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O Cruzeiro e a Lenda do Galo

Galo em Barcelos

O seguinte artigo corresponde a uma revisão aprofundada e aumentada do artigo O Cruzeiro do Galo em Barcelos, colocado em 7 de outubro de 2014. O original soma 538 visualizações; o revisto, 2 915; ambos, 3 453. Valores apreciáveis, embora muito aquém dos alcançados pelo artigo complementar O Galo e a Morte, de 19 de outubro de 2016, que já ultrapassou 124 440 visualizações.

Hoje, apressei o resgate dos “artigos do dia” (20 de agosto) para terminar a tarefa antes da sesta. Tenho que começar a rever as provas de mais um prefácio, este com 18 páginas.

O Cruzeiro do Senhor do Galo em Barcelos (revisão). Tendências do Imaginário, 20.08.2017

Pedidos de casamento

Isla de Aruba. Destino de lua de mel
Inversão de papéis. Tendências do Imaginário, 20.08.2018

Da “Banda Desenhada” Medieval à “Animação Abstrata” Contemporânea

No século XII, já se produziam histórias dispostas em séries de pequenos quadrados ilustrados. Aparecem, por exemplo, no Livro de Salmos de Canterbury, manuscrito entre 1155 e 1160.

Cerca de 850 anos depois, o videoclip The Kandinsky Effect (2010), de Manu Meyre, pode ser entendido como um exemplo de animação abstrata contemporânea, na medida em que converte os elementos geométricos e cromáticos da Composition VIII (1923), de Wassily Kandinsky, numa composição visual em movimento, articulada ritmicamente com a música Girl/Boy Song.

Imagem: Wassily Kandinsky, Delicate Tension No. 85, 1923

História aos quadradinhos do tempo de D. Afonso Henriques. Tendências do Imaginário, 19.08.2013
Composição. Tendências do Imaginário, 19.08.2012

Jovens para sempre

A representação social das “idades da vida” muda substantivamente consoante os períodos históricos. A imagem da velhice conheceu, assim, altos e baixos. Desde há poucas décadas, assiste-se, por vários motivos, à sua “revalorização” e “revitalização, senão “rejuvenescimento”.

Observa-se o fenómeno em vários domínios, nomeadamente a publicidade, por exemplo nos anúncios “Unlimited Youth”, de 2016, no artigo A Juventude não tem idade, e “Years of Magic”, de 2018, no artigo A segunda juventude: os super avós. Em alguns casos, frisa-se a hipérbole, quase o delírio, como no anúncio “Aidez-nous à sauver des vies”, de 2017, no artigo A Super Avó, que lembra, precisamente, a série Super Gran, dos anos oitenta.

A juventude não tem idade. Tendências do Imaginário, 19.08.2016
A segunda juventude: os super avós. Tendências do Imaginário, 13.05.2018
A Super Avó. Tendências do Imaginário, 12.06.2017

Música para a Arte

Viktor Alexandrovich Hartmann – Chernomor e Lyudmila. Figurino para a ópera Ruslan e Lyudmila. Sem data

A arte e a música dão-se bem juntas, mas não é muito corrente música composta para obras de arte. É todavia o caso, na Rússia do século XIX, da suite Quadros de uma exposição (1874), do Modest Mussorgsky (1839-1881), inspirada numa mostra póstuma de pinturas do amigo arquiteto e pintor Viktor Hartmann (1834-1873).

Quadros de uma exposição. Tendências do Imaginário, 18.08.2019

Ramalhete de músicas portuguesas

“Em período de férias, aumentam as festas (…) A minha praia anda demasiado ruidosa. Anteontem, os metal, ontem, os indie, hoje os tecno. Apetecem-me outras músicas. Dedico este ramalhete de músicas ‘tradicionais’ portuguesas aos visitantes dos demais países. A selecção é arbitrária, incompleta e a meu gosto.”

Música “tradicional” portuguesa. Tendências do Imaginário, 18.08.2015

Divindades irregulares

Depois das aberrações (Arte indigesta), dos humanóides e dos hinos (A resistência dos humanoides), da devoção (Internet, Humor e Estilos de Vida) e da oração (Oremos! Religião, Desporto e Jornalismo), proporciona-se a música de Kevin Penkin, recomendada pelo Fernando.

Kevin Penkin (Perth, 22 de maio de 1992) é um compositor australiano.[1] Ele é conhecido por ter sido o compositor da adaptação para anime do mangá Made in Abyss, que ganhou a categoria de “melhor anime do ano” na edição de 2017 do Crunchyroll Anime Awards.[2] Penkin atualmente compõe trilhas sonoras para jogos eletrônicos e animes. (Wikipedia, 17.08.2026)

Kevin Penkin – Irregular God. Tower of God (Original Series Soundtrack), 2020
Kevin Penkin – Transcendance and Hanezeve. Dawn of the Deep Soul (anime). Made in Abyss Vol 2, 2022
Kevin Penkin (ft. Takeshi Saito) . VOH. TV Series Made in Abyss: The Golden City of the Scorching Sun, 2022

Oremos! Religião, Desporto e Jornalismo

William Turner, Death on a pale horse, c.1825-30. Tate Modern, London

O artigo A Cruz (17.08.2016) ilustra o caldo que a publicidade consegue cozinhar com a religião, o desporto e o jornalismo. Uma vez que convoca a oração, e Marcel Mauss, acrescento o artigo Resistência e impotência (28.11.2018).

Acontece o Tendências do Imaginário, uma espécie de diário, entreabrir frestas por onde se insinuam estados de alma (e de corpo). Afigura-se-me ser o caso do artigo Resistência e impotência, escrito num período de crise pessoal. Importa recordar o passado, principalmente quando não passou.

A Cruz. Tendências do Imaginário, 17.08.2016
Resistência e impotência. Tendências do Imaginário, 28.11.2018

Arte indigesta

Tenho alguns pequenos princípios de estimação. Por exemplo, ofereço o que gosto, não o que gosta necessariamente quem recebe. Partilhar uma parte de mim, não dele. Faço-o sem qualquer intenção de converter. Não tenho costela de missionário.

O público do Tendências do Imaginário mostra menos aptência pelos artigos dedicados à arte. Pelo menos, imediatamente. Preferem música e publicidade.

Hoje, nos artigos Dar à luz na “idade das trevas” e Varas há muitas, a arte veio ao de cima. O resultado não surpreende: quebra nas visualizações. Pois insisto, como quem não nota, correndo o risco de exasperar.

A obra Zdzislaw Beksinski é francamente indigesta. Não se presta nem para aperitivo, nem para digestivo, nem para refeição. Perturbadora, estranha-se e volta a estranhar-se. Deixei a publicação do respetivo artigo, Filhos do Apocalipse, para esta hora, entre o jantar e a ceia.

Zdzislaw Beksinski (1929-2005) [é] um dos principais, senão o principal, artista polaco contemporâneo. Classificou-se a si próprio, numa primeira fase, como barroco e, em seguida, como gótico. Não obstante, é um expoente da arte grotesca, o mais estranho e visceral que se pode conceber. As suas obras, além de desconcertantes, são tenebrosas. Na sua pintura, o morrer sobrepõe-se à morte, num mundo moribundo, sem remissão. Um mundo em que nem sequer a morte redime. As figuras, simultaneamente mortas e vivas, são amálgamas, fluídas e deformadas, de carne, ossos, ramificações e excrescências.

Anexo, também, o artigo Greve da escrita, de 2016, para tentar desanuviar um pouco. É certo que a pintura “Dustheads”, do Jean-Michel Basquiat, não ajuda a desvanecer, mas as canções e a voz de Lizz Wright são capazes de fazer milagres.

Filhos do Apocalipse. Tendências do Imaginário, 16.08.2018
Greve da escrita. Tendências do Imaginário, 16.08.2016

Varas há muitas

“Segundo uma tradição antiga, depois da morte de São Joaquim, Maria teria chegado à idade de casar. Os pretendentes teriam sido chamados ao Templo, levando cada um uma vara. A vara de José teria milagrosamente florescido, enquanto as outras permaneceram secas. Esse prodígio teria sido interpretado como sinal da escolha divina de José para esposo de Maria. Daí vem a representação de São José com uma vara ou cajado florido, normalmente com flores brancas.

Imagem: Josefa de Óbidos – São José e o Menino, 1670. Museu Nacional de Arte Antiga

Em Portugal, a flor pode aparecer identificada com a açucena/lírio, símbolo de pureza e castidade (…) Com o passar do tempo, a vara florida tornou-se praticamente um atributo iconográfico de São José. O lírio branco passou a representar a sua pureza, mas também a sua dignidade e santidade. Por isso é frequente encontrar São José representado com o Menino Jesus num braço e uma vara florida na outra mão. (ChatGPT, 16.08.2026).

Mas nas pinturas contempaladas no artigo A vara do noivo, colocado no dia 16 de agosto de 2014, a vara aparece com uma pomba branca. Porquê?

A vara do noivo. Tendências do Imaginário, 16.08.2014