment Too Soon. Agência: Publicis, Dublin. Direcção: Aoife McArdle. Irlanda, Abril 2015.
Grotesco familiar

Segundo Wolfgang Kayser, o grotesco radica no estranhamento. Numa situação familiar, sucede algo de insólito, que abala os nossos fundamentos e nos suspende no vazio. Mas nem sempre é o familiar que se desmorona perante o estranho. Às vezes, é o estranho que revela o familiar, como se o absurdo carecesse de um absurdo maior para se enxergar. Em suma, propõe-se um pequeno enxerto à teoria do grotesco de Wolfgang Kayser. O grotesco associa-se a um estranhamento do mundo familiar, consoante o conceito de unheimlich de Sigmund Freud, mas também pode estar associado a uma familiarização do estranho, a uma engrenagem do inesperado. O anúncio russo The Drowning constitui um bom exemplo deste grotesco familiar. No vídeo, carregue em CC e seleccione English.
Marca: Mainpeople. Título: The Drowning. Agência: Stereotatic. Direcção: Michael Lockshin. Rússia, Abril 2015.
Megabytes de amor
Celebram-se casamentos online. Falta consumar também o matrimónio através da Internet.
A descendência não virá com as cegonhas mas por upload.
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Marca: IKEA. Título: Wedding Online. Agência: Akestam Holst, Stockholm. Suécia, Abril de 2010.
O verde vai à cidade
Tendências do Imaginário publicou uma dezena de anúncios dirigidos por Noam Murro. Não resisto a acrescentar este Emerald Cities. A fantasia é ouro no cinzento. Lembra, por acréscimo, os desenhos do Mordillo.
Marca: Kaiser Permanente. Título: Emerald Cities. Agência: Campbell-Ewald,Los Angeles. Direcção: Noam Murro. USA, 2009.
- Mordillo
- Mordillo
- Mordillo
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