Pronto e garantido
“Vivemos em épocas em que o compromisso quase não existe, onde confiar é cada vez mais difícil. Um ano vale por dez. Assim que imagina algo dure até dez anos. Dez anos?! Parece uma loucura! Alguém que te acompanhe durante uma década (…) A verdade é que nestes tempos algo que dure tanto vale ouro, porque só quem confia de verdade pode dar-te a garantia de estar tranquilo por mais tempo, assim que se vais eleger, elege confiar”
Será concebível uma sociedade com défice, ao mesmo tempo, de confiança e de espírito crítico? Uma mistura paradoxal de suspeição primária generalizada nas instituições e crendice espontânea e ingénua nos maiores disparates, desde que bem-acondicionados. Os ventos sopram entre Cila e Caríbdis. Nesta navegação, que papel desempenham as “garantias”?
