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A morte à flor da pele (revisão aumentada)

01. Nuremberg chronicles – Dance of Death. 1493

01. Nuremberg chronicles – Dance of Death. 1493

« [O homem] não é senão (…) o que lhe falta.”
(Bataille, Georges, 1970, « Dossier de l’œil pinéal », Œuvres complètes, II, Paris, Gallimard, p. 35. Tradução livre).

“[Os jovens que fazem piercings e tatuagens] procuram “autonomizar-se” do olhar dos pais. Têm o sentimento de não ser eles próprios, mas uma espécie de bem que pertence aos pais. Daqui esta frase repetida inúmeras vezes: “Eu reapropriei-me do meu corpo”, como se o corpo lhes tivesse sido roubado a um ou outro momento. Ao nível simbólico, o facto de fazer uma tatuagem ou um piercing é uma maneira, para o jovem, de assinar o seu corpo, uma maneira de dizer que é só dele” (David Le Breton, “Les jeunes prennent leur autonomie par le piercing”, jornal Le Monde, 25 de Março de 2004).

02. Dança macabra por Cash at Addicted to Ink in White Plains, NY.

02. Dança macabra por Cash at Addicted to Ink in White Plains, NY.

Neste excerto, David Le Breton, centra-se, a propósito das tatuagens, na relação dos filhos com os pais (para uma visão mais abrangente da abordagem de David Le Breton, 2002, consultar Signes d’identité. Tatouages, piercings et autres marques corporelles, Éditions Métailié. Mas existem outras relações tutelares. Por exemplo, as “tecnologias políticas do corpo” (Foucault, Michel, 1975, Surveiller et punir, Paris, Gallimard) adoptadas, sustentadas e legitimadas pelos dispositivos de saúde, ciência, educação e justiça, bem como pelas instituições e organizações para-governamentais e empresariais. Atente-se nos programas de vacinação, nas campanhas anti tabaco e na recente febre do emagrecimento, fenómeno ímpar na história da humanidade.

A tatuagem não é, em si, prestigiante ou degradante. No mesmo período, finais do século XIX, as tatuagens eram estigma no prisioneiro, emblema no marinheiro e honra no maori da Nova Zelândia. As tatuagens são um assunto polémico, cujo valor varia consoante os homens e as culturas. Oscila também com o vento.

03. Guy Marchand. Danse Macabre, 1486.

03. Guy Marchand. Danse Macabre, 1486

A relação com o corpo não se confina apenas aos pais e ao Estado. Depende, também, dos pares. Pese aos sociólogos, nomeadamente a Émile Durkheim (1897, O Suicídio) a imitação que Gabriel Tarde (1890, As Leis da Imitação) estudou é um fenómeno apreciável. Copia-se ou segue-se o outro significativo, amigo, namorado ou ídolo. Mas a imitação também ocorre, segundo a noção alargada de Gabriel Tarde, de um modo não consciente, conduzido ou não pela corrente:

04. Dança macabra e memento mori, por Stigmatattoo.

04. Dança macabra e memento mori, por Stigmatattoo

“Sei bem que não é conforme ao uso ordinário dizer que um homem, que, sem se dar conta e involuntariamente, espelha uma opinião de outrem ou se deixa sugestionar por uma acção de outrem, que imita esta ideia ou este acto. Mas, se é conscientemente e deliberadamente que ele toma de empréstimo ao seu vizinho uma maneira de pensar ou de agir, concorda-se que o emprego da palavra em questão é, aqui, legítimo. Nada é, porém, menos científico de que esta separação absoluta, esta descontinuidade cavada, estabelecida entre o voluntário e o involuntário, entre o consciente e o inconsciente. Não se passa por degraus insensíveis desde a vontade reflectida ao hábito mais ou menos maquinal? E um mesmo acto muda absolutamente de natureza durante esta passagem? Não é que negue a importância da mudança psicológica assim produzida; mas, sob o seu aspecto social, o fenómeno permaneceu o mesmo” (Tarde, Gabriel, 1895, Les lois de l’imitation, Paris, Felix Alcan Editeur, pp. VII e VIII).

05. Albrecht kauw. Dança macabra. 1649

05. Albrecht Kauw. Dança macabra. 1649

A expansão recente das tatuagens e dos piercings está associada à erupção das novas tribos e à sua influência na vida quotidiano dos seus membros (Maffesoli, Michel, 1988, Le temps des tribus, Paris, Méridiens-Klincksiec) . Ao falar das novas tribos, estamos longe da esfera dos pais ou do Estado. Nestes casos, a imitação tende a ser uma adesão, podendo ou não comportar rituais de passagem. Algumas tribos adquirem foros de subculturas e estilos de vida, por exemplo, os punks e os góticos.

06. Tatuagem gótica.

06. Tatuagem gótica.

Sem menosprezar estas considerações, a decisão e o acto de fazer uma tatuagem ou um piercing cabem ao indivíduo. São subjectivos e expressivos. Decide-se capturar o desejo e a vontade na própria pele, por vezes, na carne. Uma tatuagem “pontua” uma pessoa, uma ligação, um evento, um talismã, um sentimento… E assim se inscreve o efémero na eternidade pessoal, de cada um (ver Ave Corpo: https://tendimag.com/2012/06/10/ave-corpo/).

07. Jeremy Woodhouse. Holly Wilmeth

07. Jeremy Woodhouse. Holly Wilmeth

Georg Lukács escreveu num um texto de 1910 que Soren Kierkegaard “quis criar formas com a vida” (Lukács, Georg, 2013 [1910], El alma y las formas, PUV Universitat de Valencia, p. 74). Se os filósofos aspiram criar formas com a vida, não pode o homem comum aspirar a fazer arte com o corpo? Esta pergunta não é retórica. Além de subjectivas, as tatuagens podem comportar uma inspiração estética (ver A pele e a máscara: https://tendimag.com/2011/10/22/a-pele-e-a-mascara/). Observa-se, aliás, uma certa homologia entre, por um lado, as tatuagens e, por outro, os graffiti e a street art. Contemporâneos, as tatuagens inscrevem-se na pele dos corpos; os graffitis e a street art inscrevem-se na pele das cidades.

08. Book of Hours (‘The Hours of Dionara of Urbino_), central Italy (Florence or Mantua), c. 1480.

08. Horas de Dionara de Urbino, Florença ou Mântua, c. 1480.

A vaga das tatuagens e dos piercings, parece crescer à revelia do “processo civilizacional” (Elias, Norbert, 1989 [1939], Lisboa, Dom Quixote). Desde a Idade Média, século após século, o corpo humano individualizou-se, rectificou-se, poliu-se e fechou-se (Vigarello, Georges, 1978, Le Corps redressé, Paris, Éditions Armand Colin). Com as tatuagens e os piercings, o corpo é perfurado, gravado e, no caso dos implantes subcutâneos, granulado.

09. Tatuagem de caveira, por Adem Senturk.

09. Tatuagem de caveira, por Adem Senturk.

Não se regressa ao passado, mas revisita-se. Há pontes e saltos na história espantosos. Uma parte da sociedade actual, civilizada e moderna quanto baste, resgata o património, as iluminuras medievais, de um tempo que corresponde, precisamente, aos primórdios do processo civilizacional. As imagens macabras da Idade Média estampam-se nos corpos, por exemplo, dos góticos “pós-modernos”. Estes saltos na história não são raros. Tão pouco nos são exclusivos.

10. Hans Baldung Grien, A morte e a mulher, 1517.

10. Hans Baldung Grien, A morte e a mulher, 1517.

Este artigo contempla seis tatuagens, góticas, alusivas à morte. A maioria é confrontada com imagens de outros tempos, designadamente medievais. As duas primeiras (Figuras 2 e 4) copiam, literalmente, as danças macabras do séc. XV (Figuras 1 e 3).

A terceira (Figura 6) lembra, no traço, A Noiva-cadáver de Tim Burton e, na postura, o Zé Povinho de Rafael Bordalo Pinheiro. Na substância, inspira-se na irreverência dos esqueletos e transis das danças da morte (Figura 5).

Na quarta (Figura 7), a caveira aparece tatuada na parte do corpo mais apropriada: a cabeça. Não fosse o rosto de criança, a parte visível do corpo, coberta por caveiras, lembraria um cemitério.

A quinta tatuagem apresenta um espelho da morte (Figuras 8 9), tema recorrente no imaginário medieval e barroco (Michel Vovelle, “A História dos homens no espelho da morte”, in Herman Braet & Wermer Verbeke (eds), A Morte na Idade Média, S. Paulo, Edusp, 1996, pp. 11-26). O corpo surge, agora, como suporte do espelho da morte.

11. Com a morte nos lábios

11. Com a morte nos lábios

Por último, depois do espelho da morte, uma miniatura minimalista de uma vanitas (Figura 11). A morte aninha-se a um canto de uns lábios carnudos. Uma versão original e estilizada do beijo da morte (Figura 10).

A tatuagem é uma assinatura que subscreve um gesto, um gesto de eventual recusa de corpos conformados, submissos, predefinidos, calibrados, eficientes e, sobretudo, acabados. Perante tanta apologia da perfeição, da certeza e da pureza, importa ser ruído, falha e nódoa. Quando Georges Bataille afirma que “o homem não é senão o que lhe falta”, não está a diminuir mas a exacerbar o ser humano. Embora não esteja nas escrituras, “não nos esterilizemos uns aos outros”.

Sofrimento

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“Mas as crianças Senhor / Porque lhes dais tanta dor?!” (Augusto Gil. Balada da Neve. 1909).

O anúncio Violence marks forever, da UNICEF, foi publicado no dia 5 de Dezembro. No mesmo dia, à noite, foi exibido integralmente no noticiário da SIC. É raro os noticiários passarem anúncios. Será por causa da instituição, a UNICEF? De David Beckham, embaixador de boa vontade da ONU? Do tema, a violência contra as crianças? Do modo, imagens animadas “tatuadas” na pele? Provavelmente, o conjunto. Nesta quadra de generosidade natalícia, a UNICEF cativa-nos com altíssima publicidade. Mas não é completamente original. Desconfio que a originalidade é veneno e a repetição néctar.

Os NoBrain criaram, em 2009, um vídeo, também para a ONU, intitulado Huit (os oito objectivos adoptados pelas Nações Unidas para o desenvolvimento mundial). As imagens são “projectadas” em corpos não identificados. Mas o efeito é semelhante. A pele é o suporte das imagens. A pele é sensibilidade e memória. O fascínio actual pelas tatuagens não desmente esta vocação da pele. “A violência fica marcada para sempre”.

Estes dois anúncios lembram um terceiro, com mais de trinta anos, também da UNICEF: imagens de crianças vítimas da fome acompanhadas pela música Twelve O’clock (1975), do Vangelis. Ainda não encontrei o anúncio. Um português, Luís Moreira, de Setúbal, produziu um vídeo que conjuga esta música do Vangelis com excertos do filme Jesus de Nazaré (Franco Zefirelli, 1977). O resultado é interessante (ultrapassou dois milhões de visualizações).

Anunciante: unicef. Título: Violence marks forever. Agência: Blind Pig. Direcção: Jonas McQuiggim. Reino Unido, Dezembro de 2016.

Título: 8. Director: NoBrain. Produção: LDM Production. Pós-produção: Mac Guff Ligne. França, 2009.

Vangelis. 12 o’clock. Heaven and Hell. 1975. Vídeo produzido por Luís Moreira, com excertos do filme Jesús de Nazaré (Franco Zefirelli, 1977).

A morte à flor da pele

01. Nuremberg chronicles - Dance of Death. 1493

01. Nuremberg chronicles – Dance of Death. 1493

“[Os jovens que fazem piercings e tatuagens] procuram “autonomizar-se” do olhar dos pais. Têm o sentimento de não ser eles próprios, mas uma espécie de bem que pertence aos pais. Daqui esta frase repetida inúmeras vezes: “Eu reapropriei-me do meu corpo”, como se o corpo lhes tivesse sido roubado a um ou outro momento. Ao nível simbólico, o facto de fazer uma tatuagem ou um piercing é uma maneira, para o jovem, de assinar o seu corpo, uma maneira de dizer que é só dele” (David Le Breton, “Les jeunes prennent leur autonomie par le piercing”, jornal Le Monde, 25 de Março de 2004).

02. Work in progress. Danse Macabre by Cash at Addicted to Ink in White Plains, NY.

02. Danse Macabre by Cash at Addicted to Ink in White Plains, NY.

Há três fenómenos culturais que vieram ao arrepio das minhas expectativas teóricas. As tatuagens, os piercings e a moda da barba apanharam-me desprevenido. Centram-se no corpo: marcam-no e demarcam-no, mas não para o polir ou isolar. Configuram “sinais de identidade”, introduzindo uma nova modalidade de semiose social.

03. Guy Marchand. Danse Macabre, 1846.

03. Guy Marchand. Danse Macabre, 1486.

Seleccionei cinco tatuagens, góticas, alusivas à morte. As duas primeiras copiam, literalmente, as danças macabras do séc. XV.

04. Dança macabra e memento, mori, por Stigmatattoo.

04. Dança macabra e memento mori, por Stigmatattoo.

A terceira, lembra, no traço, A Noiva-cadáver de Tim Burton e, na postura, o Zé Povinho de Rafael Bordalo Pinheiro.

05. Tatuagem gótica.

05. Tatuagem gótica.

Na quarta, a caveira aparece tatuada na parte do corpo mais apropriada: a cabeça.

06. Jeremy Woodhouse. Holly Wilmeth

06. Jeremy Woodhouse. Holly Wilmeth

A quinta tatuagem apresenta um espelho da morte, tema recorrente nas imagens medievais e barrocas (Michel Vovelle, “A História dos homens no espelho da morte”, in Herman Braet & Wermer Verbeke (eds), A Morte na Idade Média, S. Paulo, Edusp, 1996, pp. 11-26). O corpo assume-se como suporte do espelho da morte.

07. Book of Hours ('The Hours of Dionara of Urbino'), central Italy (Florence or Mantua), c. 1480.

07. Book of Hours (‘The Hours of Dionara of Urbino’), central Italy (Florence or Mantua), c. 1480.

08. Skull Tattoos by Adem Senturk.

08. Skull Tattoos by Adem Senturk.

Por último, depois do espelho da morte, termino com a vanitas nos lábios de uma tatuagem. Original. Uma versão contemporânea do beijo da morte?

09. Hans Baldung Grien, La Mort et la Femme, 1517.

09. Hans Baldung Grien, La Mort et la Femme, 1517.

10. Gothic Kiss tattoo.

10. Gothic Kiss tattoo.

Um fim-de-semana bem preenchido. Gosto de jogar ténis de mesa com os meus rapazes. São os únicos que me aturam. Gosto, também, de jogar pingue-pongue com a história. Em momentos de lazer, é um prazer visitar a história como quem descasca castanhas. É um desporto que não emagrece. Dá a ver o presente sob outra luz: muita ganga e pouco minério.

Morte com bebé ao colo

Fig 1. Hieronymus Bosch. A Tentação de Santo Antão (triptico). Pormenor.1505.

Fig 1. Hieronymus Bosch. A Tentação de Santo Antão (triptico). Pormenor.1505.

Quando a causa é boa, qualquer momento se presta. Sensibilizado pela comissão multidisciplinar para a natalidade, contribuo, sem saber como, com o seguinte apontamento.

Sarcofago di Stilicone. Chiesa de Sant'Ambrogio. Milano. Séc. IV.

Fig 2. Sarcofago di Stilicone. Chiesa de Sant’Ambrogio. Milano. Séc. IV.

Georges_de_La_Tour.  L'adoration des bergers. Cerca de 1645.

Fig 3. Georges de La_Tour. L’adoration des bergers. Cerca de 1645.

No Tríptico As Tentações de Santo Antão, Hieronymus Bosch introduz a figura de uma velha, montada num rato. A velha é um ser híbrido: na cabeça cresce uma árvore e os braços são ramos; a parte inferior do corpo lembra a cauda de um insecto. A velha segura nos braços que são ramos um bebé enfaixado. Naquele tempo, era prática enfaixar os recém-nascidos. Assim é retratado, frequentemente, o menino Jesus no presépio (Figs 2 e 3). Somos confrontados com uma velha na antecâmara da morte que segura, encostado ao ventre, um recém-nascido. Extrapolando, reconhece-se o tópico da morte que dá à luz a vida, tópico amplamente estudado por Mikhaïl Bakhtin. Esta figura convoca ainda, através do hibridismo da velha, os três reinos da vida: o humano, o animal e o vegetal. O enquadramento é cósmico.

Fig 4. James Ensor. A morte a as máscaras. 1927

Fig 4. James Ensor. A morte a as máscaras. 1927

Esta dobra que aproxima os contrários, neste caso a vida e a morte, é um procedimento típico do grotesco, que o barroco não enjeita. Perpassa o tempo. Reencontramos, por exemplo, uma figura semelhante na pintura de James Ensor. No quadro A morte e as máscaras, o único esqueleto presente segura ao colo um recém-nascido (Fig 4).

Fig 5. Mason Williams. Tattoo Skeleton and baby.

Fig 5. Mason Williams. Tattoo Skeleton and baby.

Não se pense que este tópico da morte que sustenta a vida, a um passo de uma morte prenhe, é uma esquisitice imemorial, bizarria da Antiguidade, da Idade Média ou dos construtores de projectos, em suma, dos pré-pós-modernos. A morte com vida insinua-se nos nichos de todas as sociedades, incluindo a nossa. Por exemplo, na moda das tatuagens ilustrada pelos motivos criados por Mason Williams (Fig 5). O grotesco e o barroco, cada um à sua maneira, pegam no líquido, vertem-no no vazio, agitam-no na centrifugadora e servem a mistela, com ou sem pós-humanos, em shots hipermodernos nas orgias inclusivas. Vai um shot de ideias?

 

Tatuagens animadas

Nestes tempos tão imaginativos, faz-se animação com tudo e com nada. Por que não com tatuagens? O corpo é a mais bela das telas e a tatuagem a mais fantástica das figuras de sonho. O resultado é surpreendente e, como seria de esperar, grotesco.

Marca: Wicked Energy Drink. Título: Alive Tattoo. Agência: 7,9,11 Australia. Direção: Tim Dyroff. Austrália, junho 2010.

A pele e a máscara

O modelo canadiano Rick Genest, conhecido como Zombie Boy, tem quase todo o corpo tatuado. Quem viu o vídeo “Born this way”, de Lady Gaga, não o esquece. No anúncio “Zombie Boy”, aparece, estranhamente, de tronco nu e sem tatuagens. Removidas ou encobertas? Com uma esponja e o removedor de maquilhagem Dermablend, começa a esfregar o peito pondo a nu os desenhos escondidos. Prossegue com o rosto, revelando, finalmente, a sua identidade. Este anúncio aproxima-se muito de uma performance. Contanto compreensível no caso de um cosmético, há cada vez mais anúncios versando sobre a imagem e a plasticidade da identidade. O anúncio contempla uma pequena passagem alusiva ao respectivo making of. Penso que não basta. Vale a pena espreitar “behind the scenes”.

Dermablend Pofessional “Go Beyond the Cover” – Campaign Review
Marca: Dermablend. Título: Go Behind the Cover. EUA, Outubro 2011.