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Lua e sol. O canto dos tordos

Tu me dis que je suis l’une ou l’autre. Mais je suis Lune et Soleil libre d’être l’une comme l’autre. Car je suis Lune et Soleil (Zaz).
Por muito inovador que seja, um artista francês dificilmente resiste ao encanto da “vieille chanson”, à sua melodia, poesia, sageza e sentimento. Zaz não é exceção. Seguem três exemplos do mesmo álbum, Isa, publicado em 2021.

Zaz – Le chant des grives. Isa, 2021. Legendas em espanhol
Zaz – Et le reste. Isa, 2021. Legendas em espanhol
Zaz – L’une ou l’autre. Isa, 2021. Legendas em espanhol

Já faltou mais!

Má sorte a daqueles que lhes censuram o nome! Velhos não são os trapos, velhos somos nós! Como as crianças são crianças, os jovens, jovens e os adultos, adultos. Cada qual com a sua dignidade e distinção. De eufemismo em eufemismo, a sociedade disfarça realidades e coteja fantasmas.

Rembrandt, Bust of an Old Bearded Man, Looking Down,1631

Segue uma mão, aprazivelmente enrugada, de canções vintage francesas ainda não contempladas no Tendências do Imaginário.Todas com letras notáveis. Cantar a velhice faz bem aos pulmões, ao coração e à cabeça. Uma maneira, como qualquer outra, de partilhar e agradecer. Obrigado!

Herbert-Félix Thiéfaine – La ruelle des morts. Suppléments de mensonge. 2011
Bénabar – La Coquette. Les risque du métier. 2003
Zas – Si je perds. Recto verso. 2013
George Brassens – Marquise. Les Trompettes de la renommée. 1962. No programa “Cinq colonnes à la une”, da RTF, do7 de dezembro de 1962.
Georges Moustaki – La vieillesse. Ballades en Ballade: Racines et Errances. 1975