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Sobrevivências de outros tempos

Reconheço-me no estilo e no conteúdo deste artigo do Luís Bastos no blog Azorean Torpor: poliédrico, denso, claro e brilhante, como um cristal de quartzo. Confesso que não me importava nada de ter sido eu a escrevê-lo.

Calhaus Rolados

Nem sempre podes ter o que queres (The Rolling Stones)

Na semana passada, subi a Castro Laboreiro para participar num seminário do curso de doutoramento em Ciências da Educação da Universidade de Vigo, por ocasião do XXXIV Encontro Galego-Português de Educadores/as pela Paz. À medida que me aproximo daquelas sentinelas graníticas, montes enigmáticos revestidos por enormes “calhaus rolados”, vou-me encolhendo, entre o petrificado e o deslumbrado, até me fazer minúsculo, me tornar miúdo. Não me revejo como uma criatura das alturas, de fragas, cascatas, urzes e garranos, mas das terras baixas, de prados, remansos, vinhas e bovinos. E os “calhaus rolados” lembram-me, literalmente, os Rolling Stones. Seguem quatro oldies: Paint it, Black ( 1966); She’s a Rainbow (1967); You Can’t Always Get What You Want (1969); e Wild Horses (1971).

The Rolling Stones. Paint It, Black. Aftermath. 1966
The Rolling Stones. She’s A Rainbow. Their Satanic Majesties Request. 1967
The Rolling Stones. You Can’t Always Get What You Want. Let It Bleed. 1969
The Rolling Stones. Wild Horses. Sticky Fingers. 1971

Música, envelhecimento e desativação

Engrácia Cardoso. Mãos para criar e fazer nascer, desenho a grafite e acrílico sobre papel Os sítios da pedra, Complexo Cultural da Levada, Tomar, 2020

O “envelhecimento” é um processo coletivo. É menos o indivíduo que envelhece e mais a sociedade que o envelhece. Desativa-o!

São poucas as bandas rock que envelheceram connosco mantendo corrente a fonte da juventude. The Rolling Stones são, porventura, o melhor exemplo. Ano após ano, souberam renovar a nossa subjetividade.

The Rolling Stones. Start Me Up. Start Me Up / No Use in Crying. 1981.
The Rolling Stones. Miss you. Some Girls. 1978. Ao vivo em 1997.
The Rolling Stones. White Horses. Sticky Fingers. 1971.

Alucinação

smirnoffMichel Gondry é um cineasta francês que ganhou um Óscar com o filme Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2005). A par de Chris Cunningham e Spike Jonze, Michel Gondry é um dos mais destacados realizadores de vídeos musicais. Dirigiu vários anúncios publicitários. É conhecido pelo efeito Gondry, uma variante complexa da técnica de frozen. Os seus vídeos propõem uma relação com o espaço e um encadeamento de sequências alucinantes. Seguem duas relíquias: o anúncio Flashbacks (1997), para Smirnoff, e o vídeo musical Like a Rolling Stone (1995), dos Rolling Stones, um dos primeiros vídeos em que Michel Gondry recorre ao efeito Gondry.

Marca: Smirnoff. Título: Flashbacks. Agência: Lowe-Horward-Spink. Direcção: Michel Gondry. UK, 1997.

Rolling Stones. Like a Rolling Stone. Michel Gondry. 1995.