Consumo do ridículo
“Já se definiu o homem como “um animal que ri”. Poderia também ser definido como um animal que faz rir”
(Bergson, Henri, O riso, Rio de Janeiro, Zahar Ed., 1983, cap. I)
Neste anúncio da FIAP, a publicidade parodia-se a si própria. Não é a primeira vez. Ri de si mesmo quem se sente confiante. Dar o peito ao ridículo é um luxo. Como o rei face ao bobo. Há pessoas com máscaras que se colam ao esqueleto. Como se relacionam com o ridículo? O riso desmascara? A máscara engana o riso? O ridículo mata? O ridículo corrói e regenera: a carne, os nervos e a alma. A publicidade não teme o ridículo. Adopta-o.
Anunciante: FIAP 2015 – Festival Ibero Americano de la Publicidade. Título: Roberto Spam. Agência: DKP Miami. Direcção: Andrés el Güero Cruz. USA, Março 2015.

De facto, excesso de ridículo para promover o consumo.