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Continuar a andar

Acabei um texto, “Quando a esmola é grande. A industrialização do interior”, para um jornal e estou a acabar a revisão de outro, “A melancolia académica na viragem do milénio”, para o prefácio de um livro. Andavam atravessados a desviar-me. Para já, retomo o meu andar. Devagar, não obstante o futuro não esperar.

Marca: Johnnie Walker. Título: Human (The Android). Agência: BBH London. Direção: Dante Ariola. Reino Unido, 2006.

Marca: Johnnie Walker. Título: Astronaut / 200 Years. Agência: ALMAP/BBDO (Sao Paulo). Direção: Ian Ruschel. Brasil, 2021

Bons e Simpáticos

Ser bons e simpáticos não basta, pois não? No presente tal como no passado e, provavelmente, no futuro.

Anunciante: Shelter. Título: Good as Gold. Agência: Don’t Panic London. Reino Unido, novembro 2023
Anunciante: Shelter. Título: Brave Face. Agência: Don’t Panic London. Direção: SI&AD. Reino Unido, novembro 2022.

Libera

“O mundo pula e avança / Como bola colorida / Entre as mãos de uma criança” (António Gedeão).

Libera. Locus Iste, Visions, 2005
Libera. Always with you. Visions, 2005
Libera. Sing forever. Visions, 2005

Reincidências

Tenho hesitado em colocar algumas músicas do álbum homónimo dos Deep Purple (1969). Menos célebre que os seguintes Deep Purple in Rock (1970) ou Machine Head (1972), não desmerece. Com trejeitos de rock sinfónico, aproxima-se da sonoridade, então corrente, de bandas como os Moody Blues ou os Pink Floyd. Algumas faixas surpreendem.

Os Deep Purple marcaram os anos setenta. Como não me movem as circunstâncias, nem encaro a idade ou a história como aperfeiçoamento, os anos setenta não possuem, à partida, nem menos nem mais valor que os 2020. Uma vez embarcado na máquina do tempo, tanto me seduzem progressos como regressos. Não me importo, portanto, de reincidir. Hoje, proporcionou-se começar o dia com a canção “Lalena” dos Deep Purple (um cover do original de Donovan).

Deep Purple. Lalena. Deep Purple. 1969
Deep Purple. April. Deep Purple. 1969
Deep Purple. Blind. Deep Purple. 1969

Tempo para tudo

Ter todo o tempo do mundo pode ser bom!

Rui Veloso. Todo o tempo do mundo. Avenidas. 1998

Ter tempo para tudo talvez não seja pior! Até para tentar tempos alheios. Se os Slow Show lembram Roger Waters, os Elbow lembram Peter Gabriel.

Elbow. Starlings. The Seldom Seen Kid. 2008
Elbow. Grounds for Divorce. The Seldom Seen Kid. 2008. Live at British Summer Time in Hyde Park, London on 8th July 2017
Elbow. One Day Like This. The Seldom Seen Kid. 2008. Live at British Summer Time in Hyde Park, London on 8th July 2017

Rendimentos marginais. The Slow Show

A virtude da errância, de errar perdidamente, reside em poder acertar no imprevisto, acrescentar, por ventura, um pouco de prazer ao prazer. Os Slow Show lembram-me, com ou sem razão, Roger Waters.

The Slow Show. Low (with Hallé Youth Choir). Lust and Learn. 2019
The Slow Show. Dresden. White Water. 2015. Live at Hallé St. Peter’s, Manchester, 2014
The Slow Show. Break Today. Dream Darling. 2016. Live at Haldern Pop Festival, 2015
The Slow Show. Rare Bird. STILL LIFE. 2022
The Slow Show. Blinking. STILL LIFE. 2022

Cinco Zero 7

Após uma semana complicada muito fica por fazer. Mas apetece-me ouvir música: muita, sedosa, original e rara. A exposição Vertigens do Barroco, no mosteiro de Tibães, em 2007, incluía dois ecrãs: um grande, com anúncios, na “sala das emoções confortáveis”, e outro, maior, com vídeos musicais, um dos quais pertencia aos Zero 7 (Futures, 2006). Se não conhece este grupo britânico, invejo-lhe o prazer da descoberta..

Zero 7 (com Martha Tilston). Pop Art Blue. Yeah Ghost. 2009
Zero 7 (com Jem Cooke). Swimmers. Swimmers. 2019
Zero 7 (com Sophie Barker). In The Waiting Lines. Simple Things Special Edition. 2001
Zero 7 (com Sia). Somersault. When It Falls. 2004
Zero 7 (com Jose Gonzalez). Futures. The Garden. 2006

Mãos

Albertino Gonçalves. Coisas do Outro Mundo. Esculturas Tumulares. Melgaço. 21.10.2022. Diapositivo 6

Numa apresentação dedicada às esculturas tumulares, releva-se o papel das mãos. Afirmam-se cruciais na comunicação, nomeadamente de disposições e emoções humanas. A arte privilegia-as. Recorde-se, por exemplo, Albrecht Dürer ou Auguste Rodin. O anúncio Christmas Nailed, da Tk maxx, confirma esta importância.

Marca: Tk maxx. Título: Christmas Nailed. Agência: Wieden + Kennedy (London). Direção: Max Siedentopf. Reino Unido, outubro 2022.

(En)canto

Há quem não aprecie os Pink Floyd, embora o grupo tenha passado por fases e criado canções para quase todos os gostos. No que me respeita, representam uma banda presente em momentos marcantes, inaugurais. Juntos pela última vez durante o Live 8, no Hyde Park, em 2005, abriram o pequeno concerto com Speak to me / Breath. Um (en)canto biográfico.

Pink Floyd. Speak To Me / Breathe. Dark Side of the Moon, 1973. Ao vivo: Live 8. Hyde Park. Julho 2005.

Egoísmo elegante

Harvey Nichols. Sorry I Spent It On Myself. 2013.

Na adolescência, quando regressava de férias a casa, a minha priminha corria a meu encontro e perguntava: “O que é que me trouxeste?” Respondia-lhe invariavelmente: “Um nada muito bonito”. Devia ter registado a patente. Para o Natal de 2013, a cadeia de lojas britânica Harvey Nichols concebeu uma coleção de prendas insignificantes com marca de luxo: palitos, elásticos, clips, devidamente etiquetados e embalados. O mote era simples e atraente: Sorry I Spent It On Myself, ou seja, não há nada como investir o máximo no próprio e deixar o resto para os outros, incluindo os mais íntimos. Antes de pensar duas vezes, pense primeiro em si! Escusado será acrescentar que a campanha foi premiada e bem-sucedida.

Marca: Harvey Nichols. Título: Sorry I Spent It On Myself. Agência: Adam & Eve DDB UK. Direção: James Rouse. Reino Unido, dezembro 2013. Versão 1:45.
Marca: Harvey Nichols. Título: Sorry I Spent It On Myself. Agência: Adam & Eve DDB UK. Direção: James Rouse. Reino Unido, dezembro 2013. Versão 2:02.