Mais inesperado do que o previsto

Muitos anúncios são paródias. Temas não faltam. Mais importante do que a paródia é o modo surpreendente como é rematada. É neste golpe final que reside o seu fascínio e a sua genialidade. Alguns anúncios a surpresa ultrapassa as expectativas: mostram-se mais inesperados do que o esperado.
Uma paródia dos mil e um “encontros imediatos” com extraterrestres não passa de mais uma entre muitas. Mas se, ao comando de um andróide, o extraterrestre for um peluche, tipo Gremlin, “pepsidependente”, então o anúncio arrisca-se a ficar na memória. Quando um homem mascarado de palhaço entra num banco logo acode a lenda urbana dos palhaços assassinos. Mas o palhaço dirige-se à caixa multibanco e levanta dinheiro com o cartão de crédito… O episódio condiz com as nossas expectativas? Quando aguardamos uma monstruosidade, a normalidade perturba-nos. Estes exemplos revelam que o efeito de estranhamento, eventualmente, grotesco não reside nos fenómenos em si, normais ou anormais, mas na relação que estabelecemos com esses fenómenos.
Publicidade, Arte e Jornalismo
Os laços entre a publicidade, a arte e o jornalismo são mais apertados do que imaginamos. De tudo se pode servir um pouco: publicidade com arte; publicidade com jornalismo; arte com publicidade; jornalismo com publicidade… Seguem alguns exemplos.
PUBLICIDADE COM JORNALISMO E ARTE:
Marca: Pepsi. Título: The Slavic Epopee. Agência: Mark/BBDO. Direção: Daniel Bird. República Checa, Abril 2012.
PUBLICIDADE COM JORNALISMO:
Marca: TuB. Título: Prohibition. Agência: Red Tettemer + Partners, USA. USA, Abril 2012.
ARTE COM PUBLICIDADE:
- Andy Warhol. Chanel nº5. 1985
- Andy Warhol. Campbell’s Soup Cans. 1962
- Andy Warhol. Perrier.1983
JORNALISMO COM PUBLICIDADE:
Óscar Mascarenhas, A publicidade tem artes e manhas para se vestir com roupas de notícia, Diário de Notícias, 18 de Fevereiro de 2012.




