A língua dos clones e a língua de Camões

O mundo da imaginação está cada vez mais povoado por clones. E o mundo dos clones, muito limitado na sua perfeição singular, está cada vez mais dominado pelo monoteísmo da língua única. Já aprendemos, em português, que para aceder à inteligência convinha falar inglês. Segundo este anúncio, com o sexo acontece o mesmo. Esta exclusão não teria, certamente, ocorrido no tempo de Luís de Camões e da Ilha dos Amores: “Impossibilidades não façais / Que quem quis sempre pôde: e numerados / Sereis entre os heróis esclarecidos / E nesta Ilha de Vénus recebidos” (Os Lusíadas, canto IX, estrofe 95), sabendo que o que Vénus proporciona “Melhor é experimentá-lo que julgá-lo / Mal julgue-o quem não pode experimentá-lo” (Os Lusíadas, canto IX, estrofe 83).

Marca: Ccaa. Título: Megan ou Mike. Brasil, Janeiro 2012.

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