A Dança dos Cus

A. Dürer desenhou este rinoceronte sem nunca ter visto um especímen. Baseou-se no relato de um português. O bicho fazia parte da embaixada, de 1515, ao papa Leão X. Seguiu embarcado para Itália. Houve um naufrágio e o rinoceronte afogou-se antes de chegar ao Vaticano.

A. Dürer desenhou este rinoceronte sem nunca ter visto um especímen. Baseou-se no relato de um português. O bicho fazia parte da embaixada, de 1515, ao papa Leão X. O barco que o transportava naufragou. O rinoceronte afogou-se antes de chegar ao Vaticano.

O assunto é sério, mas, hoje, apetece-me escrever disparates. Muito antes da festa da colonoscopia islandesa, já existia, em Portugal, a “dança dos cus”, designadamente no carnaval de Cabanas do Viriato.

“Manda a tradição que saia à rua a “dança dos cús” e que ao som da valsa que se repete ao longo de todo o percurso os participantes vão dançando em duas filas e que cruzem no centro batendo com os traseiros uns nos outros”.

Tive o ensejo, no século passado, de falar na televisão acerca desta dança, que inspirou os islandeses. No século XVI, o nosso rei Venturoso fez uma viagem à Islândia para desfrutar das termas quentes com gelo e, sobretudo, para assegurar uma rena para a embaixada ao Papa Leão X. Fez-se acompanhar por um grupo de saltimbancos (vem de longe esta praxe diplomática), que interpretaram danças camponesas, entre as quais a folia portuguesa e a dança dos cus. Os islandeses quase nos superam na dança dos cus. Por outro lado, consta que existe na Islândia uma canção de taberna que é uma versão da folia portuguesa. Glory days! Escrevo em inglês para melhor compreensão por parte dos ilustres conterrâneos. This text is nothing but a joke! Um arremedo.

Anunciante: Icelandic Cancer Society. Título: Save your ass. Agência: Brandenburg. Direcção: Samuel & Gunnar. Islândia, Março 2015.

PS: Anuncio que vou escrever disparates no artigo. Termino com a confissão de que se trata de uma brincadeira. Mas a forma como está escrito pode induzir os leitores em erro. Contém inverdades. E quanto mais absurdas forem as mentiras mais as pessoas se mostram propensas a lhes dar crédito. O rei D. Manuel I não foi à Islândia à procura das termas ou de renas. Tão pouco houve saltimbancos a interpretar, na Islândia, danças camponesas portuguesas. Este anúncio não foi influenciado pela dança dos cus do Carnaval de Cabanas do Viriato. O resto, quanto sei, é verdade. Sorry!

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Sociólogo.

One response to “A Dança dos Cus”

  1. Beatriz Martins says :

    Nada como uns bons “disparates”, terapêuticos.

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