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Banheira criativa

Um anúncio ousado com figuras decorativas estimulantes. Para além de ser português, tem efeitos de folha de figueira (no próximo artigo explico).

Produto: Eurobest Young Creatives. Título: Hot Tub. Agência: Fuel Lisboa. Direção: Alexandre Montenegro. Portugal, Outubro 2012.

Avião de papel

De vez em quando, estreia um anúncio que nos surpreende. Por mil razões mais uma: acreditar no bom gosto do público. Vem-nos da Noruega esta homenagem ao avião de papel. A cena do sinaleiro e a cena do homem “atacado” pelos aviões são arte em estado digital. Para rever, certamente! Ver, de preferência, em 720p.

Marca: Chess. Título: Paperplanes. Agência: MK Oslo. Direção: Matthias Zentner. Noruega, Outubro 2012.

Não há maneira de lhe dar a volta

Este anúncio brasileiro da Action Aid tira partido de uma falha de inversão do IPad para ilustrar o quão difícil é resolver o problema da pobreza. Brilhante!

Anunciante: Action Aid. Título: Inverson. Agência: F/Nazca Saatchi & Saatchi, Brazil. Brasil, Agosto 2012

Graça

Para sensibilizar o público não é necessária grande ousadia, basta alguma ousadia de espírito. Comprova-o o anúncio Nun (2008), para a marca Venus Embrace, editado por Sherri Margulies, ao serviço da agência BBDO, NY, USA, onde começou a trabalhar como recepcionista.

Criatividade adubada

Se dispõe de três minutos, talvez lhe interesse este caso de publicidade reflexiva: publicidade reflete publicidade; e publicidade anuncia publicidade. De green em green, o percurso é pontuado por um monólogo inteligente e sentencioso, ao sabor das tacadas de golfe. Uma lenta espera, buraco após buraco. “À espera de Godot”? Não, de cocó. Nada que cloaca de ave não resolva e testa de homem não acolha, para fertilização do futuro. Bom augúrio para o Festival. Moral da  história: Se discorda de alguém e não tem coragem para lhe fazer frente, atire-lhe uma bola de golfe pelas costas!

Anunciante: FIAP 2012 Festival Iberoamericano de la Publicidad. Título: Golf. Agência:  DKP Miami, USA. Direção: Nes Buzzalino. Americas / USA, Abril 2012.

Ideias sobreviventes

Quando os publicitários se auto-promovem, o resultado é mais ou menos este. Uma espécie de provocação. E a demonstração inequívoca de que os meios não precisam de ser proporcionais aos fins. O que importa é criar impacto. Seja pela ressurreição das figuras do Professor Pardal e do seu companheiro Lampadinha, seja pelo massacre da criatividade e da originalidade. Uma alegoria? É, pelo menos, deste jeito que a American Advertising Federation (AAF) divulga o apelo a inscrições no ADDY Awards 2010. “Advertising students and professionals – we want your creative work! Submit your entry for the 2012 Miami ADDY®Awards – If your Idea is Still Alive.”

Anunciante: AAF ADDY Awards. Título: Deadline. Agência: DKP Miami. Direção: Marcelo Paez. EUA, Dezembro 2011.

À procura de talentos emergentes

Percorrendo a publicidade dos Emirados Árabes Unidos, deparei-me com uma série de pequenos anúncios da University for New Media, do Dubai. Retenho dois: Talent for Seeing e Talent for Cutting. A mensagem é simples: mesmo em condições pouco propícias, existem pessoas capazes de promover soluções inesperadas; a imaginação e a criatividade não têm limites. São essas pessoas, esses talentos emergentes, que a Universidade aguarda. Esta mensagem expressa uma evidência que remonta, pelo menos, à fundação das universidades na Idade Média. Regressando a casa, ocorre-me perguntar se a nossa universidade (portuguesa e actual) está gizada para acolher e formar talentos?

Anunciante: University for New Media. Título: Talent for Seeing. Agência: TBWA Dubai. Direcção: Stefan Randjelovic/Milos Ilic. Emirados Árabes Unidos, Agosto 2010.

Anunciante: University for New Media. Título: Talent for Cutting. Agência: TBWA Dubai. Direcção: Stefan Randjelovic/Milos Ilic. Emirados Árabes Unidos, Agosto 2010.

 

Quando a linha recta não é a distância mais curta

Se quer ser entendido, diga-o de outro modo. Sem ir directo ao assunto. A linha recta é a distância mais curta entre dois pontos na geometria, mas não na comunicação. E a preguiça, tal como a cortiça, é muito má condutora. Se quiser desafiar um espectador, surpreenda-o. Faça-lhe cócegas, agite-lhe a atenção. Faça dobras e desvios onde não é preciso. Instruir o público ou massajá-lo não basta. O espectador passivo não existe. Tão pouco o espectador racional. São ambos mitos de investigadores de mitos. Se quer ter sucesso, pegue numa pitada de ideia do produto, esqueça-se do resto e cozinhe com criatividade sem empapar. Mais ou menos como este anúncio de sensibilização romeno. Associar a falta de sangue para transfusões a um tremor de terra requer imaginação.

Marca: React. Título: earthquake. Agência: Graffiti BBDO, Romania Carlo Production. Direcção: Hypno. Roménia, Outubro 2011.