Inspiração Ardente (IA)

A inteligência artificial define-se como o contrário da estupidez natural (atribuído a Woody Allen)
O Tendências do Imaginário sempre almejou estar atento à mudança e à inovação. Nada se ganha em virar-lhes as costas, a não ser vulnerabilidade e ilusão anestésica. As redes neuronais e a inteligência artificial são crianças com barba crescida.

Segue o videoclip com a canção “Have a Cigar”, dos Pink Floyd, realizado recentemente com recurso à Inteligência artificial. As sequências de imagens, impressionantes, sugerem que fumar é aspirar fogo, com um final gélido, embora mais irisado do que cinzento.
A inteligência artificial pode não ser moral, o que não a impede de resultar moralista. Enfim, presta-se a IA ao psicadélico?
Imagem: Ruínas de Pompeia
Progressivo e psicadélico

Há grupos de rock que parecem deslocar-se com os sinos de Mafra: os Beatles, os Rolling Stones, os Pink Floyd… Outros batem à porta da memória com dedos de algodão. É o caso dos britânicos Van Der Graaf Generator e Nektar. Perdura, contudo, alguma influência junto de alguns segmentos herdeiros do rock progressivo e psicadélico. Ressoam, por exemplo, no festival SonicBlast, de Moledo do Minho. Se gosto da música? O ouvido esquerdo gosta, o direito, não. Por que publicar? Pela dialética do reconhecimento e do estranhamento. Os Beatles, os Rolling Stones e os Pink Floyd não há quem não os reconheça. Convocá-los é iniciar uma valsa num jogo de espelhos. No blogue, garantem picos de visualização. Os Van Der Graaf Generator e os Nektar estranham-se. As visualizações afundam-se. Um abismo distintivo mas com interesse. O desgosto, bem temperado, faz falta. Os gostos não são como os colarinhos; dispensam andar engomados. A mesmidade repete-se, regala-se e pasma.
Cannabis Day
O 20 de Abril é o dia da cannabis no Canadá e nos Estados Unidos. Há dias para tudo, desde que tudo caiba num dia. A publicidade preza, cada vez mais, as efemérides. O dia da cannabis não é excepção. A Mighty Blend, por exemplo, não desdenha a oportunidade, enrolando-a com o imaginário psicadélico da praxe.
Marca: Mighty Blend. Título: The Finest Herb with Aunt Mary (episode 1). Agência: Havas Montréal. Canadá, Abril 2018.
Marca: Mighty Blend. Título: The Finest Herb with Aunt Mary (episode 2). Agência: Havas Montréal. Canadá, Abril 2018.
Aproveito a ocasião para regressar a um pecado da juventude: os Pink Floyd, uma banda que se me afigura ser mas gostada ou desgostada do que ouvida.
Pink Floyd. Interstellar Overdrive. The Piper at the Gates of Dawn. 1967.
Pink Floyd. Cymbaline. More. 1969. Gravação de uma sessão ao vivo em 1969.
Com uma pequena ajuda dos Beatles
O Elvis Presley é um herói do rock e da publicidade. Mas os Beatles não ficam atrás. Fazem parte de inúmeros anúncios. Os anúncios seguintes são autênticos vídeos musicais. O primeiro, da BBC, com o título de uma música dos Beatles, I’m the Whalrus, é um mosaico de sequências que confrontam o humano e o animal. Trata-se de um anúncio antigo (2000) e raro. O segundo anúncio, Beatles Story, da Mtv games/Xbox, é mais recente (2009). Propõe uma animação do percurso dos Beatles, desde o underground até ao psicadélico.
Marca: BBC Curiosity. Título: I’m the Whalrus. Agência: Leagas Delanay. UK, 2000.
Marca: Mtv games/Xbox. Título: Beatles Story. 2009
Gato ganzado
Lembra-se dos Moody Blues? E dos Pink Floyd? E do Jimi? E do Jim? Lembra-se da Pantera Cor-de-Rosa? E do Garfield? E do Gato de Cheshire? E do Gato das Botas? Se se lembra de tudo isso, talvez acredite em trips felinas…
Marca: Litter Genie. Título: Psychedelic. Agência: JWT (New York). Direção: Keith Schofield. EUA, 2012.

