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E se regressasses antes de partir…

Jean-Jacques Goldman, ativo a solo desde os anos 1980, vendeu mais de 30 milhões de discos. Autor, compositor, intérprete, produtor e guitarrista é um dos músicos mais genuínos e populares da França. É mais avisado vê-lo e ouvi-lo do que comentá-lo. Segue o vídeo com a interpretação ao vivo da canção Puisque tu pars.

Jean-Jacques Goldman. Puisque tu pars. Entre gris clair et gris foncé. 1987. Live “Un tour ensemble” 2003.

Quebrando as regras ao meu jeito

So I’m taking the chance, walking away, breaking the rules
Nobody here can tell me what to do
I’m out on my own, making my way
Trying to be someone that I can be proud of one day
I’m out on my own, doing it my way
Doing it my own wa

Uma amiga enviou-me, lá do extremo norte do País (país que me lembra uma novela de Cervantes), entre outros, este vídeo musical. E pronto! Ganhei o dia, melhor, o mês.

Jack Savoretti.  Breaking The Rules. Before the Storm. 2012. Live Acoustic at Teatro Carlo Felice, Genova, Italy on 26 Feb 2017.

A magia dos legos

Após um dia cheio de dissabores e angústias, uma jovem recompõe-se e desforra-se em casa graças à magia dos legos. Um anúncio dinamarquês que é uma “história sem palavras”.

Marca: Lego R&B, Rhythm & Bricks. Título: OFFICIAL MUSIC VIDEO feat TOM MISCH. Agência: Lego Agency. Direção: Casper Balslev. Dinamarca, outubro 2023

Sobrevivências de outros tempos

Reconheço-me no estilo e no conteúdo deste artigo do Luís Bastos no blog Azorean Torpor: poliédrico, denso, claro e brilhante, como um cristal de quartzo. Confesso que não me importava nada de ter sido eu a escrevê-lo.

Apego à loucura

Gosto da Katie Melua. Estas duas interpretações ao vivo, recentes,  de “The Closest Thing to Crazy” e ” Nine Million Bicycles “, respetivamente em Esslingen e em Paris, foram uma surpresa agradável que me apresso a partilhar.

Katie Melua. Closest Thing to Crazy. Call Off The Search. 2004. Ao vivo em Esslingen (Alemanha), 23 de julho de 2023
Katie Melua. Nine Million Bycicles. Piece by Piece. 2005. Ao vivo no Olympia, em Paris, em 26 de abril de 2023

La Llorona

A Llorona é uma figura mitológica, sobrenatural, de origem milenar, da América Latina, nomeadamente do México. Alude a uma mãe que, traída pelo marido, afoga, num ataque de ciúmes, os próprios filhos. Arrependida e incapaz de resgatá-los, ela também se afoga, mas é-lhe impedida a entrada no outro mundo, na vida após a morte. Resulta, assim, condenada a penar aparecendo, de noite, principalmente, vestida de branco e perto de lugares com água.

Carmen Goett. La Llorona. Vídeo oficial, 2019. Postales, 2022

Programa da Noite dos Medos, em Melgaço

Um AI chatbot mais especializado e mais leve: o ELM (Erasmus Language Model)

O meu rapaz mais velho, o João, não para (ver Português coordena projeto de investigação com financiamento de 10 milhões de euros). Estou em crer que por isso e para isso optou por emigrar. Professor e investigador na Universidade Erasmus de Roterdão, está na origem da criação, com Michele Murgia, de um novo “ChatGPT” mais especializado e mais leve: o ELM (Erasmus Language Model). Por cá, talvez o fado fosse diferente. Para aceder à notícia no Erasmus Magazine, carregar na seguinte imagem ou no neste link: https://www.erasmusmagazine.nl/en/2023/10/11/erasmus-has-its-own-chatgpt/.

João Gonçalves talks about ELM during its launch in the Erasmus Paviljoen.

O repouso dos espíritos

Forty Winks. Título: Go to better sleep. 2023

Sabia que as almas do outro mundo também apreciam uma boa cama? Na Austrália, é proverbial. Que descansem que se avizinha excecional atividade.

Marca: Forty Winks. Título: Go to better sleep. Agência: Akcelo. Direção: Owen Trevor Black. Austrália, setembro 2023

Adagio

Sonhem, à castelhana, com os anjos ou, à portuguesa, como justos. Mas sonhem!

J.S. Bach/Marcello, Concerto BWV 974 (2. Adagio). Piano: Víkingur Ólafsson

Música – De Corpo e Alma

Stefano Maderno. O Martírio de Santa Cecilia (in Trastevere), de 1599

“A boa música não se engana e vai direta ao fundo da alma em busca da tristeza que nos devora” (Stendhal)
“A música é o refúgio das almas ulceradas pela felicidade” (Emil Michel Cioran)
“A música dá uma alma aos nossos corações e asas ao pensamento” (Platão)
“Toma um banho de música uma a duas vezes por semana durante alguns anos e verás que a música é para a alma o que a água do banho é para o corpo” (Oliver Wendell Holmes)
“Ah! A música. São pedaços do bom Deus que vos entram na alma pelas orelhas!” (Louis Pelletier-Dlamini)
“A música é infinita. Ela é a linguagem da alma” (Otto Klemperer)

Tende-se a distinguir o corpo da alma, associando a música à segunda. Não me parece sensato. A música convoca tanto o corpo como a alma. Envolvem-se e vibram ambos. Quando a alma ou o corpo cantam o corpo ou a alma dançam, e vice-versa. Duvido, aliás, da bondade de desligar corpo e alma. A dualidade “corpo e alma” afigura-se-me como um desdobramento perifrástico de uma unidade simples: o “ser”. O meu corpo e a minha alma gostam de andar abraçados: juntos sou eu; separados não sei o que são.

Se existem compositores que ilustram a associação do corpo, Jean-Philippe Rameau (1683-1764) é certamente um deles. Abra-se, portanto, o corpo e a alma a um excerto da ópera Les Indes Galantes e à balada Frère Jacques.

Jean-Pilippe Rameau. Les sauvages, “Forêts paisibles”, Les Indes galantes (1735). Interpretação: Les Arts Florissants, la Julliard 415, Sandrine Piau e Lisandro Abadie, sob a direção de William Christie e Paul Agnew. Grande Salle Pierre Boulez de la Philharmonie de Paris. 2020
Frère Jacques (a cappella). Interpretação: Mundwerk. Munique,2011