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Diversidade e Beleza

Sexta, dia 6, foi a conferência “Christine de Pizan: O Valor da Mulher”, na Academia Sénior de Braga; agora, a montagem do vídeo sobre a felicidade; dentro de semanas, dia 28, a conferência na Fundação Martins Sarmento, em Guimarães.

Ando bastante ocupado, mas, absorto num egomundo não globalizado, pouco preocupado. Dedico-me ao que gosto, sem ansiedades e com pausas prazerosas. Atraído pela diversidade com salpicos de beleza, vario a música que namoro. Hoje, convoco alternativas da adolescência, tais como o “The Godfaher”, do compositor italiano Nino Rota.

Nino Rota: The Godfather – Suite, Boian Videnoff. The Godfather, 1972. Mannheimer Philharmoniker. Boian Videnoff, conductor. Live from the Rosengarten Mannheim, 01. January 2019

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Fotografias da conferência “Christine de Pizan: O Valor da Mulher”

Romeu e Julieta

Marc Chagall. Romeo & Juliet – Detail for Paris Opéra (1964).

Nas férias, leio menos, vejo menos publicidade, durmo mais e escuto mais música. São muitas e boas as interpretações de A Time for Us, de Nino Rota, para o filme Romeu & Julieta (1968). Gosto da versão da mexicana-americana Bárbara Padilla, soprano cantora de ópera, que sobreviveu a um linfoma de Hodgkins.

Dedico esta música à pessoa que costuma ser a primeira sacrificada a ler os artigos do Tendências do Imaginário.

Bárbara Padilla. A Time For Us (Un Giorno Per Noi). Romeo & Juliet (1968). Nino Rota. The London Symphony Orchestra. 2014.

Somos seres de partilha

Romeu e Julieta 2

Somos seres de partilha, que existimos para os outros, que juntos lutamos para que a terra seja um espaço de dom de uns para outros (Seres de partilha: http://franciscanos.org.br/?p=70419).

Somos seres de partilha. Correntes de dádiva e contra dádiva percorrem e cimentam as sociedades (ver Marcel Mauss, Ensaio sobre a dádiva, 1925). Partilhamos quase tudo. Até as misérias. Os gostos são cruciais nestas partilhas e distinções. Pelos gostos nos expomos, pelos gostos comungamos, pelos gostos nos afastamos. O gosto é, ao mesmo tempo, pessoal e colectivo. Os gostos musicais prestam-se particularmente a este jogo entre o íntimo e o público.

Gosto do compositor Nino Rota, bem como de outros compositores que nos anos sessenta e setenta escreveram dezenas de músicas de filmes. Por exemplo, Ennio Morricone ou Francis Lai. Não é uma paixão, antes um abraço da memória. Aos meus treze anos trauteei vezes sem conta o Tema do Amor, do filme The Godfather (1972). Escutá-lo regenera-me. A memória tem destas manhas. Partilhá-lo reconforta-me. Revisita-me uma velha máxima: é mais gostoso gostar do que ser gostado”. Gosto de gostar!

Acrescento o Tema do filme Romeu e Julieta (1968), também da autoria de Nino Rota. Recordo raramente memórias isoladas. Recordo em cadeia. E rumino: por que motivo estas músicas desapareceram da nossa paisagem sonora? Fazemos muito melhor?

Nino Rota. Tema do filme Romeu e Julieta. 1968.

Nino Rota. Love theme. Filme The Godfather. 1972.