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Uma espécie de spoiler

Estética visual primorosa mais originalidade na forma e no conteúdo é o que se espera de um anúncio dirigido por Bruno Aveillan. Neste, estranha-se, porém, o desenlace. Não basta adivinhar o protagonista pelos seus efeitos? Torna-se imperioso destacá-lo entre iguais? Não é possível evocá-lo apenas com um nome, um símbolo ou um slogan? Ademais, o final parece um spoiler. O carro não é mais bonito enquanto ninguém o vê? A aparição banaliza-o. Sem a imagem do carro, as pessoas talvez não percebam… Pelo menos, assim, vê-se-lhe a pinta. Mas há tanta coisa que a gente não percebe mesmo quando a vê! Por exemplo, como é que um carro livre como o vento acaba engaiolado numa fila de trânsito? Em suma, não se pode dizer que é mais um anúncio, talvez mais um carro…

Marca: Acura. Título: Wilderness. Produção: Believe Media. Direção: Bruno Aveillan. EUA, 2004.

A havaiana: um passo para a humanidade

A paródia é uma tentação para a publicidade. E Gulliver oferece-se como um petisco que combina vários traços do imaginário. Mas, neste anúncio, o que mais sobressai é a sequência final: um homem contempla uma havaiana gigante enterrada na areia. Lembram-se do momento final do primeiro O Planeta dos Macacos? A gente lembra-se de cada uma! Dá para espreitar?

Marca: Honda Acura.Título: Gulliver, Chariot. Agência: Rp & Station Films. Direção: Dom & Nic. EUA, Abril 2012.

O Planeta dos Macacos, 1968, sequência final

Valsa mecânica

Este anúncio da Acura é magnífico. Antes de mais, visualmente. Mas também pelo jeito como a música se cola às curvas e as curvas se embalam na música. Quando este anúncio saiu, em 2007, andava eu às voltas com a figura da dobra na publicidade automóvel. Não sei como, na altura, me escapou. Consola-me, no entanto, constatar que não perdeu qualidade com o tempo. Para ver o anúncio, carregar na imagem.

Acura. Smiles

Marca: Acura. Título: Smiles. Agência: Rubin Postaer & Associates. Direção: Gérard de Thame. Pós-produção: Mac Guff Paris. Outubro 2007.