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Exaltação coletiva

A Alemanha é país de boa música. Mesmo quando o pop britânico dominava os tops, a Alemanha patenteava músicos e bandas de vulto. Recordo o Klaus Schulze, os Tangerine Dream, os Kraftwerk, os Can, os Nektar ou os Triumvirat. Na atualidade, a música alemã atravessa um bom momento. Algumas bandas inspiram-se na música medieval ou na fantasia. Notável é a interação com o público. Nada de novo, mas sempre surpreendente. Todos juntos, todos mobilizados. Um corpo coletivo uníssono num espetáculo total. Retenho três bandas: os Schandmaul; os Corvus Corax; e os Blind Guardian.

Schandmaul. Dein Anblick. Narrenkönig. 2002. Live aus der Kölner Lanxess Arena, 2018.
Corvus Corax. Platerspiel. Tritonus. 1995. Live in Berlin 2008.
Blind Guardian. Mirror, Mirror. Nightfall in Middle-Earth. 1998. Official Live Video.

Blind Guardian. O legado das terras sombrias.

Blind Guardian.

Na adolescência, em 1978, aprendi uma linguagem de programação: o Fortran IV. Os primeiros computadores pessoais (pc) de sucesso começaram em 1977, Apple incluída. Uma das instruções mais importantes consistia no “if… goto”, que assinalava um salto no algoritmo, graficamente representado por um losango. O poder concebe-nos como romeiros de algoritmos. De instrução em instrução, de rotina em rotina, até ao if goto final: If… go to shit!

Mas há quem resista. Há sempre quem resista, embora pouco consiga. Quase sempre, de um modo romântico. Ocorre-me o mundo da música Metal. Por exemplo, a banda alemã Blind Guardian, criada em 1984. Lançou, há dias, o álbum Legacy of the Dark Lands (8 de Novembro de 2019). O meu rapaz mais novo não escuta outra coisa. A minha mulher continua a ouvir melodias e eu, nostalgias. Quando estamos os três ligados, a casa tem uma crise de identidade. À força de ouvir o álbum orquestrado Legacy of the Dark Lands, uma pessoa afeiçoa-se. Afeiçoamo-nos uns aos outros. A fantasia, o fantástico, está na mó de cima. Acrescento uma música de 1990 para ilustrar como os Blind Guardian são sem orquestra e ao vivo.

Fernando e Albertino

Blind Guardian Twilight Orchestra. Nephilim. Legacy of the Dark Lands. 2019
Blind Guardian. Lord Of The Rings [Imaginations Through the Looking Glass]. Tales Form The Twilight World. 1990.

Power metal

Blind Guardian. At the edge of time.

Os filhos servem para nos dar um empurrãozinho. De vez em quando. Mas convém ter uma ideia para onde vamos. O power metal e os Blind Guardian! O power metal terá emergido em meados dos anos oitenta. Mas tem precursores, com destaque para os Rainbow, banda criada por Ritchie Blackmore, após a saída dos Deep Purple. Sinto-me em casa. As músicas mais inspiradoras foram Stargazer (álbum Rising, 1976) e Kill the king (álbum Long Live Rock’n Roll, 1978).

“Estão ali o andamento acelerado, o clima épico, os vocais grandiosos, a técnica explícita dos músicos e uma letra falando sobre temas medievais (…) Um ponto marcante do power metal está nas letras, que costumam explorar temas focados em fantasia e mitologia, com exemplos textuais específicos como as séries O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia. (https://whiplash.net/materias/biografias/240861-helloween.html).

Os Blind Gardian são uma banda alemã de power metal, fundada em 1984. A música e a letra inspiram-se na cultura medieval, nas mitologias nórdica e grega e nas obras de J. R. R. Tolkien.

Seguem as músicas The Bard’s Song dos Blind Guardian (single In the Forest, 2003) e Stargazer, dos Rainbow (álbum Rising, 1976).

Blind Guardian – The Bard’s Song & Valhalla – Live at Wacken Open Air 2016.
Rainbow. Stargazer. Rising. 1976 / Dio at Donington UK: Live 1983 & 1987.