Noiva Lunar

Margaux Sauvé, fundadora, compositora e vocalista da banda franco-canadiana Ghostly Kisses, parece-me caracterizar-se como uma figura noturna. Pela aparência (sombria, sóbria, recatada e recolhida), pelo próprio nome da banda (inspirado num poema de William Faulkner) e pelo conteúdo das suas canções (os álbuns de estúdio intitulam-se: Ghostly Kisses, 2019; Heaven, Wait, 2022; e Darkroom, 2024).
Não vou colocar, como costumo, uma amostra de canções, mas uma performance com duração de 20 minutos; a melhor seleção e a melhor interpretação que encontrei. Inicia com uma versão deliciosa da canção clássica francesa “J’ai demandé à la lune” e despede-se com uma admirável “Empty Note”. Pelo meio, “The city holds my heart”, “Don’t know why” e “Call my name”.
Cansado da Espada
Não a conseguimos agarrar: a felicidade tem asas (Damócles)

Não estou só “cansado da América”, mas da espada, em geral. Rufus Wainwright (Ruz), nascido em 1973 em Nova Iorque e residente no Canadá, é compositor e compositor brilhante com uma voz única. No entanto, “apesar de um crescente grupo de fãs e da grande aclamação da crítica, Ruz alcançou somente um pequeno sucesso comercial”.
Imagem: Thomas Couture. Damócles. 1866
Português no 45º World Amateur Go Championship no Canadá

O Fernando parte hoje para Vancouver (Canadá). Vai representar Portugal no 45º World Amateur Go Championship que se realiza de 16 a 23 de maio de 2025. Já o tinha feito no campeonato de 2016 na Coreia do Sul. Que tenha uma boa experiência!
No artigo ” Este português vai representar Portugal num Campeonato Mundial… e quase ninguém sabe“, da GEEKINOUT, Jorge Loureiro entrevista Fernando Gonçalves. Carregar na imagem ao lado para aceder ao artigo.
Distâncias e proximidades
John Ferreira, amigo de adolescência, aficionado da guitarra e do piano, transformou o meu quarto e do Álvaro numa espécie de estúdio improvisado onde instalou uma coluna de som de cerca de um metro quadrado, encomendada à Sonolar. Entretanto, parti para França e ele para o Canadá, onde prosseguiu carreira como compositor, intérprete e produtor musical.
Acaba de publicar uma nova canção, Desired Fruit From Paradise, que, excetuando a letra, foi exclusivamente trabalhada por ele. Pertencem-lhe a composição, o arranjo, a generalidade da instrumentação e as vozes. Por uma vez, as guitarras elétricas cederam às acústicas. O resultado é uma melodia bem cadenciada e muito jovial, que cruza os dois lados do Atlântico. Com uma frescura, omnipresente no vídeo, a canção é dedicada a uma esposa. As mulheres são quem mais inspira poemas e canções. Creio, aliás. que não existe um equivalente masculino para a palavra musa. [Carregar na imagem seguinte para aceder ao videoclip].

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Tinha conversa agendada para antes da Semana Santa. Adiada para o dia 26 de abril (no Mosteiro de Tibães), ganhei uma folga que vou aproveitar para me divertir com inutilidades.
Com uma “velocidade de cruzeiro” que ultrapassa as quatro centenas diárias, as visualizações do Tendências do Imaginário dos últimos quatro dias, de 11 a 14 de março, proporcionam o seguinte gráfico confinado aos dez primeiros países.

Em português, o blogue “pesca” quase só em águas “latinas”, mormente lusófonas. O Brasil contribui com quase metade e Portugal perto de um terço. O desempenho do México é ocasional, completamente anómalo.

Na distribuição por cidades (e vilas), intriga a posição, não esporádica, de Carnaxide. Resulta tentador esboçar uma “análise ecológica”, que consiste em sondar a relação entre variáveis não diretamente mas mediante a respetiva distribuição no espaço. Com 25911 habitantes no censo de 2011, um sétimo de Braga, o que terá Carnaxide de especial? Porventura, a SIC. Surpreendo-me a conjeturar que o Tendências do Imaginário talvez interesse mais aos meios de comunicação social do que às universidades.
Enfim, de Braga e Guimarães provêm, respetivamente, 13 e 10 visualizações. “Santos da casa não fazem milagres” ou, mais prosaicamente, a proximidade satura ou, paradoxalmente, distancia? De qualquer modo, são valores pouco abonatórios.
Filhos da Vida

Se fosse imortal, inventaria a morte para ter o prazer de viver (Jean Richepin. La Chanson des Gueux, 1876)
Nada em nós é eterno. Filhos da vida, herdamos a morte. Qual é a nossa pegada? Vale a pena atardar-se neste anúncio de seis minutos. Acelerado e excessivo em referências históricas, “Immortal” representa mais uma dádiva do Royal Ontario Museum. Por (des)ventura, demasiado generosa face à atenção que nos prestamos a dispensar.
O Microchip e a Parabólica. Ekaterina Shelehova 3
Com estas três parcerias de 2024, concluo este devaneio domingueiro acompanhado pela voz de Ekaterina. Desejo uma boa semana de trabalho, que, segundo alguns entendidos, o trabalho configura uma potencialidade do ser humano. Mudando de assunto, que este oferece-se resvaladiço, porventura mais consensual, a minha bisavó não se cansava de repetir: se perseguires o belo, talvez encontres o prazer!
Na canção e no vídeo “Stand Still”, vocacionada para uma conexão com a natureza, ela é o vento e ele a árvore.
Ekaterina Shelehova & Thom’Art Raidho – Stand Still. Stand Still, 2024
O Microchip e a Parabólica. Ekaterina Shelehova 2
A primeira é a preferida do Fernando; a segunda, minha; a terceira, não sei!











