Celebridades aos saltos

Tenho vindo a investigar, nomeadamente ao nível da arte, dos vídeos musicais e da publicidade, figuras como o grotesco, a dobra, o fragmento ou a construção de um olhar impossível. Neste momento, namoro a figura da ausência de gravidade, ou, simplificando, da levitação, confrontando os imaginários medieval e actual. Será que a ausência de gravidade é, na actualidade, uma figura obsessiva? Em que se assemelha e em que se distingue de outras épocas?

A fotografia é uma das artes em que a apetência pela levitação se evidencia. Como? Multiplicando, por exemplo, os planos de gravidade (foto de Jean Cocteau) ou surpreendendo as pessoas e os objectos em momentos de suspensão (Dali Atomicus).

A Jumpology do fotógrafo Philippe Halsman (1906-1979) é um bom exemplo teórico e prático da procura da não gravidade. De origem russa, Philippe Halsman foi um dos mais eminentes, criativos e originais fotógrafos do século XX. No início dos anos 1950, fotografou, para a NBC, vedetas do cinema. Captou algumas enquanto saltavam, retomando uma experiência empreendida com Salvador Dali . Seguiram-se centenas de fotografias. Esta “jumpology” está na origem do livro Philippe Halsman’s Jump Book, publicado em 1959, que inclui 178 fotografias com saltos de celebridades, tais como Salvador Dali, Richard Nixon, Marilyn Monroe, Groucho Marx, Sophia Loren, Audrey Hepburn, Brigitte Bardot, Jean Cocteau, Jacques Tati, Dean Martin, Jerry L. Lewis…

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