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Falsificação

Réplica de um elmo encontrado em Sutton Hoo, na sepultura de um líder anglo-saxão, datado provavelmente de 620.

Existem falsidades disfarçadas que representam tão bem a verdade que seria errado não se deixar enganar (La Rochefoucauld. Réflexions ou sentences et maximes morales. 1664).

A Falsificação de informação e de mercadorias revela-se preocupante, atendendo, sobretudo, às características da circulação actual de bens e notícias. Comporta consequências mais graves do que muitas gravidades em voga. Criada em 1985, em França, e sediada em Paris, Repórteres Sem Fronteiras é uma organização internacional estimável, num mundo “armadilhado” (Isabelle Mayereau).

Anunciante: Reporters Sans Frontières / RSF. Título: Fight Fake News. Agência: BETC (Paris). França, Maio 2018.
Isabelle Mayereau. Piège à rats. 1982.

Piège à rats
Quand on ne sait pas
Quand on ne veut pas
C’est qu’on n’ sait pas où l’on va
On regarde là
On regarde pas
Parce qu’on n’ sait pas où l’on va
On sait pas
Quand on ne dit pas
Quand on ne dit plus
C’est qu’on a perdu le droit
De placer sa voix
Solitaire et nue
Sur l’échiquier des grands rois
Des grands rois
On se dit qu’on a
Deux chances sur trois
De tomber dans l’ piège à rats
Tomber
Puis, on joue sa vie
À “bouffe pasn merci”
À quoi ça sert une vie?
Puisque les canons
Ont fait la chanson
Pourquoi parler de raison
De raison?
Quand on ne voit pas
Quand on ne voit plus
C’est qu’on a perdu le choix
Le choix de sa vie
Le choix de ses mots
Faut partir avant l’ennui
Partir
Partir
Quand on ne sait pas
Quand on ne veut pas
On regarde là
On regarde pas
Parce qu’on n’ sait pas où l’on va
Je n’ sais pas

Violência e humilhação

Repórteres sem Fronteiras denuncia imagens de exaltação da guerra, de morte, sofrimento e humilhação, no âmbito da edição do 50º álbum 100 photos pour la liberté de la presse, consagrado ao fotógrafo Robert Capa. Fundador da Magnum, Robert Capa consta entre os maiores fotógrafos do século XX. As suas fotografias fazem parte, saibamos ou não, do nosso imaginário. Seleccionei quatro fotografias, todas sobre o mesmo assunto. Não são as mais famosas, captam, porém, uma actividade humana que não convém menosprezar: a humilhação pública. Nos dias imediatos ao fim da Segunda Guerra Mundial, os franceses entregaram-se à caça aos colaboracionistas. Rapavam, por exemplo, o cabelo às mulheres e expunham-nas em cortejos degradantes. Porque tiveram um filho com um alemão ou por outra culpa qualquer.

Carregar na imagem para aceder ao anúncio.

Reporters sans frontières. Reporters de guerre.Anunciante: Reporters sans frontières. Título: Reporters de guerre. Agência: BETC. Direcção: Owen Trevor. Janeiro 2016.

Galeria: Humilhação das mulheres colaboracionistas no fim da Segunda Guerra, em França

Contentor

Reporters sans frontièresO passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé

(Xutos e Pontapés. Contentores)

Um contentor… Um contentor… Um contentor… O olhar do anúncio concentra-se no contentor. Importa não desviar o olhar da barbárie.

Anunciante: Reporters sans frontières. Título: Ceci n’est pas un container, c’est une prison. Agência: BETC. Direcção: Benjamin Darras, Jonhy Alves. França, Dezembro 2014.