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Babe e Camille Saint-Saens

Babe.

O cinema anda de braço dado com a música. Tommy, Laranja Mecânica, Blade Runner, Titanic… No filme Babe (1995), a música, adaptada, é de Camille Saint-Saens. Segue a música do filme (If I Had Words) e o original de Saint-Saens, dirigido por Myung-Whun Chung. Não admira que tenha fascinado Stanley Kubrick.

If I Had Words (Saint-Saëns Symphony No.3) – Babe – Piano
Saint-Saens – Symphonie n°3 avec orgue – dir: Myung-Whun Chung.

Consumidor masoquista

Pfizer Animal Health. Koala. Pentamark. Itália, 2007.

Pfizer Animal Health. Koala. Pentamark. Itália, 2007.

Valha-me Santo Antão! Parece uma tentação dos demónios. Está a pegar a figura do consumidor masoquista? Algum estudo internacional, com patrocinadores de topo, universidades de alto ranking, centros de investigação de excelência, supervisão de prémios Nobel, assessoria de imprensa e direcção de um génio desconhecido, descobriu que, na publicidade, o que importa não é convencer, seduzir, comover, envolver ou chocar, mas agredir. Depois da dor, vem o alívio! Não vem?

Marca: Acierto.com. Titulo: Koala. Agência: Remo. Direcção: Marco de Aguilar. Espanha, Julho 2014.

Porcos, para sempre!

ormie3Pela mão de uma amiga, descobri a animação Ormie The Pig, de Rob Silvestri (2010). O porco tenta chegar às bolachas, mas não consegue. O povo também se esforça e fica com as favas. O “triunfo dos porcos” é uma quimera. Quem manda são os arganazes, os vampiros e os hipopótamos, as elites da política, da economia e das finanças. “Eles comem tudo, Eles comem tudo, Eles comem tudo e não deixam nada”. Deixam o respigo! Eles querem tudo, eles podem tudo, dispensam a responsabilidade. O povo não manda, soma culpas. A responsabilidade é uma feijoada à moda do povo. Este país inventou os inimputáveis de luxo. Mais o complemento:  o Zé Povinho, albardado e penitente. Haverá país onde as elites ousem sacudir as culpas para o povo? No país do fado, fatalmente! Noutro, circulariam as elites… A arte vem-nos, pelo menos, desde D. João V, o Rei-Sol Português, cuja pragmática de 1749 decreta austeridade, motivada pela “desordem dos gastos” e pelas “despesas dos povos”. O tempo ainda é de arganazes, vampiros e Hipopótamos; e de porcos, carneiros e mexilhões. Este rectângulo lembra-me Don Quixote e Sancho Pança: um Don Quixote que não presta e um Sancho Pança que não pode.

Rob Silvestri. Ormie The Pig. 2010R

Afinidades Electivas

Pig meÀs vezes, vale a pena variar. Há muito vídeo para além da publicidade. E desperdiçar tempo é uma tentação. Não importa se são sete minutos. E mais não digo, a não ser que o próximo vídeo é e não é animado.

Pig Me, criado por Marie Louise Hojer Jensen, Mette Tange, Israel Hernandes, Ditte Gade & Rebecca Bang Sorensen, graduados pela The Animation Workshop, Janeiro 2009.