Sombra pálida

Durante o jejum de canções inglesas, congelei vários vídeos musicais. Por exemplo, esta bela interpretação de A Whiter Shade of Pale pelos Procol Harum e a Danish National Concert Orchestra, em agosto de 2006. Hei-de esclarecer o dito jejum, agora não estou com disposição.
Imagem: Capa do álbum Procol Harum
Pensadoras

O artigo “Cristo ensimesmado” (https://tendimag.com/2024/03/18/recaida-no-vicio-das-imagens/) peca por omissão. Arrisca sugerir que entre as figuras que antecedem O Pensador, de Auguste Rodin, só existem homens. Nada mais falso. Existem muitas (imagens de) pensadoras.




Se no masculino se destaca Cristo, entre as mulheres sobressaem Penélope, apoquentada pela demora de Ulisses, e Maria Madalena, figura maior da hagiografia cristã, nem Eva, nem Virgem, que, retirada em penitência no deserto, se entrega à meditação.









Não obstante os casos exemplares de Penélope e Maria Madalena, a figura cuja pose mais se aproxima da do Pensador de Rodin parece-me ser a alegoria da Escultura, de Valerio Cioli (1529–1599), no túmulo de Michelangelo, concluído por volta de 1574. Só falta despi-la!



Lampadinha

Depois do jejum, a ausência. Desfiz-me em conversas, sobretudo em Melgaço: dia 2, no Espaço Memória e Fronteira, sobre o 25 de Abril e no 6, na Casa de Cultura, sobre a Maria Beatriz Rocha-Trindade e o livro Em Torno da Mobilidade. Parti cansado e regresso atrasado. Mas com ideias. Algumas sobre adultos bebés… Logo se verá!







Seguem três anúncios, dois tailandeses. No primeiro, da Nike, Feel the Unreal, uma corrida impossível de um gato das botas pós-moderno não o impede de chegar atrasado. Como imagem de marca não está mal engendrado. No segundo, Ideas Come To Life, da BoonThavorn, aprende-se o que conta para implementar ideias: experiência, colaboração, comunidade, paixão, necessidade e, sobretudo ser criativo beneficiando do enquadramento adequado. No terceiro, In The Name of Benz, a Mercedes-Benz quer surpreender através, novamente, de uma inversão divertida: a posse do automóvel infantiliza, dando livre curso a birras.
Melgaço: Homenagem a Maria Beatriz Rocha-Trindade e apresentação do livro “Em Torno da Mobilidade”

Este sábado, dia 06 de abril, às 09h30, ocorrerá na Casa de Cultura de Melgaço, uma homenagem à Professora Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade. Pela mesma ocasião, terei o prazer de apresentar, com a autora, o seu novo livro Em torno da mobilidade: Provérbios, Expressões Idiomáticas e Frases Consagradas. Iniciativa integrada na Celebração dos 50 anos do 25 de Abril em Melgaço, estou em crer que vai proporcionar um bom momento. Enriqueça-o com a sua presença.
Segue uma pequena nota sobre o livro e a autora. Como complemento, sugere-se a consulta do artigo “O simbolismo da mala” (https://tendimag.com/2023/11/26/o-simbolismo-da-mala/), no blogue Tendências do Imaginário, e o visionamento da Entrevista de Maria Beatriz Rocha-Trindade ao LusoJornal (https://www.youtube.com/watch?v=kf11xs1nDF8&t=975s), em 4 de janeiro de 2024.
Em Torno da Mobilidade ajuda a melhor conhecer as perspetivas essenciais que caracterizam um dos mais importantes fenómenos sociais, presente ao longo de toda a História de Portugal: as migrações.
A sua permanência, diversidade no tempo e no espaço, causas estruturais subjacentes, motivações pontuais, o significado dos itinerários percorridos são alguns dos temas presentes nesta edição bilingue (português e inglês), visando o alargamento do público leitor.
A associação de provérbios, expressões idiomáticas e frases consagradas, traduz a intenção de preservar um valioso legado cultural e de potenciar a sua utilização enquanto instrumento pedagógico de valor universal, numa sociedade multicultural como a atual.
Destina-se a entidades públicas e privadas, a educadores, professores, a toda a diáspora e ao público em geral.

Maria Beatriz Rocha-Trindade
Diplomada em Administração Ultramarina e Licenciada em Ciências Antropológicas e Etnológicas, pelo ISCSPU.
Professora Catedrática na Universidade Aberta, onde fundou, em 1989, o Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais.
Introduziu em Portugal o ensino da Sociologia das Migrações ao nível de Licenciatura e de Mestrado.
É autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as Migrações, colaboradora habitual e referee de revistas científicas internacionais.
Em 1996, recebeu o Prémio da Associação Portuguesa de Organizações Museológicas.
Em 2008, a Medalha de Mérito do Município de Fafe e em 2022, a Medalha de Ouro do Município do Fundão, recebendo o mesmo reconhecimento pela Obra Católica Portuguesa das Migrações.
É titular da Ordre National du Mérite, com o grau de Chevalier e da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.
Em 2023 foi distinguida na Câmara de Paris com a Medalha Grand Vermeil e com a Medalha de Honra do Comité Aristides de Sousa Mendes.
