Voar de rastos

J. J. Cale1974 foi uma curva de aceleração na vida nacional. Uma mudança de cabo, em maré de exaltação e descoberta. Tudo sabia a pouco. No dia 25, aventuro-me ao primeiro discurso político desde 1975. Por que reergo o cálice? Saudade de um Portugal como jamais, todo ele a levantar-se do chão? Se calhar, é só baba de velho. Um fio de melancolia! Mais vale voar de rastos! Ou debaixo da terra como as toupeiras. Dizem que abrir os olhos faz mal à vista. Benditas palas!

Gosto de compositores que, astros ou faíscas, lançam as sementes de um  estilo a que dão o nome. Não são faróis ambulantes que nos encandeiam sempre com a mesma luz. Vai um J. J. Cale?

J. J. Cale. Crying. Okie. 1974.

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One response to “Voar de rastos”

  1. beatrizmartins.artes@gmail.com says :

    Muito bom!De facto música!

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