Cabras urbanas

01. O monte das cabras com vista para a Universidade do Minho

„Não se aproxime de uma cabra pela frente, de um cavalo por trás ou de um idiota por qualquer dos lados“ (provérbio Judaico).

Cnsta que a natureza foi a mais beneficiada com a pandemia do coronavírus. Há mais cobras, lagartos, ratos e pássaros nas cidades. Jura-se a pés juntos que a erva nunca foi tão verde e as árvores tão altas. No quintal, os melros regalam-se com a comida dos gatos. Junto ao McDonald’s, entre a Universidade do Minho (Foto 1), o hotel Meliá (foto 2) e o INL (Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologia), pontifica um parque natural espontâneo, com dezenas de cabras e algumas vacas cachenas (fotos 3 e 4). As fotografias são de Conceição Gonçalves.

As cabras apoderaram-se de um monte de areia sem uso. Conquistam o cume (foto 5), dispõem-se em presépio ou cascata de S. João e afiam os cornos nos galhos remanescentes. Por ironia, este fenómeno pecuário ocorre num terreno que pertenceu ao INIA (Instituto Nacional de Investigação Agrária). Invente-se um provérbio: as sementes acabam sempre por germinar. Se não for milho, contente-se a gente com as cabras.

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