As almas têm ossos?

Tendemos a adotar uma relação complicada com o interior do corpo, incluindo os ossos. Temos. aliás, propensão a “ter um certo respeito” por quase tudo que é interioridade, com o corpo (e, por extensão, a terra) a assumir-se como uma espécie de matriz simbólica.
Regra geral, o que está sob a pele ou se exterioriza constrange: órgãos, nervos, cartilagens, ossos, carne, tumores, calos, verrugas, acne, borbulhas, sangue, pus, urina, fezes, transpiração, bafo, hálito, flatulência, rugidos gástricos, arroto, ronco…
Denegamos, combatemos e disfarçamos os conteúdos e as manifestações desta natureza invisível, mas congénita, procurando preservá-la secreta ou, pelo menos, discreta. Sabemo-lo, a Chichen Licken, também!
