O mar, a lua, o vento e a música

“La musique creuse le ciel” (A música perfura o céu). Charles Baudelaire, Fusées, VIII, Gallimard, 2016.
“La musique parfois me prend comme une mer!”. Charles Baudelaire, Les Fleurs du Mal, LXIX, Poulet-Malassis et De Broise Libraires-Éditeurs,1857 (“A música me arrasta às vezes como o mar!”, trad. da editora Nova Fronteira, 2012).
Se a música perfura o céu, para onde nos convida o canto de Margherita Pirri?
Compositora e cantora, nascida em Milão, com “uma voz profunda e poderosa capaz de desenhar nuvens feitas de pathos e intensidade” (Giuseppe Catani, Rock.it: https://www.margheritapirri.com/english/bio/), com uma dezena de álbuns publicados, Margherita Pirri bem podia ser mais célebre, o que não deixa de ser motivo reforçado de interesse. Para além das canções de sua autoria, multiplica as versões de obras alheias. Deixo para mais tarde as suas canções originais. Para já, retenho três covers que evidenciam a qualidade da voz e da interpretação. Canções francesas muito especiais: Le vent nous portera, dos Noir Désir (2001); J’ai demandé à la lune, dos Indochine (2002) e Voyage Voyage, dos Desireless (1989).

Obrigado por me ter dado a conhecer Haevn e Neconovellas que inclui no último post do “Azorean Torpor”. Um Bom Ano e haja saúde!