Supernova laranja
Imagens fantásticas de uma dinâmica cósmica e radical que tudo envolve e agita.
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Marca: Rani Float. Título: Supernova. Agência: Face to Face. Direção: Eric Will. Reino Unido, Outubro 2012. Versão longa.
Folha dupla
Aqui está um produto macio e resistente que devíamos importar do Brasil para amortecer as nossas quebras.
Marca: Duetto. Título: O melhor papel para a sua vida. Agência: G/PAC., Curitiba, Brasil. Direção: Thiago Artimonte. Brasil, Setembro 2012.
A Menina de Hiroshima
La Niña de Hiroshima é a faixa menos agradável do álbum Apocalipsis dos Agua Viva, publicado em 1971, há mais de quarenta anos. Mas sempre que penso no álbum é desta música que me lembro. Apocalipsis foi uma autêntica pedrada no charco. Coube-lhe a antipatia de Franco. E a antipatia do poder era, então, cá e lá, muito antipática. Foi mesmo há muitos anos. Longe desta sobranceria de nos querermos demarcar de outros povos, como, por exemplo, o grego. Coisas entre pés descalços e pés magoados.
Agua Viva, La Niña de Hiroshima, Apocalipsis, 1971.
Comunicação nas alturas
Com sentido de humor e com sentido de oportunidade se faz um bom anúncio. Uma excelente paródia para a Centraal Beheer, empresa holandesa de telecomunicações.
Marca: Centraal Beheer. Título: Highest Space Jump. Holanda, Novembro 2012.
Mudar de música
De tempos a tempos, convém mudar de música. Aquela que os deuses nos servem todos os dias já soa a cana rachada em dó sustenido. Quem goste da Orchestre de Contrebasses, talvez goste do Gipsy Jazz dos Les Pommes de ma Douche. Que vibrem as cordas das violas e do violino! Que se contorça o acordeão! Entre Paris e Nova Orleães, a vida ainda vale uma dança.
Les Pommes de ma Douche. Pigalle. Gipsy Jazz Manouche. Swing From Paris. 2008.
Da banalidade da levitação
Anda uma pessoa a aperceber-se da importância da levitação nas imagens medievais para logo descobrir que a suspensão da gravidade se tornou uma banalidade contemporânea. Até apetece estudar outro tema. Por que não o inverso? O enterro, assunto obsessivo na Idade Média e discreto na actualidade.
Royksopp. What else is there. Direção: Martin de Thurah. 2007.
O Pão e o Céu
Gosto do trabalho do Bruno Aveillan, mesmo quando ele deixa a câmara aparentemente pasmada. Sobre este vídeo, escreve Marcos Lutyens: “Contrasting with the drawings of Robert Longo’s Men in the Cities series of falling yuppies from the late 80’s, a kind of ode to post-modernist auto-destruction, Aveillan’s film embraces a different world, one that explores our relationship between terrestrial nourishment and the sublime world above. There is a somewhat Surrealist feeling to the suspended figures in this film more akin to Francesca Woodman’s photograph On Being an Angel or Marc Chagall’s Der Spaziegang, both of which have an ethereal quality shared in Aveillan’s photography as much as in his film work. And yet there is more than a surrealist dimension present as Aveillan allows us to savour the moment of parabolic suspension far more elegantly than in Philippe Halsman’s manic image of Dali suspended in mid air with a cat and a frozen splash of water. The natural setting of the film reflects a recurring motif running through Western culture: that of wheat and its relationship to the sky. There is a continuous quest or expectation for nourishment at the intersection of the terrestrial plane and the spiritual one above. “ (http://www.facebook.com/video/video.php?v=10150274061999108).
Mylene Farmer. Je te dis tout.
De vez em quando, convém dar uma espreitadela à canção francesa. Não dá para desmame da música anglo-saxónica, mas, como se dizia dantes, sempre é um cheirinho.
Exclusividade
É assim mesmo, não é? A perda de exclusividade paga-se com raios e coriscos.
Marca: Harvey Nichols. Título: Avoid a Same Dress Disaster. Agência: Adam & Eve DDB. Reino Unido, Dezembro 2012.



