Despistados e confusos

Apetece-me colocar três canções dos Led Zeppelin que ainda não partilhei, “Going to California” (1971), “That’s the way” (1970) e “Dazed and Confused” (1969), todas ao vivo. Por ordem inversa da data de edição. Por que motivo as resgato? Não sei! Calhou ouvir e vibrar…
Namoro do rock com a música clássica
“Sábado 5 de abril de 2014, uma exclusividade suíça no Auditório Stravinsky de Montreux. Assista a um concerto de exceção! “Classical Rock” é o encontro magistral entre obras primas do clássico e êxitos rock lendários. Em cena, reúnem-se 100 músicos: um grupo rock e uma orquestra sinfónica. Juntos, congregam talento e energia num casamento espantoso da “Cavalgada das Valquírias” de Wagner com “Iron Man” de Black Sabbath, “Boehian Rhapsody” de Queen com a “Rapsódia Húngara” de Liszt, ou ainda “Stairway To Heaven de Led Zeppelin com a introdução majestosa de “Zaratustra” de Richard Strauss. O maestro americano John Axelrod dirige a Orchestra Giovanile Italiana neste encontro ao mais alto nível, com a participação do Choeur Voix de Lausanne e os solistas Nmon Ford e Patsy Blackstone” (https://www.youtube.com/watch?v=H4gzFSENP1M&t=27s).
Pingos de abril

Os ventos de abril não foram apenas políticos. Agitaram também a relação com a sexualidade: no cinema, na literatura, na música, na moda, no quotidiano. Canções como “Whole Lotta Love”, single dos Led Zeppelin lançado em 1969, caíram como pingos de mel nesta sopa da primavera. Eis no que dá rearrumar os cds numa nova prateleira!
Revista Gaiola Aberta, Maio 1974 a Abril de 1976
Se criar uma exceção e pensar um pouco, estou em crer que, tal como se dispõem as mentalidades, neste quinquagésimo aniversário do 25 de Abril vai ser mais fácil comemorar a viragem na política do que a abertura nos costumes.
Demasiado velho para morrer

De bengala, recomeço, pouco a pouco, a andar. Não me sinto com disposição para música Indie. Apetece-me rock puro e duro, to old to die. Por exemplo, o Jimmy Page, com Robert Plant, ambos dos Led Zeppelin. Seguem três músicas ao vivo: No Quarter; Since I’ve Been Loving You; e Whole Lotta Love (com uma breve introdução).
James Patrick Page OBE (Heston, 9 de janeiro de 1944) é um músico, produtor musical e compositor britânico que alcançou sucesso internacional como guitarrista da banda de rock Led Zeppelin.
Começou sua carreira como músico de estúdio em Londres e, em meados da década de 1960, tornou-se o guitarrista de sessão mais procurado na Inglaterra. Foi membro dos Yardbirds de 1966 até 1968, e posteriormente fundou o Led Zeppelin, em 1968.
Page é amplamente considerado como um dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos.[1][2][3] A revista Rolling Stone descreveu-o como o “pontífice do poder dos riffs”, sendo escolhido em enquete em terceiro lugar na lista dos “100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos”. Em 2010 foi classificado em segundo lugar na lista dos “50 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos”. Ele foi introduzido duas vezes no Rock and Roll Hall of Fame: uma como um membro dos Yardbirds, em 1992, e uma segunda vez como um membro do Led Zeppelin, em 1995. Page foi uma inspiração para o estilo de guitarra descendente do guitarrista Johnny Ramone, dos Ramones.[4] Ramone descreveu Page como “provavelmente o maior guitarrista que já existiu”. Page foi descrito pela Uncut como “o maior e mais misterioso herói da guitarra no rock”. A revista Los Angeles Times considerou Jimmy Page como o segundo maior guitarrista de todos os tempos (Wikipedia – Jimmy Page: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jimmy_Page).
Excitação

Nestes tempos de repetição ansiosa, uma pitada de excitação não é pecado. Seguem três exemplos de riffs de guitarra.
Porta do Céu

Fica longe a Porta do Céu. Do outro lado do planeta. Na China, na montanha Tianmen. Uma cavidade natural por onde, a fazer fé nas fotografias, passam avionetas: 131,5 metros de altura; 57 de largura e 60 de comprimento. O escadório para a Porta do Céu comporta 999 degraus (o escadório do Bom Jesus, em Braga, tem 581). Mais de meia hora de ascensão. Um bom pretexto para recordar a música Stairway To Heaven, dos Led Zeppelin.
Galeria de imagens: A Porta do Céu. China.
A carne e a escada para o céu.
Os australianos estão do outro lado do mundo. Às avessas. Com um sentido de humor muito próprio: enérgico, retorcido e desinibido. O inesperado e o incongruente persistem como principal fonte de humor. Quero envelhecer assim: ao saltos com uma guitarra nas mãos.
Há quem acredite, sobretudo as “classes laboriosas”, que a carne vermelha é o mais nutritivo e o mais revigorante dos alimentos (Bourdieu, Pierre, La Distinction, 1979). Da crença ao hino, apenas um passo. Red Meat merece o Stairway to Heaven, dos Led Zeppelin (tenho em casa um guitarrista que gosta de tocar esta música).
Marca: Red Meat – Australian Meat & Livestock. Título: Stairway to Heaven. Agência: Campaign Palace. Direcção: Graeme Burfoot. Austrália, 2002.
Led Zeppelin. Stairway to Heaven. Live Earls Court. 1975.
O Homem, a Mulher e o Perfume
Para além de Bruno Aveillan, outros realizadores produziram anúncios de perfumes notáveis. Por exemplo, Romain Gavras.
Será que os anúncios de perfumes femininos diferem dos anúncios de perfumes masculinos? Tanto ou mais que os próprios perfumes? Num tempo tão votado ao estudo das relações de género, este é, porventura, mais um bom tema.
Marca: Yves Saint-Laurent – Opium. Título: Belle d’Opium. Agência: Publicis. Direcção: Romain Gavras. França, 2010.
Seleccionei dois anúncios de Romain Gavras, o primeiro a um perfume para mulher, Opium de Yves Saint-Laurent, o segundo, a um perfume para homem, Dior Homme. Haverá diferenças significativas? Pode-se começar a brincar: um é âmbar, o outro é cinza; um tem apenas uma personagem, o outro, várias… O perfume destaca-se entre os objectos de consumo que mais se prestam à naturalização das relações de género.
Marca: Dior . Título: Dior Homme. Direcção: Romain Gavras. França, 2013. Música: Led Zeppelin – Whole Lotta Love.






