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A melodia do repouso

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Joshua Bell

Nos últimos quatro dias, tive que escrever dois textos: um sobre a street food, outro sobre a fotografia. Como diria La Palice: quem não é especialista de nada acaba especialista de tudo. Para descansar das letras, costumo ouvir música. Nem livros, nem vídeos. Procurar músicas dá trabalho, mas é um trabalho que descansa. Gosto do violinista Joshua Bell. Tem um toque humano. Um dia foi tocar para o metro. Ninguém lhe prestou a mínima atenção. O Tendências do Imaginário já contempla uma ou outra música interpretada por Joshua Bell. Acrescento duas: uma de Dvorak, outra de Rachmaninov.

Joshua Bell. Dvořák. Zigeunerlieder. Gypsy Songs, opus 55.

Joshua Bell. Sergei Rachmaninov. Vocalise, Op 34 No 14.

A Espada, a Taça e o Crisântemo

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Antonin Dvoràk.

A Sinfonia do Novo Mundo (1893), do checo Antonin Dvoràk, é uma obra empolgante. Prefiro, no entanto, As Canções que a Minha Mãe me Ensinou (1880), da série Canções Ciganas, marcadas pela serenidade. Conquista ou apaziguamento, a espada ou a taça? Nos baralhos de cartas espanhóis, as copas são ilustradas com taças e as espadas, com espadas. A Sinfonia do Novo Mundo lembra uma espada em movimento e As Canções que a Minha Mãe me Ensinou, uma taça acolhedora. Ruth Benedict diria um crisântemo (O Crisântemo e a Espada, 1946). Seguem As Canções que a Minha Mãe me Ensinou, com Joshua Bell ao violino, e um excerto da Sinfonia do Novo Mundo, interpretada pela Chicago Symphony Orchestra.

Joshua Bell. Antonin Dvorak. Songs my mother taught me. 1880.

Antonin Dvorak. Sinfonia do Novo Mundo. 1893. Mvt 4.