Afetados. Horror e Humor
Por falar em possessões e bruxarias, seguem três poções de horror e humor.

Eunucos e vampiros

Se descrês da bondade humana, pouco te pode chocar. Talvez, ver quem tem o poder abusar dele e as vítimas a pedir mais. Ninguém como o José Afonso para o traduzir em poema e cantar.
Fé, Esperança e Tecnologia
Fé, Esperança e Tecnologia são as nossas virtudes teologais. A Tecnologia move montanhas e abre os mares. Arrasta-nos de um lado para o outro. Quero, portanto, acreditar que a Saturn ajuda a combater a doença de Alzheimer. Num anúncio de 2002, ajudava a combater vampiros.
Marca: Saturn. Título: Anna. Agência: Jung von Matt. Direcção: Alex Feil. Alemanha, Novembro 2017.
Marca: Saturn. Título: Students vs vampires. Agência: Ratfilms. Direcção: Manes Dürr. Alemanha, 2012.
As peúgas são armas de choque
O anúncio Sock ‘m Dead é dirigido pelo norte-americano Robert Rodrigues, realizador de Sin City (com Frank Miller e Quentin Tarantino; 2005) e de El Mariachi (1992), “o filme mais barato da história” (7 725 dólares). O espírito do Halloween paira sobre esta curta-metragem, uma história bem contada com vampiros e peúgas.
Marca: Happy Socks. Título: Sock ‘m Dead. Produção: Troublemaker Studios. Direcção: Robert Rodriguez. Estados Unidos, Outubro 2015.
A cave do desejo
Um anúncio grotesco? Vampiresco? Visceral? Infernal com anjo com asas de madeira? De qualquer modo, um anúncio muito bem feito. Com um ritmo e uma fotografia notáveis. Freud, Bataille, Bachelard e Durand teriam apreciado.
Marca: Pepper Abolut Vodka. Título: Drinkers. Agência: none – in. Direção: Iván Rivas. Espanha, Outubro 2012.
Chuva de sangue
Um cenário de sonho para vampiros: chove sangue. É só estender a língua e deixar correr a música ( “Rain Drops Keep Falling On My Head”). Original e intrigante, este anúncio remete para a série “True Blood” da TWC. Termina, aliás, com uma das suas atrizes: Deborah Ann Woll.
Anunciante: TWC. Título: Enjoy better: Rain. Agência: Ogilvy & Mather. Direção: Nicolai Fuglsig. Julho 2012.
Portugal fora de si
Soa estranha a actualidade de algumas canções anteriores ao 25 de Abril. Até parece que o País troca as tintas e repete o quadro: “mães sem filhos” atoladas nas águas da amargura (Adriano Correia de Oliveira, Cantar da emigração, 1971) e “vampiros” empoleirados na fatalidade alheia (José Afonso, 1963).
Adriano Correia de Oliveira, Cantar da emigração, 1971 / Albertino Gonçalves, “Portugal fora de si. A experiência da emigração na segunda metade do séc. XX”, Agrupamento Vertical de Escolas de Briteiros, 21 de Maio de 2010.
José Afonso, Vampiros, 1963.


