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“As da raia”, contrabando entre Galiza e Portugal

O jornal galego Faro de Vigo publica hoje, 25 de outubro de 2025, a reportagem “«As da raia», contrabando entre Galicia y Portugal”, da autoria de Malena Álvarez. O artigo focaliza-se em particular no concelho de Melgaço. Contém testemunhos de várias mulheres que intervieram no contrabando. Tive o gosto de colaborar, tal como o Américo Rodrigues. Para aceder ao artigo, carregue na imagem seguinte ou no endereço: https://www.farodevigo.es/estela/2025/10/25/as-da-raia-contrabando-galicia-123019046.html

«As da raia», contrabando entre Galicia y Portugal. Por Malena Alvarez. Jornal Faro de Vigo, 25 OCT 2025 18:33

Oásis

Salvador Dalí. Oásis.1946

Ousei queixar-me do vento que, teimoso, levava os meus artigos para o deserto. Nem sombra de reação! Valeu a pena perseverar uma dezena de anos. Surgiram, entretanto, alguns oásis. Na verdade, algum feedback consola.

Por inércia própria, ou alheia, continuo isolado. As saídas resumem-se a afazeres mais ou menos exigentes. A geografia biográfica resulta acanhada: frente ao computador, descubro, crio e escrevo; na varanda, fumo e francisco com a natureza; na cozinha, restauro-me, engulo comprimidos e insisto em fumar, junto ao exaustor; no quarto, escuto música e vejo documentários. Na sala, tento ler, mas à segunda página bocejo e à quinta sonho. Se jardinasse e não pecasse a fumar, não estaria longe da regra de S. Bento. Não sei o que aconteceu, mas o social e o semelhante motivam-me pouco. Neste quadro, a amizade das mensagens eletróncias amigas manifesta-se bem-vinda!

A Lígia Fernandes enviou-me, a semana passada, o anúncio “The Desk Break”, da ASICS. Já o tinha publicado no Tendências do Imaginário logo a seguir à estreia, no primeiro de outubro (ver Movimento e Poder) . Mas, como diria McLuhan, mais do que o conteúdo, o que conta é o gesto. Tanto assim que recoloco o anúncio. Já somos dois a apreciá-lo! Acresce que, graças à iniciativa da Lígia, acabei por resgatar o anúncio “Aidez-nous à sauver des vies!”, da Croix-Rouge Française, esquecido, como muitos outros, na lista de marcadores.

Marca: Asics, Título: Desk Break. Agência: Golin London. Direção: Peter Banks. 23 de setembro 2024. Tem legendas em português.
Anunciante: Croix-Rouge française (Indre et Loire). Título: Aidez-nous à sauver des vies / Journées Nationales 2019. França, 2017 / 2019

Apesar de comercial, considero “The Desk Break” um anúncio de consciencialização; “Aidez-nous à sauver des vies”, de sensibilização. Consciencialização / sensibilização, quem é capaz de enxergar a diferença?

Bons e Simpáticos

Ser bons e simpáticos não basta, pois não? No presente tal como no passado e, provavelmente, no futuro.

Anunciante: Shelter. Título: Good as Gold. Agência: Don’t Panic London. Reino Unido, novembro 2023
Anunciante: Shelter. Título: Brave Face. Agência: Don’t Panic London. Direção: SI&AD. Reino Unido, novembro 2022.

Imagens da pobreza (com ilustrações e comentário)

Só dei conta, por lapso pessoal, que era suposto escrever o artigo “Imagens da pobreza” (para o jornal Correio do Minho, de 17/06/2023) quando me foi solicitado para edição. Tive que o redigir texto de um dia para o outro. Ultrapassado o limite de 5000 carateres, considerei-o concluído. Ficou incompleto? Sobram sempre assuntos para desenvolver. Mas neste caso, além de incompleto, o texto resultou desequilibrado, tanto no que respeita ao conteúdo como, mais grave, à abordagem. Justifica-se uma crítica. Seguem:

  • O artigo “Imagens da Pobreza”, publicado no jornal Correio do Minho, de 17 de junho de 2023;
  • Uma galeria de imagens correspondente ao artigo “Imagens da Pobreza”;
  • Uma (auto)crítica do artigo “Imagens da Pobreza”;
  • Uma galeria de imagens correspondentes ao texto de crítica do artigo “Imagens da Pobreza”.

Galeria do artigo “Imagens da pobreza”

Comentário ao artigo “Imagens da Pobreza”

A contradição costuma fazer parte da arquitetura do imaginário: a um ponto tende a corresponder um contraponto. No presente artigo, proporcionou-se a pobreza surgir apenas como um mal (necessário, lamentável ou compreensível). De modo algum, como algo positivo. Existem, contudo, imagens favoráveis à pobreza e aos pobres. Por exemplo, algumas vertentes do cristianismo, a começar pelos atos e palavras do próprio Jesus Cristo, que, “sendo rico se fez pobre” (2 Coríntios 8:9): “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu” (Mateus 19:21); “E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24). Contam-se às dezenas as passagens da Bíblia que não só apregoam a defesa dos pobres como valorizam a pobreza, por exemplo “Levanta do pó o necessitado e do monte de cinzas ergue o pobre; ele os faz sentar-se com príncipes e lhes dá lugar de honra” (1 Samuel 2:8). Os eremitas, sobretudo dos séculos III a IV e XII a XIII, buscam no isolamento, no despojamento e no desprendimento uma aproximação ao divino e uma condição de salvação. A pobreza e o isolamento extremos propiciam a resistência às diferentes formas de tentação e vício, bem como uma dedicação exclusiva a Deus. Santo Antão é, porventura, a figura mais notória. Descendente de uma família cristã rica do Egipto do século III, deu tudo aos pobres e retirou-se no deserto. Maria Madalena precedeu-o: contra o fim da vida, no deserto, despojada, inclusivamente sem roupa, era “alimentada espiritualmente pelos anjos” (“Maria Madalena: O Corpo e a Alma”: https://tendimag.com/2015/02/09/maria-madalena-o-corpo-e-a-alma/). Enfim, aponta no mesmo sentido o “voto de pobreza” caraterístico das ordens mendicantes, tais como os franciscanos, dominicanos, agostinianos e cartuxos.

Resta incontornável a questão: que tipo de pobreza é a pobreza voluntária?

Galeria do comentário ao artigo “Imagens da pobreza”

E as crianças?

Save the Children

As realidades abordadas nestes três anúncios da Save the Children não são inauditas. De vez em quando, os meios de comunicação social fazem-lhe alusão. Save the Children Fund é uma organização internacional não governamental de defesa dos direitos da criança, ativa desde 1919, com sede em Londres.

Anunciante: Save the Children. Título: Save the Survivors. Agência: POL. 2022.

Anunciante: Save the Children. Título: Save the Children. Agência: POL. Direção: Niels Windfeldt. 2022.

Anunciante: Save the Children. Título: Survivors. Agência: Landia. Direção: Francisco Paparella. 2019.

Pobreza: A importância das palavras

Junto o artigo “Pobreza: A importância das palavras”, publicado no jornal Diário do Minho (terça-feira, 20 de setembro de 2022, pág. 8) de que sou autor. Para escutar enquanto lê, a canção Ces gens-là, de Jacques Brel.

Jacques Brel. Ces gens-là. Ces gens-là. 1966.

Sementeira

Acabou de sair um artigo meu num jornal. Uma página inteira. De reflexão, original, algo crítico e bastante pessoal. Não é mencionado o autor. Tenho um Best of dos Barclay James Harvest de 1991. Proporciona-se. Comecemos com o Hymn, prossigamos com o Poor Man’s Moody Blues, para concluir com a canção mais antiga: Mockingbird. Já publicámos o Child of the Universe (https://tendimag.com/2021/03/22/a-crianca-e-o-mundo/).

Barclay James Harvest. Hymn. Gone to Earth. 1977. Filmed in East Berlin 1987
Barclay James Harvest. Poor Man’s Moody Blues. Gone to Earth. 1977. Music video 1978.
Barclay James Harvest. Mockingbird. Once Again. 1971.Town & Country Club, 1992

Anúncios de bolso

Com poucas imagens se ilustra muito. Publicidade vintage.

Anunciante: Bancos de alimento. Título: Palomas. Agência: McCann Erickson. Direção: Mario Garcia. Espanha 1999.

Para aceder ao segundo anúncio, carregar na imagem seguinte.

Anunciante: Journée Mondiale du Refus de la Misère. Título: Donnons la parlole aus pauvres. Agência: TBWA. França, 1998.

As crianças na escola

O Principezinho

Contar histórias curtas é uma arte. Os anúncios Clean Conscience, da Usa, e Love Note, da Protection Environnement, constituem um bom exemplo. Duas pérolas do arquivo culturepub. Mas outros anúncios parecem requerer mais tempo como que para uma maior abertura ou massagem do espírito. É o caso do anúncio The Lunchbox, da Bufdir.

Marca: Usa. Título: Clean Conscience. Agência: Lowe. Tailândia, 2008.
Marca: Protection Environnement / Unilever. Título: Love Note. Agência: Price / mcnabb. Direção: Thom Higgins. Estados-Unidos, 1995.
Marca: Bufdir. Título: The Lunchbox (Fosterhjem.no). Agência: Kitchen Leo Burnett. Direção: Jens Lien. Noruega, 2017.