A mão estendida como semente de felicidade

Em Sociologia da Arte e do Imaginário, estamos a produzir um vídeo sobre a felicidade. As propostas e as iniciativas fusionam numa partilha que compensa. Como cita a aluna Teresa Carneiro, “feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” (Emanuel Lizarte).
A Cláudia Aponte sugeriu a curta metragem #GiveInToGiving. Unanimidade quanto ao interesse; divergência quanto à interpretação. O que altera a atitude, a abertura, do protagonista? O pedido da velhinha ou a ameaça de morte? Qual é o ponto de viragem: a mão que agarra o braço ou a que sai do bolso? Qual é causa eficiente e qual é causa coadjuvante (que apenas ajuda a eficiente)?
Será a consciência da morte? Retira a mão do bolso apenas perante a iminência de atropelamento. Será a consciência da carência alheia? Neste caso, a mensagem, rara, seduz: para além da oferta de ajuda, o pedido também pode ser semente de felicidade. O gesto da velhinha, a fonte; o risco, a circunstância…
Sobra, ainda, outra conclusão: ambos são causa; ponto final, parágrafo. Esta solução oferece-se como salomónica apenas em aparência: ao contrário do rei, não se toma posição.
Resta ponderar o comentário do próprio autor da curta metragem. Para que lado pende?
Ao celebrarmos o Dia Mundial da Bondade em 13 de novembro, vamos refletir sobre como podemos fazer a diferença. Vamos estender a mão a quem precisa de ajuda e nos voluntariar para causas que nos transformam para melhor, assim como transformam o mundo.
Conecte-se connosco hoje mesmo e comece! (Emirates NBD)
Tudo o que é humano é de todos, por todos, com causa em todos. Também poderíamos perguntar: que circunstância(s) levou a que as mãos se escondessem nos bolsos? O que o leva a andar curvado e com pavor de tudo o que mexe no olhar? Quando a velhinha lhe pega no braço, o olhar fica em sobressalto, mas o corpo aceita. Ela já não é motivo para ter medo. A iminência da morte? Sim, claro. Dos dois. Ele não mexeu a mão em que a idosa se apoiava. Ela já era a extensão da humanidade. A agulha deixou que a linha se enfiasse. A partir daí, todos os pontos contam, mesmo para consertar rasgos, sem pudor. (Comentário de Almerinda Van Der Giezen, 13.02.2026)
“As da raia”, contrabando entre Galiza e Portugal
O jornal galego Faro de Vigo publica hoje, 25 de outubro de 2025, a reportagem “«As da raia», contrabando entre Galicia y Portugal”, da autoria de Malena Álvarez. O artigo focaliza-se em particular no concelho de Melgaço. Contém testemunhos de várias mulheres que intervieram no contrabando. Tive o gosto de colaborar, tal como o Américo Rodrigues. Para aceder ao artigo, carregue na imagem seguinte ou no endereço: https://www.farodevigo.es/estela/2025/10/25/as-da-raia-contrabando-galicia-123019046.html

O jardim das verduras inadiáveis

A Marta Carvalho enviou-me o anúncio “Bok Choy/Garden of Doom”, da Thai Health Promotion. Agradeço sobremaneira porque resulta difícil encontrar uma curta-metragem mais delirante, ousada e polissémica. Já a tinha colocado no Tendências do Imaginário em 2019 (Verdura fora de época). Não obstante, continua digna de ser (re)revista.
Imagem: Bok choy ou acelga chinesa
O reverso da glória. Anatomia de um campião
O outro lado dos nossos heróis: obstinação e provação. Personalidade e risco. “Winning is not for everyone”! Dois anúncios inspirados nos jogos olímpicos.
Uma tristeza!

Um é o número mais solitário
Que você poderá conhecer
Muito muito pior que dois
Um é um número divisível por dois
(Magnolia. One. 1998).
Quem divaga sempre acaba por encontrar. A dedilhar os CD, cruzei-me com a banda sonora do filme Magnólia (1999), quase toda interpretada por Aimee Mann; e a folhear o Público, cruzei-me com o artigo de opinião, “Sinto-me triste”, de Eduardo Marçal Grilo, com o qual me identifico, salvo esquecer-se de enfatizar o enorme contributo para o alívio da tristeza nacional que poderia dar a justiça e o aparelho jurídico. Enfim, Tristezas. Partilho três músicas do filme Magnólia, bem como o início do artigo de Malçal Grilo.
https://www.publico.pt/2023/01/31/opiniao/opiniao/sintome-triste-2036953
Eduardo Marçal Grilo. Sinto-me Triste. Público. 31 de Janeiro de 2023, 0:27
E as crianças?

As realidades abordadas nestes três anúncios da Save the Children não são inauditas. De vez em quando, os meios de comunicação social fazem-lhe alusão. Save the Children Fund é uma organização internacional não governamental de defesa dos direitos da criança, ativa desde 1919, com sede em Londres.
Anunciante: Save the Children. Título: Save the Survivors. Agência: POL. 2022.
Anunciante: Save the Children. Título: Save the Children. Agência: POL. Direção: Niels Windfeldt. 2022.
Humor Batráquio. Estupidez e Esperteza

“Nunca atribuas à malícia o que pode ser explicado pela estupidez humana” (Robert A. Heinlein)
“Nunca subestimes o poder da estupidez” (Robert A. Heinlein)
O perigo espreita, o turista inventa e a seguradora promete. O anúncio Frog, da companhia de seguros argentina Turismocity, confronta-nos, mediante um discurso simples com final inesperado, com uma interrogação: a esperteza enxerta-se na estupidez?
Há muito que ando tentado a partilhar o ensaio satírico As Leis Fundamentais da Estupidez Humana de Carlo M. Cipolla (1988). Nunca é tarde.
Kayak na cascata do rio Laboreiro

Imagens espetaculares da prática de kayak na cascata do rio Laboreiro, em Castro Laboreiro, Melgaço. “Posiblemente sea uno de los rios más espectaculares de Europa para practicar kayak”. Felicito a Slowmo Castro Lovin’, a Pistyll Productions e os desportistas pela realização deste vídeo fantástico. Agradeço ao Fred Sousa a partilha na página Melgaço, Portugal começa aqui.
Carregar na imagem seguinte para aceder ao vídeo.

Viva a família!

Os anúncios So Good e Let Life Happen, ambos promovidos por companhias de seguros, podem não parecer mas são, certamente, por eventual cambalhota de sentido, dois incentivos à vida familiar e à natalidade. São, não são?

