Os monstros somos nós!

Freaks 1

Cresce o número de anúncios com pessoas portadoras de deficiência. A exibição, nas feiras e nos circos, de monstros, aberrações e pessoas deficientes remonta a tempos imemoriais. É um espectáculo popular que costuma render.

Freaks 2

Freaks, de Tod Browning, estreado em 1932, é um filme de culto, um dos mais bizarros de sempre. A história passa-se num circo pejado de deficientes físicos (anões, siameses, homens sem braços nem pernas, microcefálicos). Cleópatra é uma bela trapezista que gosta de Hércules, o levantador de pesos. É também a paixão do charmoso anão Hans. Ao saber que Hans é herdeiro de uma fortuna, Cleópatra, de conluio com Hércules, projecta casar com Hans, envenená-lo e ficar com a fortuna. Mas os monstrinhos amigos de Hans descobrem o plano e entregam-se à vingança… A moral da história não é nova: seres humanos fisicamente perfeitos podem ser monstruosamente desumanos; em contrapartida, seres humanos fisicamente imperfeitos podem ser um exemplo de humanidade.

Freaks 3

Este não é um filme leve. Recomendo-o para quando lhe apetecer ver o que não costuma ver. O espírito não tem que nadar sempre em água de rosas, pode mergulhar, de vez em quando, em sopa de espinhos. Segue um trailer, o filme completo e uma pequena galeria de imagens.

Tod Browning. Freaks. 1932. Trailer.

Tod Browning. Freaks. 1932. Filme.

Etiquetas:, , , , ,

About tendências do imaginário

Sociólogo.

3 responses to “Os monstros somos nós!”

  1. Rasgos Artes Beatriz Martins says :

    Extraordinário apanhado!é muito antiga de facto a sátira e mau uso “dos mal formados físicos”, para diversão dos psicóticos perfeitos!Parabéns Professor por pegar na temática
    !

  2. Florencio says :

    Permita-me uma abordagem mais direta quanto ao ser humano criado à imagem e semelhança com o seu Criador e nisso está o que importa ao Criador- somos todos iguais – vontade, criatividade, razão, sentimento,etc. Quanto a aparência – a maravilha de sermos singulares, pouco importa a cor, a raça, o que pensamos, o que fazemos – somos todos vocacionados a nos render ao nosso Criador. Portanto, cada um de nós é belo aos olhos do Criador, fomos feitos para sua glória. Fora isso, de fato é o que resta no imaginário de cada um, não nos importa a que sejamos diferentes. Ao invés de monstros, a maravilha de sermos diferentes e o prazer de contemplar o que cada um de nós tem por semelhança. Existimos!

    • tendências do imaginário says :

      Uma bela ode ao milagre de existência sob a marca de Deus. Mas Deus, mesmo o Pantocrator distrai-se com a criação e deixa-nos existir para além da existência. Para o bem e para o mal, deixa-nos jogar aos monstros. Um abraço.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: