Tag Archive | The Moody Blues

Dezembro em Abril

December é o último álbum de estúdio dos Moody Blues, lançado em 2003, quase 40 anos após a formação da banda (1964). Ouvi-lo no rescaldo da Páscoa, é reverberar o alfa, a Natividade, no ómega, a Paixão, juntar o princípio e o fim da Encarnação de Cristo. Numa entrevista à revista Goldmine, datada de 31 de maio de 2021, John Lodge, falecido em 10 de outubro de 2025, com 82 anos de idade, menciona como surgiu a canção “The Spirit Of Christmas”:

Estava no meu escritório com a televisão ligada e vi todas as notícias sobre os combates no Médio Oriente. Pensei: que mundo estranho em que vivemos. Desliguei a televisão e peguei na guitarra. O Natal estava à porta e as primeiras palavras que saíram da minha boca foram: “Para onde foi o espírito do Natal?”. Em quinze minutos, emergiu a totalidade da música. (Fabulous Flip Sides – The Moody Blues’ John Lodge. Goldmine The Music Collector Magazine, May 31, 2021).

The Moody Blues / John Lodge – The Spirit of Christmas (Lodge). December, 2003
The Moody Blues – Don’t Need A Reindeer (Hayward). December, 2003
The Moody Blues – When A Child Is Born (original de Zacar, 1974). December, 2003

Momentos

I’m looking for someone to change my life (The Moody Blues. Question).

Existem momentos musicais que nos reconciliam… Com quê? Dizer com a vida é melhor estar calado.
Seguem três excertos do concerto dos Moody Blues, com a World Festival Orchestra, no Royal Albert Hall, no 1º de maio de 2000. Gostava de ter assistido. Vale a imaginação. A vida é estranha, não é?

The Moody Blues – Isn’t Life Strange. Seventh Sojourn, 1972. Ao vivo no Royal Albert Hall, 1 de maio de 2000.
The Moody Blues- Nights in White Satin. Days of Future Passed, 1967. Ao vivo no Royal Albert Hall, 1 de maio de 2000.
The Moody Blues- Tuesday Afternoon. Days of Future Passed, 1967. Ao vivo no Royal Albert Hall, 1 de maio de 2000.

Melancolias

“La mélancolie, c’est le bonheur d’être triste / A melancolia é a felicidade de estar triste (Victor Hugo, Les Travailleurs de la mer, Tome II. 1892, p. 253).

Melancólico, em solidão; trágico, em companhia; quixotesco e grotesco nos entretantos. Melancolias e introspeções à parte, recomenda-se o artigo André Soares em Viana do Castelo.

Imagem: Vincent Van Gogh. Retrato de Dr. Gachet. 1890

Jacob Gurevitsch. Melancolia (ft Buika). 2022
The Moody Blues. Melancholy Man. A Question of Balance. 1970

Tops of the tops com rugas 2. The Beatles, Procol Harum e The Moody Blues

Continuo a dar-me música. Até aos cinquenta e treze.

The Beatles. Yesterday. Help. 1965.
Procol Harum. A whiter shade of pale. Procol Harum. 1967.
The Moody Blues. Nights in White Satin. Days of Future Passed. 1967.

Blue

Selfie

Quando não tenho azul, uso vermelho (Pablo Picasso).

I’m not blue, neither am I angry, just slow. It takes an eternity from me to myself. In a Lonely World, I’m missing my Elevator To Heaven.

Henrik Freischlader Band. Lonely World. The Blues. 2008.
Chris Bell. Elevator To Heaven. Blues. 2001.

Como um gato atrás de uma tartaruga

Moody Blues. Tuesday. Days of future passed. 1968

Confinamento duplo: pandemia e quatro meses de baixa médica. Não saio. Pareço um gato atrás de uma tartaruga. Em estacionamento. No retrato de família, pareço um emplastro. A televisão e o computador cansam-me. Cansa-me, também, o que tenho para fazer e não faço. Entrei em estado lesma. Comando na mão, escuto música. Escuto música, como, bebo e durmo. Faço inveja a um suíno.

Moody Blues. Tuesday afternoon. Days of future passed. 1968
Moody Blues. Eyes of a child. To our children’s children’s children. 1969.
Moody Blues. Question. A question of balance. 1970.

Para a minha dama

Amadeo Modigliani. Woman in black dress. Detalhe. 1918.

Para a minha dama! Sem ela, não sou eu.

The Moody Blues. For My Lady. Seventh Sojourn. 1972.
Supertramp . Lady. Crisis what crisis. 1975.

A estranheza da vida

Acabei um artigo, faltam quatro. Uma fordização. Não me queixo. Alguns foram pedidos no ano passado. Sou um compressor compulsivo. Tudo para depois do prazo. Caía bem uma música que erga a vontade mais alto do que uma bandeira. Preciso de um hino. Rock progressivo envelhecido. Pode ser Isn’t Life Strange, dos The Moody Blues? Nada como experimentar.

The Moody Blues. Isn’t Life Strange. Seventh Sojourn. 1972. Live in Royal Albert Hall, 2000.

Perdido

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The Moody Blues

Conhece uma ilha de sonho? Esta é mais fantástica! Umas férias do outro mundo. Só, com a sua sombra! Sem que ninguém se aperceba. Mar, praia, palmeiras, caranguejos, coelhos… Tudo gratuito, ao seu alcance por um gesto: mandar o telemóvel às urtigas! Não é bem esta a mensagem do anúncio nigeriano Lost, da Airtel. Sem telemóvel, um indígena do século XXI não é nada. Um Robinson Crusoe descompensado. E a festa ali tão perto! Não vá o diabo tecê-las, acrescento uma canção dos Moody Blues para, caso disso, ouvir na ilha.

The Moody Blues. Lost in a lost world. Seventh Sojourn. 1972

Carregar na imagem para aceder ao anúncio.

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Marca: Airtel. Título: Lost. Agência: Noha’s Ark Lagos Nigeria. Direcção: Bruce Paynter. Nigéria, Novembro 2016.

Primeiro single dos Pink Floyd

 

Pink Floyd. Arnold Layne. 1967

Hoje não me apetece elaborar. Fim de mês, fim de férias. Nem mísera crítica, nem piada incógnita. Vou apenas anexar o videoclip da primeira música publicada pelos Pink Floyd: Arnold Layne, single, 1967.

https://vimeo.com/63036866

Pink Floyd. Arnold Layne. 1967.

Já agora, no mesmo ano, 1967, a outra grande banda do rock progressivo britânico dos anos sessenta, The Moody Blues, lança o segundo álbum (LP): Days of Future Passed, com Nights in White Satin. Carregar na imagem para aceder.

Moody Blues

The Moody Blues, Nights in White Satin, ORTF, França, 1969.