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Teimoso e despistado

Em 1567 artigos do Tendências do Imaginário, pouco falei de mim. A quem interessa? Sabe-se que sou sociólogo, professor universitário, fumador e pouco mais. O meu rapaz mais novo, o Fernando, descobriu, há dois ou três dias, uma página que me é dedicada e que, no meu alheamento crónico, desconhecia. Trata-se de um trabalho realizado por Filipa Magalhães e Ricardo Grilo, ambos licenciados em ciências da comunicação. Os textos e os vídeos incidem sobre o meu tempo de estudante em Braga e em Paris. O período mais turbulento e mais suculento da minha vida. Salpicos biográficos. A Filipa e o Ricardo desencantaram, ainda, o meu rapaz mais velho, o João, bem como o Álvaro Domingues, amigo de infância, e a Ana Moreira, minha aluna. Gosto do resultado. A não ser mais, constata-se que, no meu caso, a escrita é muito mais fresca do que o autor.

Para aceder à página carregue na imagem ou no seguinte endereço: http://ensinopij1314.weebly.com/vocaccedilatildeo.html.

Teimoso e despistado

Papoilas

René Magritte. Golconda, 1953.

René Magritte. Golconda, 1953.

Graças a um toque de fada, as papoilas de um jardim subaquático ascendem aos céus de Paris. “Para um mundo mais belo”. Onírico e divertido, como um quadro de Magritte, o perfume deste anúncio não é o Opium de Yves Saint Laurent, mas o Flower de Kenzo.

Marca: Kenzo. Título: Flower by Kenzo. Agência: Kenzo. Direcção: Patrick Guedj. França, 2013.

Anelar

cartierCartier é Cartier. Pode dar-se ao luxo de fazer anúncios de seis minutos. Não foi Cartier quem descobriu o dedo anelar. Mas podia ter sido! Sabe, como ninguém, o valor de um encontro e de um beijo em Paris. Do anúncio, só me apetece falar do Musée Rodin. Uma joia da arte, uma joia de prazer. Estar no jardim do Musée Rodin é, a cada vez, estar como nunca. Morei junto ao Musée Rodin. Nem cinco minutos a pé. Nunca tive o paraíso tão perto. Estudar, pasmar, ler e namorar, de bronze em bronze.

Marca: Cartier. Título: The Proposal. Produção: Psycho. Direcção: Sean Ellis. França, Fevereiro 2015.

O corpo não cabe no ecrã

eurostar-paris-londresEstes anúncios encantam-me. Tão bem feitos! Despertam todos os sentidos. Bem como o imaginário, a pele e o corpo. Presenciamos, cheiramos, tocamos, saboreamos, ouvimos, descansamos, participamos, vestimos os símbolos. Os olhos são uma extensão do corpo. Transfiguram-se numa orquestra de sentimentos, sensações e emoções. O ecrã não basta, não faz justiça ao corpo, nem à pele, nem ao movimento. O corpo quer andar, apalpar, perder-se, regalar-se à mesa, molhar-se à chuva, acariciar os ícones, espantar-se com o quotidiano, misturar-se com os outros e falar outra língua. O corpo pede para estar lá. Em Londres ou em Paris, com ou sem o Eurostar. Estes anúncios são, antes de mais, um convite à viagem ou, mais precisamente, à descoberta.

Marca: Eurostar. Título: Stories are waiting in Paris. Agência: AMV BBDO London. Direção: Simon Ratigan. UK, Outubro 2013.

Marca: Eurostar. Título: Tant d’histoires à venir à London. Agência: AMV BBDO London. Direção: Simon Ratigan. UK, Outubro 2013.

Paris: Atmosferas


Nelson Zagalo colocou este magnífico vídeo sobre Paris no facebook. Qualquer menção a Paris envolve-me numa brisa de melancolia. Paris foi a minha Lisboa ou a minha Coimbra. Este vídeo de Julien Alcacer é invulgar. Não é para quem passa, mas para quem pára, e recorda. São atmosferas e momentos. Carregar na imagem para aceder ao vídeo.

Paris Euphoria
Julien Alcacer. Paris Euphoria. Viméo. França, Julho 2013.

Prazer motorizado

Citroen ds5Um anúncio composto por instantes, fragmentos, sombras e sensações. Sob a luz de Paris em maré de liberdade. O desdobramento em duas partes, com cores, motivos e arranjos musicais distintos, revelou-se uma aposta feliz.

Marca: Citröen Ds. Produção: Mac Guff Paris. França, 2013.

Mudar de música

De tempos a tempos, convém mudar de música. Aquela que os deuses nos servem todos os dias já soa a cana rachada em dó sustenido. Quem goste da Orchestre de Contrebasses, talvez goste do Gipsy Jazz dos Les Pommes de ma Douche. Que vibrem as cordas das violas e do violino! Que se contorça o acordeão! Entre Paris e Nova Orleães, a vida ainda vale uma dança.

Les Pommes de ma Douche. Pigalle. Gipsy Jazz Manouche. Swing From Paris. 2008.

Taylor Swift. Begin Again.

Taylor Swift. Begin Again. Red. 2012.

 

 

Antes de adormecer, Begin Again! Paris é uma boa opção.

 

 

 

 

Anamorfose

Quando uma imagem à primeira vista estranha e deformada se torna nítida e significativa sob determinado ângulo ou mediante determinado instrumento, estamos perante uma anamorfose. Um dos casos mais célebres é a caveira do quadro Os Embaixadores (1533), de Hans Holbein. Este vídeo, “Qui Croire” (2011), de François Abélanet, apresenta uma anamorfose grandiosa, feita à escala da Place de l’Hotel de Ville, em Paris.

Fotografia e Investigação

É com grande prazer que o convidamos para o encontro Fotografia e Investigação, que terá lugar no dia 2 de Maio, pelas 18 horas, no Auditório do Instituto da Educação, da Universidade do Minho. Esta sessão do Ciclo Percursos Profissionais na Área da Cultura conta com a participação de Álvaro Domingues, Professor da Faculdade de Arquitetura, da Universidade do Porto, e de Isabel Alves, Responsável pelo Museu das Migrações e das Comunidades, de Fafe.

A fotografia é um recurso apreciável na investigação social, como fonte direta ou como fonte secundária de informação. Não se confina, portanto, ao mero uso ilustrativo. Álvaro Domingues é um exemplo de quanto a máquina fotográfica pode ser um auxiliar do olhar e a fotografia um suporte para a análise e a ilustração. A sua arte peculiar de aproximação à realidade não é alheia ao sucesso alcançado pelos livros Rua da Estrada, publicado em 2010, e Vida no Campo, recém-publicado em Março de 2012, ambos pela Dafne Editora, do Porto.

Gérald Bloncourt é um reputado fotógrafo francês que, nos anos sessenta, direcionou a sua objetiva para os emigrantes portugueses residentes em bairros de lata da região parisiense. Resultou um espólio apreciado por muitos investigadores. As fotografias de Gérald Bloncourt já foram expostas em Fafe, em Lisboa, em Braga e, no final de 2011, em Viana do Castelo. Gérald Bloncourt doou mais de uma centena de fotografias originais ao Museu das Migrações e das Comunidades de Fafe. Isabel Alves, guardiã atenta deste valioso espólio, falará da obra de Gérald Bloncourt.

O Director do Curso de Mestrado em Comunicação , Arte e Cultura