Tag Archive | futuro

Distopia

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Será este o nosso futuro? Condiz, pelo menos, com a ficção científica. O anúncio Eat the ice cream, da Halo Top, é desagradável, muito desagradável. Não é o primeiro, nem será o último. Há muitos anúncios no mesmo registo. Importa rever o provérbio: afinal, apanham-se moscas com vinagre.

Marca: Halo Top. Título:  Eat the ice cream. Agência: Red Tettemer O’Connell + Partners. Direcção: Mike Diva. Estados Unidos, Setembro 2017

Reforma

Tornou-se receita corrente tirar um “morto” da urna em vez de um coelho da cartola. Com este “truque”, o anúncio Box, da HBSC informa que na Polónia 57% dos reformados encaram a reforma com um tempo de repouso; no Egipto, 40% consideram a reforma como o princípio do fim; no Canadá, 58% dos reformados perspectivam a reforma como uma oportunidade. E se, em Portugal, uma percentagem semelhante valorizasse a reforma como tempo de aprendizagem e partilha de saber? As universidades seriam menos fábricas de investigação e antecâmaras do emprego e mais, honrando o passado, lugares de cultura, arte e conhecimento. Com reformados, talvez rejuvenesçam.

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Marca: HBSC. Título: Box. Reino Unido, 2007.

O Corredor Tecnológico

ARRISA ARRIS é uma empresa da área da comunicação e da informática. O anúncio Inventing the Future começa num hangar com imenso espaço inocupado. Uma metáfora do presente? Do futuro? Do futuro no presente (Barbara Adam)? O protagonista entra num corredor. Não se vislumbra o fundo. Em jeito de paredes, inúmeros objectos electrónicos empilhados: televisores, computadores, monitores, despertadores, rádios… A disposição não é casual, mas também não é linear, nem geométrica. Há margem para a diversidade e para a originalidade. Este desarranjo na representação da história da tecnologia electrónica constitui uma das características mais relevantes do anúncio. O corredor é o passado no presente (Barbara Adam). Parece um labirinto. Mas não é! Não há modo de se perder. O homem da Arris avança seguro, sem hesitação, maquinal. Sem parar! O avanço no corredor faz lembrar um videojogo. Mas não é. Tem níveis mas não tem conclusão. Trata-se de um passado num presente que tem futuro. Pelo caminho, alguns marcos, por sinal, heterogéneos: a difusão da televisão, os Looney Tunes, a viagem à lua, a MTV, o skate, a queda de Hussein, a câmara de filmar incorporada nos portáteis… Um pouco de tudo. Não se enxergam, pelo menos à primeira vista, imagens disfóricas. Nem Hiroshima, nem Dallas 1963, nem 11 de Setembro! Estamos perante um mundo fantástico, sedeado algures entre o Canadá e o México. À semelhança dos brinquedos de E.T.A. Hoffmann ou do filme Toys Story, os objectos técnicos têm vida própria. Parecem dispensar mão humana. No início, o comando pousado no solo activa-se sozinho. O mesmo sucede com os ecrãs e demais objectos técnicos durante o avanço no corredor. Arris é artífice e herdeira deste mundo mágico. É uma garantia e uma promessa. Uma promessa garantida.

Marca: ARRIS. Título: Inventing the future. Agência: Story Worldwide. Direcção: Alex Topaller, Dan Shapiro. USA, 2014.

ARRIS is a global innovator in IP, video and broadband technology. We have continually worked with our customers to transform the experience of entertainment and communications for millions of people across the world. The people of ARRIS are dedicated to the success of our customers, bringing a passion for invention that has fueled our 60-year history: We created digital TV, delivered the first wireless broadband gateway and are pioneering the standards and pathways for tomorrow’s personalized, Ultra HD, multiscreen, and cloud services. We are dedicated to meeting today’s challenges and preparing for the tasks the future holds. Collaborating with our customers, ARRIS will continue to solve the most pressing challenges of 21st century communications.
Together, we are inventing the future.

A felicidade é uma flor caprichosa

DearFutureMom

“O bom senso é a coisa que, no mundo, está mais bem distribuída (…) o poder de bem julgar, e de distinguir o verdadeiro do falso que é aquilo a que se chama o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens” (Descartes, Discurso do Método).

A felicidade não é como o bom senso cartesiano. É, antes, como o amor pascaliano: “não tem idade, está sempre a nascer” (Blaise Pascal, Discours sur les passions de l’amour). A felicidade é caprichosa. Tem, sem dúvida, condicionantes, mas não tem lugar, nem mestre. Não tem caminho, nem ponto fixo. Não se decreta, nem se prescreve. Como é voz comum, não se compra. Surpreende. Cresce e murcha como uma flor sem jardim. A felicidade não é um estado, é um movimento. É a alma a fazer surf na espuma dos dias.

Anunciante: World Down Syndrome Day. Título: Dear Future Mom. Agência: Saatchi & Saatchi. Direcção: Luca Lucini. Itália, Março 2014.

Um Sonho Chinês

Uns fazem que sonham, outros sonham que fazem e os chineses, pelos vistos, fazem sonhos. A Volkswagen China promoveu um concurso de projetos de carros do futuro. Um dos modelos, o Hover Car, é-nos apresentado neste documentário ficcionado.

Marca: Volkswagen. Título: Hover Car. China, Setembro 2012.

“The “People’s Car Project” launched by the Volkswagen Group China in 2011 took a closer look the question “What would a car look like if the customer designed it himself?”
In twelve months, 11,3 million people have submitted more than 119.000 ideas. Volkswagen finally developed three of these ideas and presented them at the Beijing Motor Show in April 2012. This video presents the “Hover Car”, which is an environmentally friendly car, which could hover above electromagnetic road networks in the future without producing any emissions.”