Elegia transpirada

Enquanto aguardo as últimas fotografias do Cortejo Histórico de Melgaço, escuto música. Recordo Richard Wright, teclista dos Pink Floyd, que se eclipsou faz 15 anos. Não desapareceu, partiu para o outro lado da lua. Editou dois álbuns a solo, Wet Dream, em 1978, e Broken China, em 1996, com as canções Breakthrough, Summer Elegy e Reaching For The Rail.
Richard Wright. Uma festa no céu.
Dos quatro membros dos Pink Floyd, dois são ostensivos, David Gilmour e Roger Waters, e dois, discretos, Richard Wright e Nick Mason. A notoriedade coloca sempre o mesmo à frente dos olhos e os outros, nas costas. Neste sentido, a notoriedade enviesa e empobrece.

Richard Wright, falecido em 2008, não era apenas o teclista da banda, era compositor e vocalista. Assinou, por exemplo, cinco das dez músicas do The Dark Side of the Moon, mormente o fabuloso The Great Gig in the Sky. Produziu álbuns a solo antes e depois da separação do grupo: Wet Dream, em 1978, Identity, com Dave Harris, em 1984, e Broken China, em 1996. Retive três músicas: Reaching for the Rail, com Sinead O’Connor; Breakthrough, ao vivo, com David Gilmour, em 2002; e, para culminar, The Great Gig in the Sky (1973).
