Sol aluado

Os segmentos da indústria de automóveis e das telecomunicações disputam o pódio da publicidade. No artigo O sonho americano dorme na Suíça, o anúncio ” Tina Turner’s love story with Switzerland ain iO” (2014), da Swisscom, não desmerece. Por seu turno, no artigo Inocência são questionados os meandros da censura pública dos anúncios publicitários, em particular quando aparecem crianças ou seios femininos.
Inocência
Aos bobos tudo era permitido, menos enfurecer o rei. Aos bebés, também, menos magoar-se. Os anúncios com crianças comportam ousadias vedadas aos demais. Porquê? Porque são inocentes. No anúncio da Doritos, o bebé voa, fantasticamente, como um herói da Marvel. Num anúncio da Rexona, três jovens divertem-se sem cinto de segurança no banco de trás de uma carrinha: censurado (http://tendimag.com/2011/11/29/zelai-por-nos/)! Num anúncio da Zip.Net, um bebé Casanova assedia um anjo atarefado (uma top model), recorrendo, inclusivamente, a violência escatológica: nada! Num anúncio da Tom Tom, uma mulher corre com os peitos, resguardados, a abanar: censurado (http://tendimag.com/2014/07/25/pos-modernidade-vitoriana/). Qual é a diferença? A inocência infantil! Por exemplo, a mulher que corre, imparável, com os peitos a abanar pode visar um efeito global: pôr o mundo zonzo e desequilibrado para, logo, o endireitar com uma mezinha qualquer: farmacológica, psicológica, religiosa… Sabe-se lá que mais! Abençoadas criancinhas!
Marca: Doritos. Título: Sling Boy. Agência: Goodby, Silverstein & Partners. USA, 2012.
Marca: Zip.Net. Título: Bebé. Agência: F/ Nazca Saatchi & Saatchi. Direção: Rodolfo Vanni. Brasil, 2000.
