Imagens babélicas

É cada vez mais frequente as imagens não se alinharem harmoniosamente em função de uma história. Há vídeos em que as imagens se acotovelam e se atropelam sem prosseguir um destino. Parecem mosaicos que se desfragmentam à medida que o tempo passa. Não têm princípio, nem trama, nem desenlace. Quando muito, retorno. Descuidam a razão e o raciocínio. Agarram-se ao corpo, às sensações, aos sentimentos, às emoções e ao imaginário. Aceleradas e babélicas, as imagens atordoam e excitam os sentidos. Abraçadas à música, multiplicam os efeitos. Geram ambientes e disposições. Absorvem. Perturbadoras, remetem para a potência, para o sonho e para o mito. Dispensam a lógica e a palavra (artigo Chuva de Imagens, Tendências do Imaginário, 18.09.2011).
Segue “Life Wasted” (2006), dos Pearl Jam, vídeo musical eventualmente chocante. Para aceder, acarregar na imagem seguinte.

Chuva de imagens
É cada vez mais frequente as imagens não se alinharem harmoniosamente em função de uma história. Há vídeos em que as imagens se acotovelam e se atropelam sem prosseguir um destino. Parecem mosaicos que se desfragmentam à medida que o tempo passa. Não têm princípio, nem trama, nem desenlace. Quando muito, retorno. Descuidam a razão e o raciocínio. Agarram-se ao corpo, às sensações, aos sentimentos, às emoções e ao imaginário. Aceleradas e babélicas, as imagens atordoam e excitam os sentidos. Abraçadas à música, multiplicam os efeitos. Geram ambientes e disposições. Absorvem. Perturbadoras, remetem para a potência, para o sonho e para o mito. Dispensam a lógica e a palavra. No domínio dos vídeos musicais, os The Beatles foram pioneiros nesta estranha forma de comunicar. Seguem-se dois exemplos: o primeiro a partir da música “Decades”, dos Joy Division, e o segundo, “Life Wasted”, dos Pearl Jam.
Os vídeos seguintes não são aconselháveis a pessoas sensíveis. Para aceder, carregar nas imagens.


