Monólogo com o alter ego

O encontro com o alter ego… Vejam bem do que se foram lembrar os catalães! Serão clones? Clones não são certamente. Clones é a especialidade de S. Bento. Sim! Não! O antigo, aquele que expulsava os clones à chapada… Assim, frente a frente, a sós comigo mesmo, um sonho! Impossível? Nem sequer é preciso um clone. Tão fragmentados andamos, à deriva, num espaço tempo mais que comprimido. Basta um acaso, uma fractalidade, e eis que nadamos juntos, sem grandes narrativas, no meio de tanta liquidez, eu e o meu alter ego. E observamo-nos, e tocamo-nos, e puxamo-nos pelo nariz, e fazemos um do outro um brinquedo. E com um brinquedo faz-se quase tudo. Absurdo? Não, hiper-moderno, s.f.f. O absurdo, lembro-me bem dele. Conheci-o mal gatinhava. Ainda não era assim. Deu-lhe para dar aulas. Era tão interessante!… Era tal e qual não sei quem.

A um discurso como este chama-se um coq-à-l’âne: um discurso que não pára de saltar de assunto sem dizer nada de jeito.

Anunciante: Festival Internacional de Cinema de Catalunya/Sitges 2011. Título: Alter ego. Agência: China. Direcção: Alex Rodríguez. Espanha, Outubro 2011.

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