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Pulsações

Quem escuta os Dire Straits, Mark Knopfler ou John Illsley lembra-se de J.J. Cale, uma idiossincrasia dos anos setenta. As minhas pulsações andavam então nos noventa; desceram, entretanto, para os sessenta.

J. J. Cale – After Midnight. Single de 1966. Naturally, 1971. Paradise Studio Session, 1979
J. J. Cale – I’d Like To Love You Baby. Okie, 1974
J. J. Cale – Sensitive Kind. Live at Cain’s Ballroom, Tulsa, 1975 (FM Radio Broadcast). Retomado em 5, 1979
J. J. Cale – Cocaine. Troubadour, 1976

Voar de rastos

J. J. Cale1974 foi uma curva de aceleração na vida nacional. Uma mudança de cabo, em maré de exaltação e descoberta. Tudo sabia a pouco. No dia 25, aventuro-me ao primeiro discurso político desde 1975. Por que reergo o cálice? Saudade de um Portugal como jamais, todo ele a levantar-se do chão? Se calhar, é só baba de velho. Um fio de melancolia! Mais vale voar de rastos! Ou debaixo da terra como as toupeiras. Dizem que abrir os olhos faz mal à vista. Benditas palas!

Gosto de compositores que, astros ou faíscas, lançam as sementes de um  estilo a que dão o nome. Não são faróis ambulantes que nos encandeiam sempre com a mesma luz. Vai um J. J. Cale?

J. J. Cale. Crying. Okie. 1974.