Mio violino caro: Joshua Bell

No que respeita à música, sou um guloso omnívoro. Agrada-me o que me agrada, sem precondições, tabelas ou conveniências. Aprecio música por vários motivos: composição, arranjo, orquestração, interpretação, mas também, colateralmente, os contextos e as memórias que convoca. Inaurugo uma mini série de artigos, intitulada mio violino caro, centrada em intérpretes de violino.
Comecemos com Joshua Bell. Violinista virtuoso, nasceu nos Estados Unidos em 1967. Em 2007, participou numa experiência curiosa: tocou durante cerca de quarenta minutos numa estação de metro no centro da cidade de Washington. O segundo vídeo mostra o resultado. Segue a interpretação de “O mio babbino caro”, de Giacomo Puccini.
Sonolência divina

Domingo é bom dia para acordar devagar. Na companhia de um vídeo delirante e de uma música tranquila. O anúncio Every Change Needs A Beginning, da Hornbach, propicia um momento de humor pintalgado de absurdo. A música Short Trip Home, composta por Edgar Meyer, com Joshua Bell no violino, presta-se a uma escuta meio acordada: o dever entorpecido e o prazer em vigília mínima. Hoje, nada de frases esquisitas, comentários retorcidos e lembranças de cemitério. Hoje, dia do Senhor, é dia de sonolência divina em alerta mínimo.
A melodia do repouso
Nos últimos quatro dias, tive que escrever dois textos: um sobre a street food, outro sobre a fotografia. Como diria La Palice: quem não é especialista de nada acaba especialista de tudo. Para descansar das letras, costumo ouvir música. Nem livros, nem vídeos. Procurar músicas dá trabalho, mas é um trabalho que descansa. Gosto do violinista Joshua Bell. Tem um toque humano. Um dia foi tocar para o metro. Ninguém lhe prestou a mínima atenção. O Tendências do Imaginário já contempla uma ou outra música interpretada por Joshua Bell. Acrescento duas: uma de Dvorak, outra de Rachmaninov.
Joshua Bell. Dvořák. Zigeunerlieder. Gypsy Songs, opus 55.
Joshua Bell. Sergei Rachmaninov. Vocalise, Op 34 No 14.



