Casamento nos anos setenta. Cortejo Histórico de Melgaço 2024

O tema do casamento nos anos setenta foi o segundo a surgir para o Cortejo Histórico de Melgaço de 2024, logo a seguir ao tema da lenda da Senhora da Orada. Entre outros aspetos, manifestava-se estimulante a possibilidade de incluir o vetusto carro dos Bombeiros Voluntários de Melgaço que chegou a ser utilizado para o transporte de noivos: um Buick vermelho modelo 1928.

Sobre a história deste automóvel pode consultar-se o artigo de Manuel Igrejas, “O Carro dos Bombeiros Voluntários de Melgaço / Um lugar onde nada acontecia XI”, publicado no jornal Voz de Melgaço e retomado no blogue Melgaço, do Monte à Ribeira (https://iasousa.blogs.sapo.pt/o-carro-dos-bombeiros-voluntarios-de-240186).

Não se regatearam esforços para restaurar o Buick de modo a que estivesse pronto para desfiliar no dia 10 de agosto. Lamentavelmente, não se logrou recuperar uma peça. Foi substituído por um Mercedes vintage.

Definido o tema, a implementação e concretização coube às juntas do Agrupamento de Freguesias de Parada de Monte e Cubalhão, da freguesia de Cousso e da freguesia da Gave. Contaram com o apoio da associação CUBO D’QUESTÕES, ASSOCIAÇÃO JUVENIL, de Parada do Monte, e, naturalmente, da equipa da Câmara Municipal.

Abraçaram o desafio com entrega, criatividade e sentido de oportunidade. Previa-se, inicialmente, um cortejo com os carros dos noivos e dos convidados engalanados a preceito. Adicionou-se a encenação da própria cerimónia do casamento, com espera da noiva, padrinhos, meninas das alianças, celebração, beijo da noiva, chuva de arroz e arremesso do ramo. Nem sequer faltou a pose para as fotografias.
A apresentação culminou com o baile, uma valsa bem dançada, empolgante e envolvente, a que até o padre aderiu (sugere-se o vídeo publicado pela Voz de Melgaço: https://www.facebook.com/jornalvozdemelgaco/videos/1023897019126966?locale=pt_PT). Fechou, assim, com chave d’ouro o casamento nos anos setenta e, por coincidência, o próprio Cortejo Histórico.
Além do entusiasmo e do espírito de iniciativa, convém sublinhar a criatividade e o sentido de oportunidade dos organizadores e dos participantes. Quando se aguardava um casal jovem, tipo Barbie e Ken, surgem vários casais perto das bodas de ouro, que, com à-vontade e alegria contagiantes, representaram, vestiram as personagens, com uma competência e um brio raros em muitos profissionais do teatro. Uma última palavra para o guarda-roupa, os adereços e a caraterização. vestuário e os adereços. Deveras adequados, em alguns casos configuravam autênticas relíquias.

Os organizadores, os participantes e o público não esquecerão, certamente, tão cedo o casamento nos anos setenta em Melgaço. Ultrapassando as expetativas, consubstanciou uma iniciativa simpática, no sentido etimológico da palavra: teve a virtude de atrair, juntar e mover vontades.

Seguem:
- Uma galeria com fotografias provenientes, sobretudo, de Ana Macedo, Miguel Bandeira e Município de Melgaço
- Um exemplo de notícia de casamento nos anos setenta;
- O texto que serviu de base para a apresentação durante o cortejo;
- Um artigo sobre os ritmos sazonais e os estilos de vida dos melgacenses residentes e emigrantes por volta dos anos setenta.
Galeria de imagens: Casamento nos anos setenta. Cortejo Histórico de Melgaço 2024

















































Notícia de casamento no jornal Voz de Melgaço de 1971

O casamento nos anos setenta. Texto para a apresentação durante o cortejo
Quem não conheceu Melgaço nos anos setenta dificilmente o conseguirá imaginar. Correspondeu a uma época de mudanças e excessos.
O concelho nunca antes teve tantos emigrantes. A partir de meados dos anos sessenta, aos homens juntaram-se as mulheres. Nesta conjunção, nunca vieram tantos emigrantes de férias, que, agora em família, Agora em família, se concentram no verão, principalmente no “querido mês de agosto”. A sua presença alcançou o auge de densidade, mobilidade e visibilidade.
Entretanto, Melgaço despedia-se de uma economia assente na agricultura, com as antigas hierarquias a descoser-se sem que novas as substituíssem claramente. Em termos de estrutura e organização, os anos setenta configuraram um período de transição propício à indefinição, à turbulência e à competição social.
O ciclo anual oscilava entre duas fases com tipos e ritmos de vida contrastados. Tudo crescia e acelerava no verão para abrandar e esmorecer abruptamente em seguida durante o resto do ano. Uma tempestade de verão! Tudo parecia rebentar pelas costuras: os bancos, as repartições, os comércios, as feiras, os cafés, as praças e as estradas. Agendam-se e afunilam-se os compromissos e os afazeres de todo o ano em meia dúzia de semanas: negócios, contratos, obras, atos religiosos, casamentos, batizados e até os namoros! Não havia dia ou noite sem festas nas proximidades. Depois de um prolongado e monótono inverno, o inverso, a inquietude. Tudo urge e se multiplica. Aspira-se à ubiquidade: estar em todo o lado ao mesmo tempo. Omnipresença, efervescência, aceleração e velocidade.
Entre as festividades, os convívios e as cerimónias, destacam-se os casamentos. Faustos e fartos, proliferavam. Propiciam um momento de reencontro de parentes e amigos, a residir dentro ou fora do concelho. Oferecem-se, ainda, como um palco apropriado para a afirmação, a distinção e a ostentação social, tanto dos noivos e das suas famílias como dos convidados, de preferência muitos e com prestígio. Tudo frisava o exagero: o vestuário, o cortejo, o banquete, as prendas… Criaram e cresceram empresas que não tinham mãos a medir: restaurantes, cabeleireiras, esteticistas, floristas… Até lojas especializadas em prendas!
Os casamentos impõem-se como um espetáculo notável. Registam-se, apreciam-se e comentam-se os convites, a cerimónia, as roupas, o vestido e o ramo de noiva, os padrinhos, o valor das prendas, as fotografias, o cortejo, a quantidade, qualidade e matrícula dos carros, o destino da lua-de-mel, o local, a ementa, a animação e a generosidade do banquete.
“Primeiro de agosto, primeiro de inverno”. Por volta da Nossa Senhora da Assunção, é altura de fazer as malas. Melgaço esvazia-se e entorpece. A agitação e a estúrdia cedem à contenção e à modorra.
Os anos setenta um intervalo no decurso de uma história que não se repete. Tudo o que sobe desce. Incha, desincha e passa. Tamanha excitação e extravagância são difíceis de sustentar. A situação, sobretudo, económica e financeira, do País foi periclita, a relação entre os emigrantes e a sociedade de origem altera-se e a demografia, principalmente o envelhecimento, não dá tréguas. Em suma, uma dinâmica que resulta menos de feição a excessos e euforias.
(Albertino Gonçalves)
Artigo sobre os ritmos sazonais e os estilos de vida dos melgacenses residentes e emigrantes por volta dos anos setenta
Cortejo Histórico de Melgaço 2024. Introdução
A convite da Câmara de Melgaço, participei na organização do Cortejo Histórico de 2024. O anterior, de 2023, cumpriu e prometeu. Importava prosseguir, introduzindo alguma distinção e inovação. Um desafio aliciante, tanto mais que as colaborações com o município de Melgaço resultaram geralmente compensadoras e reconhecidas. Regra na minha terra, exceção fora.


O trabalho de conceção do modelo do cortejo foi compartilhado com o pessoal da área da cultura do município, nomeadamente o Abel Marques, a Diva Amaral e a Patrícia Domingues. Uma equipa habituada a trabalhar em conjunto. Tem acontecido com os Serões dos Medos, está a acontecer com o próximo Boletim Cultural.
“Na primeira edição do Cortejo Histórico, em 2023, foi apresentada uma visão macro, com uma viagem no tempo de milhares de anos (Recorde-se que o Cortejo Histórico retratou uma espécie de friso cronológico, uma linha temporal da ocupação humana do território, sendo selecionadas cinco épocas que deixaram marcas históricas e que representam as raízes culturais do concelho – O Paleolítico, a Idade do Bronze, a Antiguidade Clássica – Romanização, a Idade Medieval e a Idade Contemporânea.)”
Na primeira edição do Cortejo histórico, o objetivo consistiu, portanto, em encenar épocas da história humana com um rico património local. Proporcionou uma experiência deveras útil para o seguinte.
A primeira e principal inovação assentou numa mudança de perspetiva e numa deslocação de foco: menos História em Melgaço e mais História de Melgaço. Não apostar tanto em ilustrar ou exemplificar realidades gerais à escala local, mas recuperar e divulgar histórias e lendas caraterísticas do próprio concelho, pertencentes à sua memória coletiva, algumas vividas e ou transmitidas pelas gerações precedentes. Em suma, motivos e assuntos em que os melgacenses se reconhecem e com os quais se identificam. Por exemplo, em vez da “Idade Média”, tão marcante em Melgaço, as lendas da Senhora da Orada ou da Inês Negra, ambas exclusivas do concelho. Esta nova fórmula apresentava-se como mais propícia ao envolvimento e à criatividade dos participantes.

Encontrado o conceito e o modelo, impunham-se dois pré-requisitos: cada tema devia comportar uma ligação com uma ou várias freguesias; todas as freguesias deviam ser contempladas. Nestas condições, foram retidos sete temas, distribuídos da seguinte forma pelas juntas de freguesia:
- Visita da Rainha D. Filipa de Lencastre ao Convento de Fiães em 1837; tema proposto e realizado pela própria freguesia de Fiães;
- Lenda da Senhora da Orada; pelas União das Freguesias da Vila e Roussas. pela União das Freguesias de Chaviães e Paços e pela freguesia de Cristóval;
- Tomás das Quingostas; pela freguesia de São Paio;
- A Revolução da Maria da Fonte; pelas freguesias de Penso e Alvaredo;
- Termas do Peso no início do século XX; pela freguesia de Paderne e pela União de Freguesias de Prado e Remoães;
- Castrejas com mulas de carga; pela União de Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro;
- Casamento nos anos setenta; pela União de Freguesias de Parada do Monte e Cubalhão e pelas freguesias de Cousso e Gave.

A realização dos temas coube às juntas de freguesia. Na prática, foram elas que, em pouco tempo, fizeram o cortejo, eventualmente em parceria com instituições, associações ou grupos locais. Acrescentaram ideias, exploraram soluções, mobilizaram recursos humanos e materiais. Com entrega e mestria, sempre com o acompanhamento e o apoio da Câmara Municipal. A festa é, antes de mais, de quem a faz!
A composição e a dinâmica do Cortejo impressionam pela proximidade e pelo convívio entre os participantes de todas as idades, pela interação, genuína e cordial, entre gerações. Sobressai, contudo, o protagonismo dos mais velhos.
Na atualidade, os mais velhos, com ou sem a bênção dos governantes centrais e regionais, oferecem-se como uma das riquezas do concelho de Melgaço.


Pode-se saltar o parágrafo a itálico. Trata-se apenas de um desabafo.
Prestes a terminar esta prosa sisuda, não resisto a desconversar. Melgaço consta entre os concelhos mais envelhecidos do País. Há apenas três décadas, as estruturas e organizações de apoio eram poucas e com reduzida cobertura territorial. A situação inverteu-se graças a uma política local avisada e sustentada que assumiu como prioridade a qualidade de vida dos mais velhos. Em poucos anos, os serviços dedicados aos idosos passaram de deficitários a excedentários. Hoje, as instituições, públicas, sociais ou privadas, acolhem muitos utentes proveniente de outros concelhos. Apraz-me ter participado, no início dos anos 2000, na implementação da rede social concelhia e na elaboração do primeiro diagnóstico social e sequente plano de desenvolvimento social que elegeram a população idosa como prioridade da ação social local. Mas nem tudo depende da vontade local. A decisão remonta frequentemente a outros patamres. Atente-se, por exemplo, na rede viária e nos cuidados de saúde. Sem atender ao desempenho do Centro de Saúde local, recordo que o hospital de Viana do Castelo está a 100 Km e a 90 minutos de distância. Sucede que a necessidade de cuidados de saúde aumenta com a idade.

Por seu turno, a autoestrada A28 termina em Cerveira e a A3 em Valença. O caminho de ferro rematou em Monção. Parece que os investimentos decisivos têm a sina de abortar antes de chegar a Melgaço. A notoriedade do Tomás das Quingostas, bandido social que se opôs ao governo de outrora, talvez não seja mero acaso.
07. Tomás das Quingostas. Fotografia: Ana Macedo
Mas deixemo-nos de lamentações que sabemos inconsequentes.
Dez dias antes do cortejo, admitia estar ansioso em relação ao Cortejo Histórico. Inquietava-me o resultado e a receção (https://tendimag.com/2024/07/30/metamorfoses-em-berco-de-pedra/). Confesso-me duplamente satisfeito. Com a entrega e o brio das freguesias e dos participantes e com a afluência e o entusiasmo do público, na tarde mais tórrida do ano.


Propomo-nos dedicar sete artigos ao Cortejo Histórico de 2024. Um por tema. Serão publicados à medida que a respetiva documentação for considerada suficiente, sem seguir necessariamente a ordem cronológica do Cortejo.
As fontes resumem-se principalmente a duas: os arquivos do Município e as imagens captadas por um casal amigo, a Ana Macedo e o Miguel Bandeira. O apelo a partilhas não resultou.


Enfim, que tenha conhecimento, a comunicação social, a dita cobertura mediática, não correspondeu, salvo duas exceções: o jornal Voz de Melgaço, com um excelente vídeo dedicado ao baile do casamento (https://www.facebook.com/jornalvozdemelgaco/videos/1023897019126966?locale=pt_PT), e a Rádio Vale do Minho, com uma trintena de fotografias tiradas antes do desfile iniciar (https://www.radiovaledominho.com/lendas-e-momentos-historicos-desfilaram-pelas-ruas-de-melgaco-veja-as-fotos/). Como nunca percebi quais eram os critérios dos órgãos de informação, não me pronuncio sobre este desinteresse.

Em algumas pesquisas e na redação de um ou outro texto, beneficiámos da colaboração do Válter Alves e do Américo Rodrigues.


A Ana Macedo, historiadora, é investigadora no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade / UM e, aposentada, professora na Academia Sénior de Braga. Tive a honra de orientar a sua tese de doutoramento em Estudos Culturais.
O Miguel Bandeira, geógrafo, é professor no Instituto de Educação da Universidade do Minho, investigador no Centro de Estudos Comunicação e Sociedade / UM e, atualmente, pró-reitor da Universidade do Minho.
Pelas alturas
Por mais alto que algo seja lançado é à terra que regressa (provérbio africano)

Ando saído, surpreendendo-me atraído pelas alturas. O que dá que pensar… Depois do planalto de Castro Laboreiro, a subida ao cume do Monte de Santa Tecla. Seja qual for o ponto cardeal, surpreendem-nos paisagens fantásticas sobre o vale e o estuário do rio Minho e a orla marítima a perder de vista, tanto para o lado de Moledo como de Laguardia. Acompanhado pela Rosa, pelo Agostinho e pelo Daniel Noversa, as fotografias são da autoria deste último.
Aproveito para acrescentar uma dezena de fotografias da viagem a Castro Laboreiro, desta vez da autoria do Américo Rodrigues e do José Domingues.
Imagem: Monte de Santa Tecla visto de Moledo
Galeria 1: Vistas a partir do Monte de Santa Tecla




Galeria 2: Castro Laboreiro












Insetos amorosos
Sem entomofobias (ou insetofobias), ousemos voar, com besouros e libelinhas, automobilizados, telecomandados ou pela imaginação, rumo a recantos e momentos paradisíacos, tais como, eventualmente, aqui ao perto, o Couraíso, Festival Vodafone Paredes de Coura.
Génese


Os Pink Floyd representam uma espécie de santuário das minhas intimidades. Lançado em março de 1973, The Dark Side of the Moon ofereceu-se como música de fundo quando, por tentação réptil, partilhei com a primeira mulher o fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Uma experiência única: a saída às arrecuas do Jardim do Éden e a entrada sem remissão no Jardim das Delícias Terrenas.
A seguinte interpretação de “Breathe” e “Time”, pelo David Gilmour, no Royal Albert Hall, em 2006, é simplesmente brilhante. Inesquecível!
Liberdade à Deriva. Dia do Mestrado em Comunicação, Arte e Cultura

“Os alunos do 1° ano do Mestrado em Comunicação, Arte e Cultura, da Universidade do Minho, promovem no dia 15 de maio, no Campus de Gualtar, a 3ª edição do Deriva, um dia dedicado à intervenção e à cooperação/colaboração cultural na Universidade.
A edição de 2024 alia-se, conceptualmente, à celebração dos 50 anos do 25 de Abril, tendo sido batizada “Liberdade à Deriva”.
A organização do Deriva este ano pretende associar os conhecimentos apre(e)ndidos em contexto de aula a um projeto que quebra as fronteiras da sala, através da sua materialização, hasteando a bandeira da reciprocidade com a restante comunidade académica, que é convidada a ser parte integral do Deriva, assim como construir pontes entre o curso, profissionais no campo, instituições artísticas e culturais e a comunidade na qual se insere imersiva e participativa. Busca também tornar visível o curso de Mestrado em Comunicação, Arte e Cultura frente às entidades, organizações e empresas locais e ao nível dos protagonistas da Cultura em Portugal.
Do corte com o quotidiano, ou seja, da mudança/revolta, ao convite à cocriação e à participação, encontram-se os cravos plantados há meio século, que resistem à custa de quem cria e, mais importante, o partilha.”
Segue o link para acesso ao programa:
Melgaço: Homenagem a Maria Beatriz Rocha-Trindade e apresentação do livro “Em Torno da Mobilidade”

Este sábado, dia 06 de abril, às 09h30, ocorrerá na Casa de Cultura de Melgaço, uma homenagem à Professora Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade. Pela mesma ocasião, terei o prazer de apresentar, com a autora, o seu novo livro Em torno da mobilidade: Provérbios, Expressões Idiomáticas e Frases Consagradas. Iniciativa integrada na Celebração dos 50 anos do 25 de Abril em Melgaço, estou em crer que vai proporcionar um bom momento. Enriqueça-o com a sua presença.
Segue uma pequena nota sobre o livro e a autora. Como complemento, sugere-se a consulta do artigo “O simbolismo da mala” (https://tendimag.com/2023/11/26/o-simbolismo-da-mala/), no blogue Tendências do Imaginário, e o visionamento da Entrevista de Maria Beatriz Rocha-Trindade ao LusoJornal (https://www.youtube.com/watch?v=kf11xs1nDF8&t=975s), em 4 de janeiro de 2024.
Em Torno da Mobilidade ajuda a melhor conhecer as perspetivas essenciais que caracterizam um dos mais importantes fenómenos sociais, presente ao longo de toda a História de Portugal: as migrações.
A sua permanência, diversidade no tempo e no espaço, causas estruturais subjacentes, motivações pontuais, o significado dos itinerários percorridos são alguns dos temas presentes nesta edição bilingue (português e inglês), visando o alargamento do público leitor.
A associação de provérbios, expressões idiomáticas e frases consagradas, traduz a intenção de preservar um valioso legado cultural e de potenciar a sua utilização enquanto instrumento pedagógico de valor universal, numa sociedade multicultural como a atual.
Destina-se a entidades públicas e privadas, a educadores, professores, a toda a diáspora e ao público em geral.

Maria Beatriz Rocha-Trindade
Diplomada em Administração Ultramarina e Licenciada em Ciências Antropológicas e Etnológicas, pelo ISCSPU.
Professora Catedrática na Universidade Aberta, onde fundou, em 1989, o Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais.
Introduziu em Portugal o ensino da Sociologia das Migrações ao nível de Licenciatura e de Mestrado.
É autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as Migrações, colaboradora habitual e referee de revistas científicas internacionais.
Em 1996, recebeu o Prémio da Associação Portuguesa de Organizações Museológicas.
Em 2008, a Medalha de Mérito do Município de Fafe e em 2022, a Medalha de Ouro do Município do Fundão, recebendo o mesmo reconhecimento pela Obra Católica Portuguesa das Migrações.
É titular da Ordre National du Mérite, com o grau de Chevalier e da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.
Em 2023 foi distinguida na Câmara de Paris com a Medalha Grand Vermeil e com a Medalha de Honra do Comité Aristides de Sousa Mendes.




















































